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FECHAMENTO: Novamente a China e os EUA…..

Data de criação:

access_time 28/05/2020 - 21:01

Data de atualização:

access_time 28/05/2020 - 21:01
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O governo do presidente Donald Trump está quase no fim, isso sem contar a eleição de novembro, e o que mais se viu e ouviu ao longo de quase quatro anos foram as provocações contra a China, que também não facilitou, manteve a defensiva e depois atacou. O tema: a guerra comercial.

Resolvida parcialmente a questão, janeiro desse ano depois de quase dois anos de negociações, surgiu o coronavírus e o presidente Trump voltou a artilharia de palavras acusando a China de ser “irresponsável” no tratamento inicial da doença. A COVID-19 surgiu em dezembro na cidade Wuhan, região de Hubei.

Já nos últimos dias, como ocorreu no ano passado, o presidente americano voltou a ameaçar a China por “ violação dos direitos humanos” sobre o tratamento dado para algumas comunidades chinesas. E, para fechar o pacote, lançou mais uma afronta ao defender os grupos pró-democracia de Hong Kong, que voltaram com os protestos no último fim de semana.

Hoje, o Congresso Nacional do Povo da China, na sessão de encerramento aprovou uma lei de segurança que será aplicada em Hong Kong. Com isso, o presidente Trump prometeu sanções e deverá declarar medidas contra a China em coletiva de imprensa convocada para esta sexta-feira (29). As ameaças do governo Trump se estendem também para as empresas chinesas.

Enquanto isso, no continente asiático, os investidores descolaram da tensão entre as duas potências e ficaram divididos nas negociações de hoje. O radar permaneceu na Coreia do Sul e novos casos de coronavírus. A agenda desta noite está carregada para o Japão.

A primavera trouxe disposição para o Velho Continente, com os investidores bem animados com os €750 bilhões do fundo direcionado aos 27 Estados Membros da União Europeia. O dia de pouco indicadores também ajudou no desempenho dos índices, com o pan-europeu, Stoxx Europe 600, disparando 1,64%.

Nos Estados Unidos, depois dos ganhos de ontem, os pesos pesados de Wall Street recuaram. As ações das gigantes financeiras devolveram e as das redes sociais recuaram com o presidente Trump assinando uma “Ordem Executiva para Prevenir a Censura On-line”. A ordem contempla uma ampla revisão governamental das atividades de empresas privadas com “consequências potencialmente graves” para as de mídia social.

Trump afirmou na Ordem que as empresas de mídia social têm “poder incontrolável” para censurar e restringir a fala.  “Estamos cansados ​​disso”.

A Ordem vem um dia depois de Trump ameaçar punir o Twitter Inc. por colocar etiquetas de aviso de verificação de fatos em dois de seus tweets. Nas negociações de  hoje as ações das empresas de tecnologia recuaram, com as do Twitter caindo 4,44%, as do Facebook Inc. perdendo 1,6% e as do Google recuando 0,07%. Escaparam da ira de Trump o Snap Inc e o Pinterest Inc..

Por aqui, a bolsa de valores de São Paulo recuou. O dia foi de realização de lucros, ajustes e cautela. Os indicadores domésticos ficaram entre os destaques negativos, porém, o investidor manteve o foco na reta final da temporada de resultados, embora com algumas empresas preparadas para divulgar seus números nos primeiros dias de junho.

Por fim, entre as medidas adotadas para enfrentar a crise promovida pelo coronavírus, no começo desta noite o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (936/20), que permite a redução de salários e jornada de trabalho ou suspensão do contrato trabalhista durante o estado de calamidade pública, prevendo o pagamento de um benefício emergencial pelo governo aos trabalhadores. As regras valem para quem tem carteira assinada e para os contratos de aprendizagem e de jornada parcial. As informações são da Agência Câmara.

O dólar ganhou força ante o real.

Sobre o coronavírus

O levantamento do Centro de Sistemas, Ciência e Engenharia da Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, mostra que são 5.768.908 casos confirmados de contágio pelo coronavírus no mundo, com 358.490 mortes e 2.399.247 pessoas recuperadas

Nos Estados Unidos são 1.719.855 casos confirmados de contaminação, com 101.562 mortes e 399.991 pessoas recuperadas.

