Usamos cookies para segurança, melhor experiência e personalização de conteúdo de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Clique em "Configurar cookies" para gerenciar suas preferências.

X

Para "Aceitar", selecione os itens e clique no botão abaixo:

Ibovespa devolve 1,9% em correção com cenário externo

Data de criação:

access_time 23/07/2020 - 18:53

Data de atualização:

access_time 23/07/2020 - 18:53
format_align_left 4 minutos de leitura

Quer saber como investir?

Abra AGORA sua conta no banco digital dos investidores

QUERO ABRIR MINHA CONTA

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, embora mantendo acima dos 100 mil pontos. O investidor local manteve a aversão ao risco com atenção para o cenário externo.

Os números do setor de trabalho dos Estados Unidos novamente despertaram a cautela sobre a maior economia do mundo, bem com a tensão geopolítica e os preços das commodities.

Por aqui, as notícias corporativas, como a OI no radar de empresa estrangeira, e os primeiros balanços financeiros, como o da WEG que surpreendeu, também ajudaram o índice principal. Alguns papéis devolveram as altas como os da Cogna, Magazine Luiza, Via Varejo e TIM.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 1,91% aos 102.293 pontos. O volume financeiro ficou em R$29,26 bilhões.

Operaram com ganhos
Suzano ON, alta de 0,59%; Energisa UNT, alta de 2,90%.

Operaram com perdas
Qualicorp ON, queda de 4,33%; JBS ON, queda de 1,32%; TIM Part. ON, queda de 11,02%; Cogna ON, queda de 8,85%; Via Varejo ON, queda de 3,98%; Cielo ON, queda de 0,38%; e Magaz. Luiza ON, queda de 4,63%.

Mais negociadas
Via Varejo ON, queda de 3,98%; Cogna ON, queda de 8,85%; Petrobras PN, queda de 2,08%; Magaz. Luiza ON, queda de 4,63%; e Vale ON, queda de 1,42%.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 04 de maio de 2020 a 04 de setembro de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Vale ON (10,154%), Itauunibanco PN (7,414%), Bradesco PN (5,611%), Petrobras PN (5,610%) e B3 ON (5,405%).

Análise Paloma Brum – Toro Investimentos

Depois de uma semana de ganhos nas bolsas de ações ao redor do mundo, os índices principais estão apontando para as correções, incluindo no mercado interno.

“O movimento de aversão ao risco permaneceu forte hoje nos mercados. Na Europa, por exemplo, as bolsas ficaram estáveis ainda com os efeitos da aprovação do fundo de recuperação da UE. Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, que subiram novamente, acabaram por refletir nos negócios e deram sinais de que o setor de trabalho norte-americano segue ainda muito fragilizado, mesmo com o esforço do governo, bem como do Fed, para manter os recursos emergenciais. A aversão ao risco e a correção no Dow Jones, S&P e Nasdaq já eram esperados. Junto com esse cenário estava o dólar, que vem perdendo espaço para um euro ainda mais fortalecido com o pacote de ajuda para a UE. Aliás, o secretário do Tesouro americano [Steven Mnuchin] disse que os Estados Unidos vão proteger sua moeda. Trata-se de uma visão clara de que o governo está preocupado com o avanço do euro sobre o dólar. Nos últimos dias, o índice de dólar [DXY] vinha registrando perdas”, destacou a economista.

Nesta sessão, os efeitos do cenário macro também pesaram por aqui. O investidor doméstico, que seguia descolado, acabou atento aos números dos Estados Unidos. “ Além do cenário externo existe também o início da temporada de resultados, que darão uma visão melhor dos efeitos da pandemia nas empresas. Sabemos que o setor varejista foi o destaque e respondendo bem no e-commerce, resta ver agora esse comportamento em números finais para o segundo trimestre. Talvez, como ocorreu com os resultados da WEG, que surpreenderam, outras surpresas também poderão apresentar dados mais positivos. Entretanto, a grande expectativa para essa safra de resultados está em cima do setor bancário. Até agora, o mês de Julho está positivo, com uma semana mais leve de agenda e com apenas os PMIs de amanhã” concluiu a economista da Toro Investimentos, Paloma Brum.

Commodities

O petróleo referência Brent ficou estável aos US$43,34 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI operou em queda de 2,00% e com o barril negociado aos US$41,06 na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em queda de 0,75% a US$110,12 a tonelada seca.

*Por Ivonéte Dainese

Pretende diversificar a
sua carteira
de investimentos?