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FECHAMENTO: Indicadores dos EUA tiram o apetite dos investidores

Data de criação:

access_time 30/07/2020 - 20:17

Data de atualização:

access_time 30/07/2020 - 20:17
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Os mercados acionários globais recuaram nesta quinta-feira, depois de uma semana positiva, com os investidores se preparando para encerrar o mês de julho com a agenda carregada. Porém, os indicadores apresentados hoje, como o Produto Interno Bruto – PIB dos Estados Unidos despencando, tiraram o apetite para o risco.

Na mesma linha seguiu o resultado da Alemanha, que junto com a França e a Espanha formam o tripé econômico do Velho Continente, mostrando contração de 10,1% no segundo trimestre. O resultado assustou ao ser comparado como o pior desde 1970 e também o menor desde a crise de 2009. Naquele ano, a queda foi de 4,7% no primeiro trimestre.

Para piorar ainda mais, os pedidos de auxílio-desemprego dos Estados Unidos subiram 12 mil e ampliaram o total de solicitações para 1.434 milhão na semana passada.

Mantendo o radar nos Estados Unidos, embora com os índices de peso na bolsa de Nova York fechando com perdas moderadas e o Nasdaq em alta, a cautela foi elevada com uma sugestão do presidente Donald Trump de adiar as eleições de novembro.

Esses fatores, em especial a queda no crescimento econômico da Alemanha, pesaram nos desempenhos das bolsas europeias, que simplesmente “ derreteram”. Por lá, a temporada de resultados financeiros e a probabilidade de medidas ainda mais rigorosas no Reino Unido para conter uma segunda onda da COVID-19 também ajudaram a pressionar os índices pesos pesados, como o DAX-30, bolsa de Frankfurt, e o FTSEMIB, bolsa de Milão, puxado também pelo indicador do emprego na Itália.

Na bolsa de Nova York, mesmo com os recuos do S&P e do Dow Jones, o Nasdaq conseguiu se equilibrar com as expectativas para os balanços dos players de tecnologia. Os três índices, que davam sinais de recuperação para no mês de julho, poderão mudar a trajetória com os indicadores da agenda desta sexta-feira (31). As discussões entre republicanos, democratas e o governo sobre o novo pacote de amparo aos americanos e empresas seguem no foco.

Na Ásia, com os mercados já se preparando para as últimas sessões de julho, as bolsas fecharam sem direção. Em dia de poucos dados econômicos, os investidores ficaram atentos nas declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no dia anterior. Os balanços corporativos também mexeram com as ações. Hoje, apenas o Japão apresentou as vendas no varejo, porém, a grande expectativa segue em torno das divulgações da produção industrial e indicadores do emprego do Japão, bem como o PMI da China.

Finalmente, por aqui, o movimento na bolsa de valores de São Paulo foi moderado. Os investidores olharam para os indicadores externos, mas o radar permaneceu nos balanços financeiros. Embora em queda, o índice principal seguiu mantendo os 105 mil pontos.

O dólar comercial, depois de ter avançado ontem, não teve força sobre o real.

Sobre o Coronavírus

O levantamento do Centro de Sistemas, Ciência e Engenharia da Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, mostra que são 17.132.653 casos confirmados de contágio pelo coronavírus no mundo, com 669.256 mortes e 10.014.436 pessoas recuperadas

Nos Estados Unidos são 4.476.335 casos confirmados de contaminação, com 151.674 mortes e 1.389.425 pessoas recuperadas.

No Brasil, ainda pela plataforma do Johns Hopkins, os casos confirmados somam 2.552.265, sendo que o número de mortes está em 90.134 com 1.930.579 pessoas recuperadas.

O levantamento é de 19h15 desta quinta-feira (30/07) pelo horário de Brasília.

Veja o comportamento dos mercados

Na Ásia, ao final, o índice Hang Seng, bolsa de Hong Kong, ficou em queda de 0,69% aos 24.710. O índice Xangai, China, ficou em queda de 0,23% aos 3.286. O índice Shenzhen Composite ficou em queda de 0,43% a 2.227. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em queda de 0,26% aos 22.339. O índice FTSE Straits Times, bolsa de Singapura, ficou em queda de 1,70% aos 2.529. O índice Kospi, Seul, ficou em alta de 0,17% aos 2.267. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,88% aos 37.736. O índice Taiex, bolsa de Taiwan, ficou em alta de 1,45% aos 12.722. O índice XJO, bolsa de Sidney, ficou em alta de 0,74% aos 6.051.

Na Europa, ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 2,16% aos 359.52 pontos em Londres; o índice FTSE100, bolsa de Londres, ficou em queda de 2,31% aos 5.989 pontos; o índice DAX30, bolsa de Frankfurt, ficou em queda de 3,45% aos 12.379 pontos; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 2,13% aos 4.852 pontos; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 3,28% aos 19.228 pontos; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 2,91% a 6.996 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 2,05% a 4.305 pontos.

Nos Estados Unidos, ao final, o Dow Jones ficou em queda de 0,85% aos 26.313 pontos. O S&P ficou em queda de 0,38% aos 3.246 pontos. O Nasdaq ficou em alta de 0,43% aos 10.587 pontos.

No Brasil, ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,56% aos 105.008 pontos. O volume financeiro ficou em R$29,41 bilhões.

Operaram com ganhos
Localiza ON, alta de 11,38%; Cosan ON, alta de 5,28%; YDUQS Part. ON, alta de 5,15%; Raia Drogasil ON, alta de 6,34%; e Grupo Natura ON, alta de 10,29%.

Operaram com perdas
Pão de Açúcar – CDB ON, queda de 5,04%; AMBEV ON, queda de 2,57%; Brasil ON, queda de 3,42%; Bradesco PN, queda de 2,72%; e BRF ON, queda de 0,33%.

Mais negociadas
Vale ON, alta de 0,75%; AMBEV ON, queda de 2,57%; Localiza ON, alta de 11,38%; OI ON, estável; e Bradesco PN, queda de 2,72%.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 04 de maio de 2020 a 04 de setembro de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Vale ON (10,154%), Itauunibanco PN (7,414%), Bradesco PN (5,611%), Petrobras PN (5,610%) e B3 ON (5,405%).

Commodities

O petróleo referência Brent ficou em alta de 0,90% aos US$43,64 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI operou em queda de 2,28% e com o barril negociado aos US$40,33 na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou estável a US$110,58 a tonelada seca.

No Brasil, ao final e no interbancário, o dólar comercial fechou em queda de 0,25% aos R$5,159 para a venda. O dólar turismo ficou em queda de 0,18% aos R$5,440.

Aqui, o euro ficou em alta de 0,18% aos R$6,106 para a venda. A libra esterlina ficou em alta de 0,49% a R$6,751 para a venda. O peso argentino ficou em queda de 0,27% a R$0,071 para a venda.

Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara o movimento das seis moedas mais importantes ante o dólar americano, ficou em queda de 0,51% a 92,97.

O euro ficou em alta de 0,47% a US$ 1,1847 e a libra esterlina ficou em alta de 0,72% a US$1.3094.

O preço do ouro recuou, isso depois de 11 sessões no positivo. A queda foi de 0,28% a US$1.971,20 na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York. Com isso, os analistas já estão apostando, depois de uma correção, para valorização ainda mais forte com a proximidade do mês de dezembro, quando a demanda fica elevada pelos casamentos na Índia.

O Bitcoin ficou em alta de 0,52% a US$11.138,56.

*Por Ivonéte Dainese com relatórios oficiais e agências internacionais

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