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Ibovespa recua 2,8% na carona externa

Data de criação:

access_time 01/04/2020 - 18:35

Data de atualização:

access_time 01/04/2020 - 18:35
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O Ibovespa fechou em queda forte nesta quarta-feira, com os investidores acompanhando o desenrolar do pacote de medidas anunciado pelo Governo Federal. Entretanto, a pandemia de coronavírus segue fazendo mais vítimas e pressionando os índices econômicos. Lembrando que a bolsa fechou o primeiro trimestre em queda 36,86%, os piores de sua história.

Nesta sessão, as ações das empresas de proteína animal ficaram novamente entre os destaques, como a JBS, Marfrig e BRF, com a companhia anunciando a contratação de mais de 2 mil pessoas para manter a produção.

As ações da Petrobras mantiveram as valorizações, depois que a estatal divulgou uma série de medidas no enfrentamento da crise coronavírus. Além disso, a Rússia e a Arábia Saudita, que estavam na disputa por preços e produção de petróleo, deverão entrar em acordo.

Ainda sobre o petróleo, a Agência de Energia dos Estados Unidos divulgou o resultado do estoque da semana passada, que ficou acima das projeções.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 2,81% aos 70.966 pontos. O volume de negócios ficou em R$21,92 bilhões.

Na semana passada, o índice tinha encostado novamente nos 80 mil pontos e a tendência era de mais alta. A maioria das empresas, em especial as pequenas e médias, tinha a estimativa de que suportaria 16 dias com o capital de giro, outras até um mês, mas tudo isso não deve se confirmar com a doença avançando no Brasil e o período de distanciamento social aumentado, segundo explicou o economista da Messem Investimentos, Álvaro Villa.

“Mesmo com todo o esforço do governo em liberar recursos, que não serão suficientes, os sinais não são animadores. O risco Brasil maior é e uma análise do JPMorgan também destaca esse cenário. O que se observa é que depois dessa pandemia o mundo vai mudar. Neste momento, muitas empresas que estão com os colaboradores em home office já contabilizando os custos menores e a maior produtividade. Diante disso, as companhias aéreas serão as mais afetadas, considerando que já enfrentam uma crise com a queda forte no setor de turismo. Será mesmo uma reação em cadeia. Enfim, o momento é de calma, cautela e com um grande desafio pela frente. Na bolsa, apesar desse momento, ainda existem ativos interessantes. Os aportes liberados pelos governos, como os US$2,2 trilhões dos EUA, os US$2 trilhões pela China e R$200 bilhões pelo Brasil darão suporte no enfrentamento dessa crise. Acredito que teremos um resto de ano em recuperação e com um crescimento mais robusto em 2021”, disse o economista da Messem Investimentos, Álvaro Villa.

Nesta quarta-feira, a B3 divulgou a primeira prévia da Carteira Teórica, com a inclusão de duas elétricas, a CPFL e a Energisa.

Operaram com ganhos
Suzano ON, alta de 4,44%; JBS ON, alta de 7,03%; Telef. Brasil PN, alta de 3,54%; Marfrig ON, alta de 3,95%; e BRF ON, alta de 3,45%.

Operaram com perdas
CVC Brasil ON, queda de 15,32%; Azul PN queda de 15,38%; ViaVarejo ON, queda de 11,93%; GOL PN, queda de 12,23%; e Grupo Natura ON, queda de 9,91%.

Mais negociadas
Petrobras PN, alta de 2,22%; Vale ON, alta de 0,35%; Magaz. Luiza ON, queda de 3,87%; ItauUnibanco PN, queda de 4,23%; Brasil ON, queda de 4,23%.

Carteira Teórica
Na Carteira Teórica do Índice Bovespa, que passou a vigorar de 06 de janeiro de 2020 a 30 de abril de 2020, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice: Itauunibanco PN (8,573%), Vale ON (8,189%), Bradesco PN (6,985%), Petrobras PN (6,617%), e B3 ON (4,312%).

Commodities

O petróleo referência Brent fechou em alta de 2,91% aos US$25,46 o barril negociado na bolsa Mercantil de Futuros de Londres.

O petróleo WTI ficou em alta de 3,52% aos US$21,20 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O preço do ouro ficou em queda de 3,18% a US$1.591,00 a onça na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Qingdao, China, ficou em queda de 1,00% a US$82,49 a tonelada seca e com 62% de pureza.

*Por Ivonéte Dainese

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