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FECHAMENTO: Ficou ruim para todos com o coronavírus

Data de criação:

access_time 24/06/2020 - 21:08

Data de atualização:

access_time 24/06/2020 - 21:08
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O avanço no número de casos de infectados pelo coronavírus nos Estados Unidos e as projeções pra lá de pessimistas do Fundo Monetário Internacional para a economia global sacudiram os mercados acionários.

Começando pela Ásia, as bolsas ações fecharam divididas. Os investidores olharam para os demais mercados acionários e também para os casos da COVID-19 em vários países. A China, que se prepara para o feriado de amanhã e sexta-feira (26), viu o índice Xangai Composto encerrando o pregão com valorização. Aliás, o FMI, nas projeções para as economias globais, destacou crescimento econômico apenas para a China.

Já no Velho Continente, os índices também caíram com a pandemia no foco central. Enquanto isso, a União Europeia está declarando uma proibição aos viajantes americanos com o que considera falta de controle da pandemia naquele país. No contraponto, de acordo com a Bloomberg, os Estados Unidos estariam considerando impor tarifas de cerca de US $ 3,1 bilhões em mercadorias da França, Alemanha, Espanha e Reino Unido, em produtos, incluindo cerveja, gim, azeitonas e caminhões.

Nos Estados Unidos, os índices de peso de Wall Street despencaram, com o país registrando novos casos da doença.  Nova York, Nova Jersey e Connecticut declararam quarenta a partir de hoje para os visitantes. O comunicado de viagem afeta moradores de nove estados.

De acordo com as pesquisas das autoridades de saúde, a doença saiu das áreas urbanas para as comunidades rurais. Com isso, o presidente Donald Trump disse que planeja retirar de fundos federais recursos para testes de coronavírus em todo o país até o final de junho, transferindo o controle para estados.

Com isso, o governador do Texas, Greg Abbott, aconselhou a população ficar em casa, enquanto 97% dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva do Texas Medical Center, Houston, já estão ocupados.

Ontem, em audiência no Congresso, o especialista em saúde pública, Anthony Fauci, descreveu o aumento nos casos como “perturbador”, enquanto prometia aumentar os testes, mas também dizendo estar esperançoso em relação a uma vacina.

Enquanto isso, o FMI cortou a previsão econômica para 2020, dizendo que a pandemia de coronavírus causou um declínio sem precedentes na atividade global. As expectativas de crescimento econômico para este ano são negativas em 4,9%, ou seja, quase 2 p.p abaixo da previsão de abril. Em 2021, o crescimento global deverá se recuperar para a taxa de crescimento em 5,4%, ainda deixando o nível do PIB cerca de 6,5 p.p abaixo das projeções anteriores ao COVID-19, isso em janeiro.

Por aqui, o Ibovespa ficou em queda. O dia foi de realização de lucros, com o índice voltando para os 93 mil pontos. O dia foi sem agenda econômica, com o radar também nos Estados Unidos e nas estimativas do FMI.

Já o dólar comercial, depois de sucessivas desvalorizações para o real, ganhou força.

Sobre o Coronavírus

O levantamento do Centro de Sistemas, Ciência e Engenharia da Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, mostra que são 9.391.433 casos confirmados de contágio pelo coronavírus no mundo, com 481.036 mortes e 4.701.298 pessoas recuperadas

Nos Estados Unidos são 2.376.263 casos confirmados de contaminação, com 121.902 mortes e 656.161 pessoas recuperadas.

No Brasil, ainda pela plataforma do Johns Hopkins, os casos confirmados somam 1.188.631, sendo que o número de mortes está em 53.830 com 638.389 pessoas recuperadas. O Brasil está abaixo dos Estados Unidos

Neste momento, o Brasil segue no 2º lugar em um dos rankings mais assustadores da história do mundo. O levantamento é de 20h47 desta quarta-feira (24) pelo horário de Brasília.

