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Ibovespa fecha semana em alta de 3,1% e flerta com os 97 mil pontos na sessão

Data de criação:

access_time 03/07/2020 - 19:09

Data de atualização:

access_time 03/07/2020 - 19:09
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O índice principal da Bolsa de Valores de São Paulo fechou a semana em alta de 3,12%, com os investidores mais animados neste início de julho. O que se viu foram indicadores um pouco mais positivos para as economias globais e também com empresas brasileiras ajustando negócios de fusões e aquisições.

Ainda no destaque da semana ficou a recuperação das commodities, com o preço do petróleo corrigindo e promovendo as valorizações das ações das empresas ligadas ao setor. O preço do minério de ferro também voltou para os US$100,00 a tonelada seca, mantendo os papéis da Vale.

Já nesta sexta-feira, com os mercados americanos fechados pelo feriado de 4 de Julho, os investidores ajustaram e as notícias corporativas ficaram no radar, como a decisão da Azul, que anunciou um acordo com o Governo Português para permitir injeção de capital na TAP. Com isso, a companhia vende sua participação indireta de 6%, por aproximadamente R$65 milhões, e elimina o direito de conversão dos bônus seniores detidos de €90 milhões com vencimento em 2026. A Azul (AZUL4) encerrou o pregão com valorização de 1,88% a R$21,15.

Por fim, o Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira em alta de 0,55% aos 96.764 pontos. O giro financeiro ficou em R$14,69 bilhões.

Operaram com ganhos
IRBBrasil REON, alta de 8,04%; SulAmerica UNT, alta de 4,98%; TIM Part. ON, alta de 4,81%; GOL PN, alta de 3,66%; e MRV ON, alta de 3,88%.

Operaram com perdas
Cielo ON, queda de 1,03%; Sid. Nacional ON, queda de 1,38%; Ultrapar ON, queda de 1,13%; Lojas Renner ON, queda de 1,11%; e BRF ON, queda de 1,03%.

Mais negociadas
IRBBrasil RE ON, alta de 8,04%; Vale ON, queda de 0,41%; Petrobras PN, queda de 0,36%; Via Varejo ON, alta de 1,04%; e Magaz. Luiza ON, alta de 2,71%.

Análise Paloma Brum – Toro Investimentos

Os investidores dos mercados acionários globais saíram de junho um pouco mais animados do que o mês anterior. Os recentes dados econômicos, principalmente dos Estados Unidos, alimentaram os negócios em bolsas de ações já nesta entrada de julho.

“A semana foi marcada pelo otimismo um pouco mais elevado dos investidores para os mercados de risco. Os índices PMIs de vários países subiram, os números do emprego nos Estados Unidos, como Payroll avançando e os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuando, também ajudaram na percepção de que as coisas estão melhorando, mesmo com o coronavírus ainda fazendo vítimas ao redor do mundo. O PMI acima dos 50 pontos para os Estados Unidos [52,6] mostrou que a atividade industrial já dá sinais de recuperação, o que mostra a força da economia americana. A queda na taxa de desemprego para 11,1%, muito distante de 6,5% de fevereiro, também foi importante. Sabemos que faltam muitos pontos ainda, mas os de agora já são positivos aos olhos do investidor”, avaliou.

Para o cenário doméstico, a economista da Toro explica que todos esses fatores também ficaram no radar do investidor. “ Nós acompanhamos o Ibovespa caindo e subindo na carona externa, já que ainda rondam as incertezas do que virá. Mas houve uma recuperação da bolsa brasileira. O otimismo se manteve em cima do setor corporativo, com muitas empresas fazendo aquisições e fusões. Ainda em junho, as commodities puxaram as ações de primeira linha do Ibovespa, como o acordo da Opep+ ajudando a Petrobras e a Vale valorizada com o minério de ferro acima dos US$100,00. As ações das varejistas também tiveram bons desempenhos”, enumerou.

Já para o mês de julho, Paloma Brum explica que a bolsa brasileira deverá seguir na carona externa e, ao mesmo tempo, com cautela. “ O que se espera para julho, se nenhuma notícia relevante ocorrer, é uma recuperação melhor que a do mês anterior na bolsa brasileira. O investidor deverá seguir analisando o Marco Regulatório do Saneamento, que foi um dos pontos mais importantes desse governo. Os papéis das companhias envolvidas, principalmente os da Sabesp que é a única do segmento no Ibovespa, deverão ganhar ainda mais peso. Outras ações que poderão ficar no radar são as dos bancos, com a retomada das discussões no Congresso sobre limitar os juros do cheque especial e do cartão de crédito. Essa medida poderá dificultar a oferta de crédito. Entretanto, apesar das boas perspectivas, a volatilidade deverá permanecer nos mercados de risco. O que se espera é uma resposta de algum laboratório sobre uma vacina eficaz no combate da COVID-19. Enquanto isso, a palavra que segue é cautela”, finalizou a economista da Toro Investimentos, Paloma Brum.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 04 de maio de 2020 a 04 de setembro de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Vale ON (10,154%), Itauunibanco PN (7,414%), Bradesco PN (5,611%), Petrobras PN (5,610%) e B3 ON (5,405%).

Commodities

O petróleo referência Brent ficou em queda de 0,05% aos US$42,78 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI ficou em queda de 0,81% e com o barril negociado aos US$40,29 na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em alta de 1,19% a US$100,65 a tonelada seca.

*Por Ivonéte Dainese

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