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Guide avalia Santander, Azul e Eneva com a AES Corp

Data de criação:

access_time 29/07/2020 - 11:02

Data de atualização:

access_time 29/07/2020 - 11:02
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No relatório de análise corporativa da Guide Investimentos, desta quarta-feira, os destaques ficaram com os resultados financeiros do Santander Brasil, as negociações da Azul e os negócios futuros da Eneva depois de ter perdido a Tietê para a AES Corp.

Santander

O Santander divulgou resultado financeiro com os destaques: retomada na velocidade dos negócios com o crescimento de 18% na quantidade total de novos contratos vendidos (considera os canais físico e digital) para os clientes, entre abril e junho de 2020; pioneiros na redução da taxa para 6,99% a.a., com 35 anos de prazo, sendo uma das melhores condições do mercado. Sendo assim, esperam manter bom ritmo de produção de financiamento imobiliário de pessoa física, que no 2T20 expandiu 24,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Seguiram com posição de destaque no produto Usecasa (home equity) cuja produção cresceu 2,0x QoQ, atingindo R$ 2,0 bilhões de carteira; faturamento total dos cartões (crédito e débito) reduziu 17% YoY nesse trimestre. O mês de abril foi afetado pela restrição no consumo, mas observaram uma melhora nos meses seguintes, com a reabertura gradual dos estabelecimentos comerciais. Em junho, o faturamento total expandiu 5,8% MoM. “No trimestre, dedicamos algumas iniciativas para auxiliar a capacidade financeira dos clientes enquanto seguimos focados na digitalização; apoiaram pequenas e médias empresas. Com isso, a carteira de crédito aumentou 27% YoY”, disse o banco no comunicado. Além disso, ao longo do trimestre avançaram na concessão de crédito para financiar as folhas de pagamento das empresas clientes, sendo essa linha viabilizada pelo Tesouro, Banco Central e bancos privados. Considerando todos os programas governamentais, destinaram R$ 2,3 bilhões para esse segmento no período.

Em Corporate & Investment Banking Como registraram, como resultado, pelo segundo trimestre seguido, um destacado crescimento na carteira de crédito desse segmento (+42% YoY).

O lucro líquido atingiu R$ 5,989 bilhões no primeiro semestre, queda 15,9% em doze meses e 44,6% no trimestre. Excluindo o efeito da provisão extraordinária, o lucro líquido somou R$ 7,749 bilhões, alta de 8,8% em 12 meses e 1,1% em três meses.

Receitas totais totalizaram R$ 34,859 bilhões nos primeiros seis meses de 2020, crescimento de 7,4% em 12 meses e 3,4% em três meses.

Resultado do crédito e liquidação duvidosa somou R$ 9,958 bilhões no primeiro semestre de 2020, expansão de 67,0% em 12 meses e 90,8% em três meses.

Despesas gerais atingiram R$ 10,483 bilhões no primeiro semestre, alta de 1,7% em doze meses, com crescimento inferior ao das receitas totais, devido, principalmente, a maior despesa com processamento de dados para suportar a transformação digital do Banco, intensificada nos últimos meses, e o aumento das transações de autoatendimento. Impacto:

“Marginalmente Negativo. O trimestre novamente apresentou poucos ajustes em PDD. Além disso, foi observada uma queda na receita de serviços. Seguimos preferindo outros nomes dentro do setor, como Itaúsa e BTG Pactual.”

Azul

A Azul Linhas Aéreas informou ter concluído as renegociações de dívidas com os seus credores. O presidente da companhia, John Rodgerson, ainda disse que o acordo de financiamento da cia com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está próxima de ser concluída. No mês de abril, a empresa contratou os escritórios Galeazzi & Associados, TWK Advogados e Pinheiro Neto para auxiliá-la na renegociação de suas dívidas. A Azul tinha, no 1T20, dívidas no valor total de R$ 20,02 bilhões, das quais R$ 4,17 bilhões vencem neste ano. A grande maioria de suas dívidas são de arrendamento de aeronaves. Suas dívidas bancárias somam R$ 1,8 bilhão, dos quais R$ 700 milhões vencem entre setembro e dezembro.

“Positivo. Ainda seguimos cautelosos quanto ao setor de companhias aéreas. A notícia é positiva para a Azul, que no início do ano, possuía um total de R$ 20,02 bilhões em dívidas, com R$ 4,17 bilhões vencendo em 2020. Agora, com a conclusão da renegociação de dívidas com seus credores, a empresa fica com melhor saúde financeira. O presidente da companhia afirmou que o que a prejudicou no período não foi um problema interno e sim a pandemia de Covid-19. “

B2W:

Cia fecha acordo para integrar Bob´s em seu marketplace Carrefour publicou fortes números do balanço A B2W concluiu um acordo com a BFFC Brazil Fast Food Corporation, que a permite integrar os restaurantes da rede de fast-food Bob´s em sua plataforma virtual. A parceria em questão prevê 1,2 mil pontos do Bob´s (550 restaurantes e 650 quiosques de sobremesas) podendo vender produtos dentro do shopping virtual da B2W.

“Positivo. A B2W vem constantemente realizando novas parcerias, que permitem com que seu marketplace fique ainda mais completo e extenso. O novo acordo permitirá com que mais 1,2 mil pontos de venda consigam comercializar os produtos da rede Bob’s através do shopping virtual da companhia.”

Eneva

Depois de ter perdido a disputa com a AES Corp por ações do BNDES na Tietê, Eneva agora mira em novos ativos. A empresa deve focar agora no desenvolvimento da sua carteira de projetos, e analisar outras oportunidades de aquisições no setor elétrico. De acordo com o diretor financeiro da companhia, Marcelo Habibe, o caso AES Tietê é assunto encerrado e não há intenção de recorrer da decisão do BNDES, dono das ações da AES à venda. Habibe afirmou não haver nenhum outro ativo em análise para compra no momento. Quando questionado sobre a possibilidade de fechar uma operação do tipo este ano, ele disse que é algo pouco provável devido ao curto prazo, já que estas operações duram meses. Ele, no entanto, afirmou ser possível pelo menos anunciar alguma transação nesse período.

“Marginalmente positivo. A Eneva, após não ter obtido sucesso na operação pelos ativos da AES Tietê, deve agora voltar seu foco para o desenvolvimento da carteira de projetos da empresa. O diretor financeiro ainda levantou a possibilidade de a cia anunciar alguma outra operação similar ainda em 2020.”

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