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FECHAMENTO: Altos e Baixos marcam a semana nos mercados de ações

Data de criação:

access_time 25/09/2020 - 21:25

Data de atualização:

access_time 25/09/2020 - 21:25
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Os investidores dos mercados acionários globais mantiveram a aversão ao risco, mudaram a posição para comprada, vendida, corrigiram, realizaram, enfim, foi uma semana intensa com a volatilidade predominando. O peso para todos esses movimentos ficou com o avanço da pandemia de coronavírus em vários países e promovendo o temor de como serão os rumos da economia global.

“ Os mercados já vinham instáveis desde a semana passada, com aquela quarta-feira carregada de expectativa pelas reuniões dos bancos centrais [Brasil e Estados Unidos]. O tom mais dovish das duas instituições ajudou os ativos de riscos. Se olharmos para as duas primeiras semanas de setembro, os mercados estavam reagindo pela relevância do setor de tecnologia. Porém, nesta terceira semana, as correções começaram com o impacto nas ações dos bancos, com a segunda onda de coronavírus pesando na Europa e ganhando força em várias partes dos Estados Unidos, que ainda está sem para o pacote de ajuda emergencial. Aliás, essa indecisão foi cobrada pelo presidente do Fed [Jerome Powell] nas apresentações ao longo da semana. O que se espera, ainda de acordo com as declarações de Powell, é que os US$400 bilhões já aprovados, mas que não foram usados, sejam disponibilizados rapidamente. Enfim, todos esses fatores geraram a volatilidade os resultados negativos”, explicou a economista da Toro Investimentos, Paloma Brum.

Hoje, na bolsa de Nova York, os índices de Wall Street ficaram no azul, mas não conseguiram sustentar ganhos no fechamento semanal em consequência das correções.

“Mesmo com a bolsa ficando em campo positivo nesta sexta-feira, os dados sobre bens duráveis caíram 0,4%, abaixo da estimativa de 1,0%. Porém, os dados dos bens de capital ficaram melhores, alta de 1,8%. Isso mostra que apesar de muitas divergências, a economia americana dá sinais de recuperação. Veja que na bolsa de Nova York, o Nasdaq teve um resultado positivo na semana com o setor de tecnologia dominando o novo mundo digital. Para se ter uma ideia do isso significa, o Nasdaq acumulava alta de 20% no ano até essa quinta-feira, o S&P, que é o principal da bolsa americana, seguia estável e o Dow Jones Industrial próximo da queda de 6%. Em termos de comparação, o Ibovespa perdia 12%”, avaliou Brum.

Já nas bolsas da Europa, que ficaram divididas entre perdas e ganhos, o encerramento da semana foi em campo negativo. Os indicadores da Zona do Euro animaram os investidores ao longo da semana, mas o Eurostat revelou que o crescimento econômico do segundo trimestre não foi nada animador. O instituto chamou a atenção para o recuo de 18,5% da economia espanhola. Mais, as medidas restritivas impostas no Reino Unido, na França e também na região de Madri acenderam o sinal amarelo sobre como será o final do terceiro trimestre com o avanço da segunda onda da COVID-19.

Na Ásia, os mercados operam no mesmo ritmo dos demais. Em semana sem muito indicadores, o radar ficou na China e nas relações com os Estados Unidos. O presidente Xi Jinping, que participou da abertura da Assembleia Geral da ONU no começo da semana, deixou um recado indireto para os Estados Unidos. Na contramão, Donald Trump reiterou as ameaças contra a China.

Por fim, o mercado doméstico também seguiu o externo e o índice principal da bolsa brasileira manteve o equilíbrio entre os 95 e 99 mil pontos. Nesta sessão, depois de uma abertura em alta, o Ibovespa ficou estável.

“Por aqui, a questão fiscal predomina, além de todos os fatores externos. O Ibovespa seguiu pressionado com as ações dos bancos, com os efeitos da fala dos membros do Fed e com muita cautela. Com tudo isso, o ponto de atenção é com uma segunda onda trazendo mais danos para a economia global, o que para a nossa seria um impacto ainda maior. O que se vê então são as proteções de posições, não para as ações dos setores básicos, como por exemplo das empresas de água, mas para aquelas de peso no desenvolvimento econômico. Neste contexti entram as ações dos bancos, que estão bem descontados, das produtoras de commodities, entre outras. O governo fez leilões de títulos da dívida, mas não foi bem sucedido no primeiro e acabou repetindo com um resultado melhor. Porém, a incerteza do investidor fica cada vez mais evidente pela valorização do dólar. Na bolsa, manter os 95 mil do índice demonstra muita cautela porque não sabemos o que vem pela frente para o Brasil. São muitas dúvidas gerando preocupação e com o terceiro trimestre chegando ao fim”, finalizou a economista da Toro Investimentos, Paloma Brum.

