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Ibovespa decola aos 97.644 pontos no rali

Data de criação:

access_time 08/06/2020 - 18:34

Data de atualização:

access_time 08/06/2020 - 19:16
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A semana começa com a bolsa de valores de São Paulo mantendo o rali. O dia sem agenda econômica global permitiu correções e ajustes em quase todos os mercados de ações. As expectativas ficam por conta das decisões de vários bancos centrais e  indicadores econômicos.

No radar de hoje ficou a reunião oficial da Opep+aliados e com a Rússia, que aconteceu no sábado, quando os envolvidos conseguiram chegar a um acordo para estender o atual nível de cortes de produção de petróleo de 9,7 milhões de barris ao dia – ou cerca de 10% da produção global – até o final de julho. A decisão também abrangeu a imposição de cortes adicionais de produção para países como Iraque e Nigéria como compensação pelo não cumprimento de suas metas de cortes de produção nos últimos meses.

Fora o petróleo, o preço do minério ferro seguiu avançando  e acabou puxando as ações das empresas do setor para cima. Notícias corporativas e indicadores econômicos também pesaram.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 3,18% aos 97.644 pontos. O giro financeiro ficou em R$33,06 bilhões.

Análise Leandro Martins –modamais

A semana começa com a bolsa brasileira seguindo o rali das últimas negociações, com a maioria das casas de análises já reconsiderando o target dos 96 mil pontos para até 120 mil em breve. “Podemos destacar três momentos do Ibovespa: a crise sanitária; o impacto econômico; e os riscos políticos. Esses fatores refletem também no cenário externo, como nos Estados Unidos. A conclusão que chegamos é que apesar da alta nos índices o momento é especulativo. Não sabemos o que o novo poderá trazer para a economia e, principalmente, para a saúde. A avaliação com os 120 mil pontos lá de fevereiro, depois com o índice caindo para os 61 mil e já rondando novamente os 100 mil pontos é que houve um exagero na queda e que agora ameaça também a alta”, disse o analista CNPI do modalmais, Leandro Martins.

Outros fatores recentes que pesaram e seguem no radar do mercado são as expectativas para o anúncio oficial de uma vacina eficaz ao combate do coronavírus, bem como os sinais de retomada da economia dos Estados Unidos.

“O anúncio da Moderna sobre o resultado avançado de uma vacina mexeu com o movimento de todas as bolsas ao redor do mundo e também a brasileira. Para completar, os dados do emprego nos Estados Unidos foram sinais positivos e os investidores ficaram animados. Porém, neste momento, o movimento já está esticado para alguns papéis como Vale, Ambev, B3 batendo os 50%, mas isso não significa que o mercado deve seguir mais lento. O que será preciso é de mais uma queda e depois um movimento de compra. E, diante de incertezas, manter a cautela é o ideal”, considera.

Na semana, os vários bancos centrais deverão lançar os resultados de suas decisões monetárias. Já o Banco Central do Brasil tem reunião marcada para o próximo dia 17. “Estamos com uma taxa de juros perto do 2,25%, um indicador inédito na nossa história, e com os bancos centrais injetando recursos nas economias globais. Entretanto, ainda não sabemos sobre o futuro, se haverá uma segunda onda da COVID-19, como ficará o ambiente político e como será o desenvolvimento de empresas na retomada das atividades. Enquanto isso, o investidor segue na bolsa e variando os investimentos.  Muitos papéis apresentaram ótimos desempenhos durante esse período de quarentena, como os do Magazine Luíza e também as produtoras de proteínas, mas que agora já apresentam cansaço. Então, o ideal seriam os papéis que não pertencem à primeira linha como os da Marcopolo, Banco ABC, WEG, algumas elétricas e outros. Com a semana começando, a sugestão é garimpar ativos, manter a cautela e não ficar vendido”, finalizou o analista de CNPI do modalmais, Leandro Martins.

Operaram com ganhos
Azul PN, alta de 29,25%; GOL PN, alta de 28,29%; Embraer ON, alta de 18,36%; Sid. Nacional ON, alta de 17,12%; e CVC Brasil ON, alta de 10,19%.

Operaram com perdas
YDUQS Part. ON, queda de 3,66%; TIM Part. ON, queda de 1,10%; Iguatemi ON, queda de 1,04%; e Suzano ON, queda de 0,37%.

Mais negociadas
Petrobras PN, alta de 1,95%; Vale ON, alta de 0,31%; Azul PN, alta de 29,25%; Bradesco PN, alta de 5,25%; e Magaz. Luiza ON, alta de 4,93%.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 04 de maio de 2020 a 04 de setembro de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Vale ON (10,154%), Itauunibanco PN (7,414%), Bradesco PN (5,611%), Petrobras PN (5,610%) e B3 ON (5,405%).

Commodities

O petróleo referência Brent ficou em alta de 0,15% aos US$40,86 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI ficou em queda de 3,21% e com o barril negociado aos US$38,28 na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em alta de 4,89% a US$105,67 a tonelada seca.

*Por Ivonéte Dainese

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