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FECHAMENTO: Humor do investidor azeda com COVID-19   

Data de criação:

access_time 21/02/2020 - 19:50

Data de atualização:

access_time 21/02/2020 - 19:50
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Os mais importantes mercados acionários marcaram uma das piores semanas do ano com a disseminação do coronavírus*, que seguiu fazendo mais vítimas fatais nos países asiáticos e infectando centenas de pessoas em outras partes do mundo. Essa semana o vírus chegou à África do Sul e Oriente Médio.

Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde – OMS disse que existem 76.785 casos confirmados de COVID-19 e 2.249 mortes, marcando outro dia em que o número de novos casos no mundo diminuiu. Porém, nesta quinta-feira (20), a China informou que mudou novamente a metodologia para contagem dos casos usando o exame de sangue como positivo para a doença.

Ainda pelo levantamento da OMS, no início de fevereiro o número de novos casos relatados a cada dia estava aumentando em pelo menos 3 mil. Existem mais de 1.000 novos casos em todo o mundo, 100 dos quais na Coreia do Sul e fez o governo do país pedir para que mais de 2,5 milhões de pessoas permaneçam trabalhando de casa. Atualmente, existem 204 casos confirmados na Coreia do Sul.

São pelo menos 34 casos nos Estados Unidos confirmados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), incluindo 21 pessoas que foram repatriadas da China do navio de cruzeiro Diamond Princess. Mais 13 casos adicionais foram confirmados pelo CDC, incluindo um novo caso confirmado ontem pelo Departamento de Saúde do Condado de Humboldt, na Califórnia.

No Japão, o Diamond Princess, que está atracado no porto de Yokohama, registrou um total de 634 casos e duas mortes de turistas já com problemas de saúde em função da idade.

*O COVID-19 é um novo coronavírus que foi diagnosticado pela primeira vez em humanos em dezembro em Wuhan, China. O surto isolou, em grande parte, a província de Hubei, Wuhan, desacelerou e interrompeu a produção fabril e os gastos dos consumidores na China.

Enquanto isso, nos mercados de ações a sexta-feira também foi de muita aversão do risco. Os índices Gerentes de Compras apresentados para o Japão sinalizaram recuo, ou seja, abaixo de 50. Os alertas dos governos também assustaram os investidores, mas a China voltou a destacar a diminuição dos casos da doença. As bolsas de ações caíram.

Na Europa, o clima foi o mesmo. Em temporada de balanços financeiros, os números para as economias da região também ficaram no radar.  Os índices também recuaram.

Nos Estados Unidos, para piorar o humor dos investidores na bolsa de Nova York, os dados dos índices Gerentes de Compras surpreenderam negativamente. “Com exceção da paralisação do governo de 2013, a atividade comercial dos Estados Unidos contraiu pela primeira vez desde a crise financeira global em fevereiro. A deterioração foi em parte ligada ao surto de coronavírus, manifestando-se na demanda enfraquecida em setores como viagens e turismo, bem como na queda nas exportações e na cadeia de suprimentos interrupções. No entanto, as empresas também relataram maior cautela em relação aos gastos devido a preocupações com uma desaceleração econômica mais ampla e incerteza antes das eleições presidenciais mais tarde este ano”, considerou o economista-chefe de negócios do IHS/Markit, Chris Williamson.

Por aqui, além dos fatos já relatados, ao longo da semana os investidores mantiveram as atenções nos balanços financeiros, nos indicadores econômicos e nos ruídos no campo político. Nesta sexta-feira, as liquidações ocorreram com o feriado de Carnaval.

O dólar voltou a pressionar o real e fechou a semana com valorização de 2,13%. Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara o dólar com a cesta se seis moedas, também azedou o rondou novamente os 100 pontos.

Sobre os mercados

Na Ásia, ao final, o índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong ficou em queda de 1,09% a 27.308 e o índice Shenzhen Composite ficou em alta de 1,12% a 1.907. O índice Xangai ficou em alta de 0,31% a 3.039. O índice FTSE Straits Times, bolsa de Singapura, ficou em queda de 0,55% a 3.181. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em queda de 0,39% aos 23.386. O índice S&PASX 200, bolsa de Sidney, ficou em queda de 0,33% a 7.139. O índice Kospi, Seul, ficou em queda de 1,49% a 2.162. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,37% aos 41.170. O índice Taiex, bolsa de Taiwan, ficou em queda de 0,33% aos 11.686.

Na Europa, ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,49% aos 428.07 em Londres; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,44% aos 7.403; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,62% a 13.579; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,54% a 6.029; o FTSE-MIB (Milão) caiu 1,22% aos 24.773; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,45% a 9.886; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,45% a 5.387.

Nos Estados Unidos, ao final, o Dow Jones ficou em queda de 0,78% aos 28.992 pontos. O S&P ficou em queda de 1,05% a 3.337 pontos. O Nasdaq ficou em queda de 1,79% aos 9.576 pontos. Na semana, o Nasdaq perdeu 1,6%, o Dow caiu 1,4% e o S&P 500 caiu 1,3%.

No Brasil, o Ibovespa amargou queda de 0,79% aos 113.681 pontos. Na semana, a queda foi de 0,61%. O volume financeiro ficou em R$21,82 bilhões.

Operaram com ganhos
Lojas Americ. PN, alta de 7,68%; WEG ON, alta de 4,86%; ViaVarejo ON, alta de 4,33%; Klabin UNT, alta de 3,76%; e as da Suzano ON, alta de 3,06%.

Operaram com perdas
CVC Brasil ON, queda de 3,71%; Intermedica ON, queda de 2,81%; Gerdau Met, queda de 3,30%; IRBBrasil RE ON, queda de 5,44%; e Vale ON, queda de 3,97%.

Mais negociadas
Petrobras PN, queda de 2,61%; Vale ON, queda de 3,97%; ViaVarejo ON, alta de 4,33%; e ItauUnibanco PN, queda de 1,20%.

Carteira Teórica

Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 06 de janeiro de 2020 a 30 de abril de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Itauunibanco PN (8,573%), Vale ON (8,189%), Bradesco PN (6,985%), Petrobras PN (6,617%), e B3 ON (4,312%).

Commodities

O petróleo referência Brent ficou em queda de 2,28% a US$59,56 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI ficou em queda de 1,04% aos US$53,32 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do ouro ficou em alta de 1,57% a US$1.646,00 a onça na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em alta de 0,26% aos US$92,25 a tonelada seca e com 62% de pureza.

No Brasil, o dólar comercial, no interbancário, fechou estável aos R$4,393 para a venda. Na semana, o ganho foi de 2,13%. O dólar turismo ficou estável aos R$4,570 para a venda.

O euro ficou em alta de 0,61% aos R$4,768 para a venda. A libra ficou em alta de 0,64% a R$5,695 para a venda. O peso argentino ficou estável a R$0,071 para a venda.

O Banco Central do Brasil seguiu com 13 mil contratos em swap para rolagem e com vencimento em abril.

Cenário externo

Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara o movimento das seis moedas mais importantes ante o dólar americano, ficou em alta de 0,18% 99,89.

O euro ficou em alta de 0,56% a US$ 1,0847. A libra subiu de 0,59% a US$1.2958.

O ouro ficou em alta 1,57% a US$1,645,90 a onça.

O Bitcoin subiu 0,57% aos US$9,661,30.

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