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Bolsas da Europa ficam divididas com BCE e avanço da Covid-19

Data de criação:

access_time 29/10/2020 - 15:57

Data de atualização:

access_time 29/10/2020 - 15:57
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As bolsas de ações da Europa renovaram as perdas nesta quinta-feira, o quarto dia consecutivo, com a segunda onda da COVID-19 obrigando novo lockdown na França e mais medidas duras pela Alemanha, Espanha e França. Enquanto isso, as expectativas estavam voltadas para o anúncio de mais estímulos por parte do Banco Central Europeu, que não ocorreu.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,12% aos 341.76 pontos em Londres; o FTSE-100 (Londres) ficou estável aos 5.581 pontos; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,32% aos 11.598 pontos; o CAC 40 (Paris) ficou estável aos 4.569 pontos; o FTSE-MIB (Milão) recuou 0,14% aos 17.872 pontos; o Ibex 35 (Madri) caiu 0,97% a 6.411 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou e queda de 0,66% a 3.863 pontos.

Mesmo sem anunciar a liberação de recursos neste momento, o BCE manteve a política de flexibilização e sugeriu suporte, se necessário, em dezembro.

O movimento de hoje também foi influenciado pelas medidas adotadas na Alemanha, com lockdown parcial. A primeira-ministra Angela Merkel determinou, nesta quarta-feira, o fechamento de bares, restaurantes e reuniões sociais podem acontecer com apenas seis pessoas. Uma ajuda emergencial de €10 bilhões foi anunciada pela chanceler.

Na França, o presidente Emmanuel Macron fez um pronunciamento em rede nacional na noite de ontem e detalhou as regras. Macron citou a necessidade de evitar a circulação de pessoas e estão autorizadas apenas as atividades essenciais, saídas para compra de alimentos, para trabalhar e auxiliar pessoas doentes. Será obrigatória a apresentação de um documento comprovando a necessidade de circulação. As escolas, empresas e setores essenciais permaneceram abertos, de acordo com protocolo. Bares e restaurantes permaneceram fechados e as universidades só terão aulas virtuais. De acordo com o presidente, a pandemia está fora de controle.

Hoje, o Banco Central da Espanha apelou para um apoio da União Europeia para ajudar as empresas e famílias a resistir a nova onda de COVID-19.

Ontem, a presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen reconheceu que todos estão cansados, mas as medidas são necessárias. Com isso, a Comissão Europeia destinou €100 bilhões para ajuda emergencial e compra de kits de testes.

De acordo com a agência Efe, o Congresso da Espanha autorizou o Decreto de Estado de Emergência até 09 de maio de 2021, medida que visa prevenir a propagação do coronavírus.

Por fim, de volta aos mercados, as ações da Royal Dutch Shell subiram 3,6%, depois de anunciar o aumento dos dividendos e avançar no lucro do terceiro trimestre.

Na Europa, o Banco Central Europeu decidiu que a taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito permanecerão inalteradas em 0,00%, 0,25% e -0,50%, respetivamente.

Na Alemanha, a taxa de inflação, medida como a variação homóloga do índice de preços ao consumidor, deverá ser de -0,2% em outubro de 2020. Entre outros, a taxa de inflação foi influenciada pela redução do imposto sobre o valor acrescentado em vigor a partir de 1 de julho de 2020. Com base nos resultados disponíveis até o momento, o Instituto Federal de Estatística (Destatis) também informa que os preços ao consumidor devem aumentar 0,1% em setembro de 2020.

Na Espanha, a estimativa da inflação anual do CPI em outubro de 2020 é de menos 0,9%, de acordo com o indicador antecedente elaborado pelo Instituto Nacional de Estatísticas. Esse indicador dá uma prévia do CPI que, se confirmado, implicaria em uma queda de cinco décimos em sua taxa anual, já que em setembro essa variação era de menos 0,4%.

*Por Ivonéte Dainese com relatórios oficiais, Reuters e Efe

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