Veja o comportamento dos mercados

Na Ásia, ao final, o índice Hang Seng, bolsa de Hong Kong, ficou em queda de 0,50% aos 24.781. O índice Xangai, China, ficou em alta de 0,30% aos 2.979. O índice Shenzhen Composite ficou estável aos 1.947. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em queda de 0,07% aos 22.534. O índice FTSE Straits Times, bolsa de Singapura, ficou em queda de 0,24% aos 2.628. O índice Kospi, Seul, ficou em alta de 1,42% a 2.161. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 1,58% os 34.868. O índice Taiex, bolsa de Taiwan, ficou em alta de 0,42% aos 11.660. O índice XJO, bolsa de Sidney, ficou em alta de 0,19% aos 5.965%.

Na Europa, ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 2,78% aos 357.17 pontos em Londres; o índice FTSE100, bolsa de Londres, ficou em queda de 3,11% aos 6.123 pontos; o índice DAX30, bolsa de Frankfurt, ficou em queda de 3,43% aos 12.093 pontos; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 2,92% aos 4.871 pontos; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 3,42% aos 19.162 pontos; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 3,27% a 7.195 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 1,75% a 4.371 pontos.

Nos Estados Unidos, ao final, o Dow Jones ficou em queda de 2,72% aos 25.445 pontos. O S&P ficou em queda de 2,59% aos 3.050 pontos. O Nasdaq ficou em queda de 2,19% aos 9.909 pontos.

No Brasil, ao final, o Ibovespa ficou em queda de 1,66% aos 94.377 pontos. O giro financeiro ficou em R$25,89 bilhões.

Operaram com ganhos
B2W Digital ON, alta de 4,12%; Klabin UNT, alta de 0,20%; Gerdau PN, alta de 4,40%; GOL PN, alta de 1,56%, Azul PN, alta de 2,38%, YDUQS Part. ON, queda de 0,06%.

Operaram com perdas
Sabesp ON, queda de 0,17%; Cielo ON, queda de 12,70%; e Embraer ON, queda de 3,79%.

Mais negociadas
Petrobras PN, alta de 0,53%; Vale ON, alta de 0,82%; Bradesco PN, queda de 3,24%; Itau Unibanco PN, queda de 5,14%; e Via Varejo ON, queda de 2,21%.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 04 de maio de 2020 a 04 de setembro de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Vale ON (10,154%), Itauunibanco PN (7,414%), Bradesco PN (5,611%), Petrobras PN (5,610%) e B3 ON (5,405%).

Commodities

O petróleo referência Brent ficou em queda de 5,58% aos US$40,25 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI ficou em queda de 5,90% e com o barril negociado aos US$37,98 na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em alta de 2,70% a US$103,34 a tonelada seca.

No Brasil, ao final e no interbancário, a divisa ficou em alta de 3,32% aos R$5,324 para a venda. O dólar turismo ficou em alta de 2,21% aos R$5,550.

O euro ficou em alta de 3,07% aos R$6,008 para a venda. A libra esterlina ficou em alta de 2,79% a R$6,633 para a venda. O peso argentino ficou em alta de 3,53% a R$0,076 para a venda.

Fluxo cambial

Na semana fechada em 19 de maio, o fluxo cambial ficou negativo em US$2,369 bilhões, informou o Banco Central do Brasil.

No canal financeiro, o resultado ficou negativo em US$ 3,473 bilhões. Neste segmento estão reunidos os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras.

Na conta comercial, onde estão incluídas as exportações e importações, o saldo ficou positivo em US$1,105 bilhão.

O Banco Central do Brasil voltou a atuar, nesta terça-feira, e colocou o lote de 12 mil contratos em swap para rolagem e com vencimentos em agosto.

Cenário externo

Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara o movimento das seis moedas mais importantes ante o dólar americano, ficou em alta de 0,60% aos 97,23.

O euro ficou em queda de 0,52% a US$ 1,1250 e a libra esterlina ficou em queda de 0,71% a US$1.24520.

O Bitcoin ficou em queda de 3,13% a US$9,330,99.

*Por Ivonéte Dainese com relatórios oficiais e agências internacionais

 

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