No Brasil, ainda pela plataforma do Johns Hopkins, os casos confirmados somam 411.821, sendo que o número de mortes está em 25.598 com 166.647 pessoas recuperadas. O Brasil está abaixo dos Estados Unidos

O Brasil está acima da Rússia, que está com 379.051 casos confirmados, com 4.142 mortes e 150.993 casos de pessoas recuperadas.

Neste momento, o Brasil ocupa o 2º lugar em um dos rankings mais assustadores da história do mundo. O levantamento é de 20h38 desta quinta-feira (28) pelo horário de Brasília.

Veja o comportamento dos mercados

Na Ásia, ao final, o índice Hang Seng, bolsa de Hong Kong, ficou em queda de 0,72% aos 23.132. O índice Xangai, China, ficou em alta de 0,33% a 2.846. O índice Shenzhen Composite ficou em queda de 0,25% a 1.769. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em alta de 2,32% aos 21.916. O índice FTSE Straits Times, bolsa de Singapura, ficou em queda de 0,17%. O índice Kospi, Seul, ficou em queda de 0,13% a 2.028. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 1,88% os 32.200. O índice Taiex, bolsa de Taiwan, ficou em queda de 0,64% aos 10.944. O índice XJO, bolsa de Sidney, ficou em alta de 1,32% aos 5.851.

Na Europa, ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 1,64% aos 355.47 pontos em Londres; o índice FTSE100, bolsa de Londres, ficou em alta de 1,21% aos 6.218 pontos; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 1,06% a 11.781 pontos; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 1,76% aos 4.771 pontos; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 2,46% aos 18.351 pontos; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,69% a 7.224 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 1,77% a 4.380 pontos.

Nos Estados Unidos, ao final, o Dow Jones ficou em queda de 0,58% aos 25.400 pontos. O S&P ficou em queda de 0,21% aos 3.029 pontos. O Nasdaq ficou em queda de 0,46% aos 9.368 pontos.

No Brasil, ao final, o Ibovespa ficou em alta de 2,90% aos 87.946 pontos. O volume financeiro ficou em R$26,21 bilhões.

Operaram com ganhos
IRBBrasil REON, alta de 5,58%; Braskem PNA, alta de 5,07%; Usiminas PNA, alta de 5,26%; Via Varejo ON, alta de 3,28%; e Gerdau Met PN, alta de 1,97%.

Operaram com perdas
Iguatemi ON, queda de 6,40%; YDUQS Part ON, queda de 5,50%; Localiza ON, queda de 4,55%; e MRV ON, em queda de 5,23%.

Mais negociadas
Petrobras PN, queda de 0,80%; Vale ON, queda de 1,09%; Via Varejo ON, alta de 3,28%; Magaz. Luiza ON, queda de 3,13%; e Bradesco PN, alta de 2,25%.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 04 de maio de 2020 a 04 de setembro de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Vale ON (10,154%), Itauunibanco PN (7,414%), Bradesco PN (5,611%), Petrobras PN (5,610%) e B3 ON (5,405%).

Commodities

O petróleo referência Brent ficou em alta de 0,50% aos US$36,21 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI ficou em alta de 2,56% e com o barril negociado aos US$33,65 na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em alta de 1,80% a US$97,09 a tonelada seca.

No Brasil, ao final e no interbancário, o dólar comercial ficou em alta de 1,95% aos R$5,386 para a venda. O dólar turismo ficou em alta de 0,17% aos R$5,590 para a venda.

O euro subiu 2,78% aos R$5,968 para a venda. A libra esterlina ficou em alta de 2,69% a R$6,642 para a venda. O peso argentino ficou em alta de 2,07% a R$0,078 para a venda.

O Banco Central do Brasil colocou o lote de 12 mil contratos de swap para rolagem em julho.

Cenário externo

Na bolsa de Nova York, o índice DXY, que compara o movimento das seis moedas mais importantes ante o dólar americano, ficou em queda de 0,60% aos 98,47.

O euro ficou em alta de 0,68% a US$ 1,079 e a libra esterlina ficou em alta de 0,47% a US$1.2319.

O Bitcoin ficou em alta de 2,87% aos US$9,450,17.

*Por Ivonéte Dainese com relatórios oficiais e agências internacionais

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