Nesta sexta-feira, o dólar comercial ganhou força ante o real.

Sobre o Coronavírus

O levantamento do Centro de Sistemas, Ciência e Engenharia da Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, mostra que são 32.397.470 casos confirmados de contágio pelo coronavírus no mundo, com 985.748 mortes e 22.313.269 pessoas recuperadas

Nos Estados Unidos são 7.027.348 casos confirmados de contaminação, com 203.549 mortes e 2.710.183 pessoas recuperadas.

No Brasil, ainda pela plataforma do Johns Hopkins, os casos confirmados somam 4.657.702, sendo que o número de mortes está em 139.808. São com 4.102.954 pessoas recuperadas.

O levantamento é de 20h20 desta sexta-feira (25/09) pelo horário de Brasília.

Veja o comportamento dos mercados

Na Ásia, ao final, o índice Hang Seng, bolsa de Hong Kong, ficou em queda de 0,32% aos 23.235. O índice Xangai, China, ficou em queda de 0,12% aos 3.219. O índice Shenzhen Composite ficou em queda de 0,23% a 2.143 e o ChiNext ficou em alta de 0,34%. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, subiu 0,51% a 23.235. O índice FTSE Straits Times, bolsa de Singapura, ficou em alta de 0,88% aos 2.472. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 2,28% aos 37.388. O índice Taiex, bolsa de Taiwan, ficou em queda de 0,26% a 12.232. O índice XJO, bolsa de Sidney, ficou em alta de 1,51% aos 5.964. O índice Kospi, Seul, ficou em alta de 0,27% a 2.278 pontos.

Na Europa, ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,10% aos 355.51 pontos em Londres; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,34% aos 5.842 pontos; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 1,09% aos 12.469 pontos; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,69% a 4.729 pontos; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 1,10% aos 18.698 pontos; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,23% a 6.628 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 1,33% a 3.995 pontos.

Nos Estados Unidos, ao final, o Dow Jones ficou em alta de 1,34% aos 27.173 pontos. O S&P ficou em alta de 1,60% a 3.298 pontos. O Nasdaq ficou em alta de 2,26% aos 10.913 pontos. Na semana, o Dow Jones caiu 1,8%; o S&P 500 perdeu 0,6%; e o Nasdaq ganhou 1,1%.

No Brasil, ao final, o Ibovespa ficou estável aos 96.999 pontos. Na semana, a queda foi de 1,31%. O volume financeiro ficou R$19,63 bilhões.

Operaram com ganhos
Suzano ON, alta de 3,24%; Via Varejo ON, alta de 4,67%; Magazine Luiza ON, alta de 4,80%; Cogna ON, alta de 1,27%; Localiza ON, alta de 0,05%; PetroRio ON, alta de 1,87%; Cemig PN, alta de 0,96%.

Operaram com perdas
Multiplan ON, queda de 3,32%; Fleury ON, queda de 2,19%; e Iguatemi ON, queda de 2,70%.

Mais negociadas
Vale ON, alta de 0,25%; IRBBrasil RE ON, alta de 13,81%; Magaz. Luiza ON, alta de 4,80%; Via Varejo ON, alta de 4,67%; e Petrobras PN, queda de 0,49%.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 08 de setembro de 2020 a 30 de dezembro de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Vale ON (10,460%), Itauunibanco PN (6,379%), Bradesco PN (5,030%), Petrobras PN (5,623%) e B3 ON (5,329%).

Commodities

O petróleo referência Brent operou em queda de 0,28% a US$42,29 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI ficou em queda de 0,67% aos US$40,04 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em alta de 0,47% a US$115,21 a tonelada seca.

Ao final, no interbancário, o dólar comercial ficou em alta de 0,8% aos R$5,554 para a venda. Na semana, a alta foi de 3,29%. O dólar turismo também recuou 0,71% a R$5,697.

O euro ficou em alta de 0,38% aos R$6,459 para a venda. A libra esterlina ficou em alta de 0,74% a R$7,081 para a venda. O peso argentino ficou em alta de 0,72% a R$0,073 para a venda.

Cenário externo

Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara o movimento das seis moedas mais importantes ante o dólar americano, ficou em alta de 0,26% a 94,60. O indicador do valor do dólar subiu 0,3% em relação aos pares e na maior alta semanal desde o final de abril desse ano.

O preço do ouro ficou em queda de 0,66% a US$ 1.864,70 a onça.

O euro ficou em queda de 0,36% a US$ 1.1627 e a libra esterlina ficou em queda de 0,07% a US$1.2741.

O Bitcoin ficou estável a US$10.755,28.

*Por Ivonéte Dainese com agências internacionais e relatórios oficiais

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