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FECHAMENTO: A gente vai levando…..

Data de criação:

access_time 09/04/2020 - 21:07

Data de atualização:

access_time 09/04/2020 - 21:07
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Não dá para ser diferente no atual momento de crise mundial da saúde. Um dia o humor do investidor sobe com as esperanças de um abrandamento nos casos de vítimas da COVID-19. No outro, o mau humor toma conta com a pandemia avançando. Essa gangorra vem ocorrendo sucessivamente desde que o coronavírus rompeu as barreiras da cidade de Wuhan, região de Hubei, China, em meados de dezembro do ano passado.

Enquanto os líderes mundiais e as organizações de saúde tentam ajustar medidas para conter a doença, os analistas já estão contabilizando os estragos econômicos e apontando para uma recessão profunda. E, nessa mesma linha, estão os investidores dos mercados acionários globais.

Passou março, o mês que já está cravado na triste história do mundo, e abril chegou com um pouco de esperança. Pelo menos essa foi a percepção nesta segunda semana, que mesmo encurtada pelo feriado de Páscoa foi encerrada com ganhos nos principais índices acionários.

Começando pela Ásia, as bolsas fecharam para cima. Os sinais de que “aparentemente” a vida está voltando ao normal deram apetite para as compras. Apenas o Japão ficou de lado, com o país em estado de emergência. Sem agenda econômica, as atenções se voltaram nesta quinta-feira para a reunião da Opep+aliados, que aconteceu por videoconferência.

Na Europa, a tentativa de reparar as perdas recentes também foi alimentada pelas reduções nos casos de infectados e mortos pelo coronavírus. A reunião da Opep e também dos ministros de Finanças da União Europeia ajudaram, mas o destaque ficou mesmo com a declaração do Federal Reserve nos Estados Unidos. O Reino Unido ficou com a agenda carregada e com a notícia de recuperação do primeiro-ministro Boris Johnson.

A bolsa de Nova York, que segue operando no remoto, fechou em alta. Os pesos pesados ficaram no azul, com o presidente do Fed, Jerome Powell, detalhando um pacote de medidas. Hoje, nem mesmo os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, 6,6 milhões, conseguiram inibir as compras. A reunião dos barões do petróleo também ficou no radar.

Ainda por lá, a última atualização da Universidade Johns Hopkins sobre o coronavírus ficou assim: 1.595.350 casos confirmados, 95.455 mortes e 353.975 recuperados. Nos Estados Unidos são 461.437 casos confirmados, seguidos da Espanha com 153.222 casos, em seguida a Itália com 143.626 e a França com 118.781 casos. Os dados foram coletados às 20h46 (horário de Brasília).

Por aqui, a parte da manhã foi de compras, mas com o Ibovespa devolvendo perto do fechamento. As vendas já eram previstas com o feriado de Páscoa. Em dia de poucos indicadores econômicos, como o IPCA, o radar ficou em Brasília.

O número de confirmados de contaminação chega a 17.857, com 941 mortos, alta de 1,7% em relação a ontem, quando eram 800. Como Nova York, o epicentro da pandemia no Brasil é São Paulo com 495 mortos. Os dados são do Ministério da Saúde.

Veja o comportamento dos mercados

Na Ásia, ao final, o índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong ficou em alta de 1,38% a 24.300 e o índice Shenzhen Composite ficou em alta de 0,85% a 1.755. O índice Xangai ficou em alta de 0,37% a 2.825. O índice FTSE Straits Times, bolsa de Singapura, ficou em alta de 1,26% a 2.571. O índice S&PASX 200, bolsa de Sidney, ficou em alta de 3,46% a 5.387. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou estável aos 19.345 O índice Kospi, Seul, ficou em alta de 1,77% a 1.823. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 4,23% os 31.159. O índice Taiex, bolsa de Taiwan, ficou em queda de 0,18% aos 10.119.  O índice MSCI Asia Pacific subiu 0,70%.

Na Europa, ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em em alta de 1,57% aos 331.80 em Londres; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 2,90% aos 5.842; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 2,24% a 10.564; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 1,44% a 4.506; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 1,39% aos 17.621; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 1,71% a 7.070; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 3,07% a 4.196.

Nos Estados Unidos, ao final, o Dow Jones ficou em alta de 1,22% aos 23.719 pontos. O S&P subiu 1,45% aos 2.789 pontos. O Nasdaq ficou em alta de 0,77% aos 8.153 pontos. Na semana mais curta, o Dow Jones subiu 12,67%, o S&P 500 ganhou 12,1%, marcando o melhor ganho semanal desde 1974, e o Nasdaq subindo 10,59%.

No Brasil, ao final, o Ibovespa ficou em queda de 1,20% aos 77.681 pontos. Na semana, o índice ficou em alta de 11,71. O volume de negócios ficou em R$25,23 bilhões.

Operaram com ganhos
CVC Brasil ON, zerada; Eletrobras ON, alta de 5,29%; Eletrobras PNB, alta de 5,16%; Equatorial ON, alta de 4,62%.

Operaram com perdas
Suzano ON, zerada; B2W Digital ON, queda de 1,05%%; Localiza ON, queda de 5,49%; Qualicorp ON, queda de 4,60%; e BR Malls Par. ON, queda de 5,03%.

Mais negociadas
Petrobras PN, queda de 2,89%; Vale ON, queda de 0,53%; ItauUnibanco PN, zerada; Bradesco PN, estável; e Petrobras ON, queda

No Brasil, no interbancário, o dólar comercial fechou em queda de 1,02% aos R$5,090 para a venda. Na semana, perdeu força de 4,42% O dólar turismo subiu 0,37% a R$5,380 para a venda.

O euro ficou em alta de 0,09% aos R$5,568 para a venda. A libra esterlina ficou em alta de 0,06% a R$6,351 para a venda. O peso argentino ficou em queda de 0,63% a R$0,078 para a venda.

Ontem, o Banco Central do Brasil colocou 5.930 contratos de swap cambial, que equivale a venda no mercado futuro, para rolagem com vencimento para maio.

Cenário externo

Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara o movimento das seis moedas mais importantes ante o dólar americano, ficou em queda de 0,62% aos 99,50.

O ouro ficou em alta de 3,02% a US$1.735,10 a onça na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O euro subiu 0,63% a US$ 1,0925 e a libra esterlina ficou em alta de 0,60% a US$1.2459.

A libra voltou a subir nesta quinta-feira. A cautela no Reino Unido com a COVID-19 permanece e com o radar na saúde do primeiro-ministro Boris Johnson.

De acordo com o último boletim médico do Hospital St. Thomas, Westminster, Londres, o primeiro-ministro saiu da ala de tratamento intensivo está no quarto e passa bem. O chanceler foi internado no último fim de semana com o caso agravado pelo coronavírus. A contaminação se deu há três semanas.

O Bitcoin desvalorizou 1,22% aos US$7,237,42.

*Por Ivonéte Dainese com agências e relatórios internacionais

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