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Bolsas da Europa derreteram com os PIBs da Alemanha e EUA

Data de criação:

access_time 30/07/2020 - 14:45

Data de atualização:

access_time 30/07/2020 - 14:45
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As bolsas de valores europeias derreteram nesta quinta-feira. Os investidores bem que começaram o dia com apetite para as compras, porém, os dados do PIB dos Estados Unidos e da Alemanha acabaram por azedar os negócios. Para piorar ainda mais, os dados do emprego nos Estados Unidos, Itália e Espanha também contribuíram para elevar o mau humor.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 2,165 aos 359.52 pontos em Londres; o índice FTSE100, bolsa de Londres, ficou em queda de 2,31% aos 5.989 pontos; o índice DAX30, bolsa de Frankfurt, ficou em queda de 3,45% aos 12.379 pontos; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 2,13% aos 4.852 pontos; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 3,28% aos 19.228 pontos; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 2,91% a 6.996 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 2,05% a 4.305 pontos.

Apesar das declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que o banco central não estava “pensando em pensar em” elevar as taxas de juros, o humor ruiu com o PIB do segundo trimestre em queda de 32,9% para os Estados Unidos. Além disso, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego também subiram em 12 mil para 1.434 milhão na semana fechada em 25 de julho, disse o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Na sequência veio a Alemanha, com um declínio também no PIB de 10,1%, sendo o pior desde 1970, na relação com o trimestre anterior. A maior economia europeia também deu sinais de fragilidade em outros indicadores.

A Espanha e Itália também divulgaram indicadores do setor de trabalho, os dois desanimadores (ver abaixo).

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson teme que uma segunda onda de coronavírus avance no país em duas semanas, informou o Daily Mail, citando uma fonte de Downing Street. Globalmente, o total de casos de coronavírus ultrapassou a marca de 17 milhões.

Já sobre a temporada de resultados financeiros, a Anheuser-Busch InBev  viu as ações subindo 6%, com o lucro da cervejaria Budweiser abaixo das estimativas no 2T20, depois de redução de seus negócios na África. Mas o declínio da receita não foi tão acentuado quanto o estimado devido a seus negócios na América Latina e na Ásia.

As ações do Lloyds Banking Group caíram 8%, depois de ter registrado uma perda inesperada no Ebitda ante o primeiro semestre de 2020.

As ações da Royal Dutch Shell recuaram 5,54%, depois de uma queda de US $ 16,8 bilhões nos resultados e que, devido à defasagem nos contratos, o impacto dos baixos preços do petróleo deverá se tornar mais significativo no terceiro trimestre. A Total também viu as ações caindo 1,60%, com prejuízo de US$ 8,1 bilhões.

Na Alemanha, o PIB caiu 10,1% ajustado ao preço, sazonal e calendário no primeiro trimestre de 2020. Esse foi o maior declínio desde o início dos cálculos trimestrais do PIB para a Alemanha em 1970. Foi muito maior do que o da crise de 2009, quando a queda foi de 4,7% no primeiro trimestre. Os dados são do Destatis.

Na Alemanha, a taxa de inflação, medida como a variação ano a ano no índice de preços ao consumidor, deve ser de -0,1% em julho de 2020. Com base nos resultados disponíveis até agora, o Destatis também informa que os preços ao consumidor deverão cair 0,5% em junho de 2020.

Veja mais detalhes aqui

*Por Ivonéte Dainese de relatórios oficiais e com agências internacionais

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