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INDICADORES: Resumo Econômico para quinta-feira

Data de criação:

access_time 14/05/2020 - 12:57

Data de atualização:

access_time 14/05/2020 - 12:57
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Acompanhe o resumo da agenda econômica desta quinta-feira (14/05) e que está direcionando o mercado global. O destaque fica para os pedidos iniciais de auxílio-desemprego dos Estados Unidos.

ÁSIA

Na Austrália, o primeiro-ministro Scott Morrison disse que a perda de quase 600 mil empregos em abril é “devastadora” para famílias e comunidades australianas afetadas por restrições do governo e paralisações de empresas. Os comentários foram feitos depois que o Australian Bureau of Statistics (ABS) anunciou que a taxa de desemprego aumentou de 5,2% em março para 6,2% em abril. “Um dia muito difícil, terrivelmente chocante, embora não imprevisto.”

O emprego em período integral diminuiu 220.500 para 8.656.900 pessoas e o emprego em meio período diminuiu 373.800 para 3.761.800. O desemprego aumentou 104.500 para 823.300 pessoas. A taxa de desemprego aumentou 1,0 pts para 6,2%. A taxa de subemprego aumentou 4,9 pts para 13,7%.  A taxa de subutilização aumentou 5,9 pts para 19,9%.  A taxa de participação diminuiu 2,4 pts para 63,5%.

EUROPA

Na Alemanha, a taxa de inflação, medida como a variação ano a ano no índice de preços ao consumidor, ficou em alta de 0,9% em abril de 2020. Isso significa que a taxa de inflação caiu novamente (março de 2020: alta de 1,4%; fevereiro de 2020: alta de 1,7%). O Departamento Federal de Estatística (Destatis) também informou que os preços ao consumidor subiram 0,4% em relação a março de 2020.

Na Itália, em março de 2020, os dados ajustados sazonalmente, em comparação com fevereiro de 2020, caíram 16,8% para os fluxos de saída e de entrada. As exportações caíram para os países da UE (-15,2%) e para países não pertencentes à UE (-18,5%). As importações recuaram 17,0% nos países da UE e queda de 16,4% nos países não pertencentes à UE. Nos últimos três meses, os dados dessazonalizados, em comparação com os três meses anteriores, caíram tanto nas exportações (-4,1%) quanto nas importações (-5,1%). Em março de 2020, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, as exportações e as importações caíram (-13,5% e -18,1%, respectivamente). Os dados são do Istat.

CANADÁ

No Canadá não foram apresentados indicadores.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, para a semana fechada 09 de maio, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, com ajuste sazonal, ficaram em 2.981 milhões, queda de 195 mil em relação ao nível revisado da semana anterior. O nível da semana anterior foi revisado em 7.000, de 3.169 milhões para 3.176 milhões. A média móvel de quatro semanas foi 3.616.500, uma redução de 564 mil em relação à média revisada da semana anterior. A taxa de desemprego medida pelos pedidos, com ajuste sazonal, ficou em 15,7% na semana encerrada em 02 de maio, alta de 0,3 ponto percentual em relação à taxa revisada da semana anterior. Os dados são do Departamento do Trabalho.

Nos Estados Unidos, os preços de importação caíram 2,6% em abril, informou o Departamento de Análises Econômicas, depois da queda de 2,4% em março. Ambos os declínios mensais foram causados ​​pela queda nos preços dos combustíveis. Os preços das exportações caíram 3,3% em abril, depois de recuar 1,7% no mês anterior. Os preços das importações caíram 2,6% em abril, a maior queda mensal desde que o índice caiu 3,2% em janeiro de 2015. A queda de abril ocorreu depois de um recuo de 2,4% em março e uma queda de 0,7% em fevereiro. Os preços das importações também caíram em 12 meses, diminuindo 6,8% no ano encerrado em abril. A queda foi a maior queda de 12 meses desde que o índice caiu 8,3% de dezembro de 2014 a dezembro de 2015.

BRASIL

No Brasil, a pandemia de Covid-19 interferiu diretamente para a queda da atividade industrial do país na passagem de fevereiro para março, mostra a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada hoje pelo IBGE. É a primeira vez em oito anos que todas as 15 localidades recuam, já que o estado do Mato Grosso entrou na pesquisa somente em 2012. O mais próximo desse resultado aconteceu em maio de 2018, com a greve dos caminhoneiros, que derrubou a produção industrial em 14 dos 15 locais.

Por concentrar mais de um terço (34%) da indústria nacional, São Paulo foi o local que mais influenciou para o resultado nacional de março (-9,1%), com queda de 5,4%. Essa foi a segunda taxa negativa do estado consecutiva, acumulando em fevereiro e março perda de 6,6%. Duas atividades contribuíram fortemente para essa queda: veículos, um dos setores que mais atua no estado, e bebidas.

No Brasil, o Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira® (IACE), publicado em parceria entre a FGV IBRE e The Conference Board (TCB), recuou 10,1% em abril para 101,2 pontos, a maior queda da série histórica iniciada em 1996. A variação acumulada nos últimos seis meses também ficou negativa, em 14,2%. Das oito séries componentes, os três Índices de Expectativas – Indústria, Serviços e Consumidores – foram os que mais contribuíram negativamente para o resultado, com recuos na margem de 46,6%, 33,5% e 28,9%, respectivamente. O Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, ficou estável em 103,1 pontos, no mesmo período.

No Brasil, no primeiro mês de cada trimestre a Sondagem da Indústria da FGV consulta as empresas industriais sobre o número de turnos em que vêm operando. Em abril de 2020, a média foi de 2,19 turnos, o que representa uma queda de 0,34 turno em relação a janeiro e de 0,44 turno em relação à média dos meses de abril.

Entre os segmentos, Veículos Automotores (-75,7%), Couros e Calçados (-54,2%) e Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (-35,5%) foram os que apresentaram maior queda em relação à média dos meses de abril. Esses segmentos indicaram, respectivamente, uma média de 0,6, 1,1 e 2,0 turnos em abril contra 2,47, 2,4 e 3,1 turnos em média para o período. Os segmentos de Alimentos, Informática e Eletrônicos, Celulose e Papel e Maquinas e Materiais Elétricos apresentam pouca variação proporcional em relação à média de turnos para o mês de abril (queda menor de 2%). Em direção oposta, Farmacêutica foi o único setor que apresentou número de turnos maior do que a média do período: 2,7 em comparação a 2,2, um aumento de 20,3%.

No Brasil, o saldo da balança comercial foi de US$ 6,7 bilhões em abril, um bilhão acima do resultado de abril de 2019. No acumulado do ano, porém, o resultado até abril em 2020 no valor de US$ 11,8 bilhões foi inferior ao de igual período de 2019. O melhor desempenho da balança mensal, na comparação entre os meses de abril de 2019 e de 2020, é explicado pela queda mais acentuada das importações (-14,8%) em relação às exportações (-5,0%).

Os índices do ICOMEX permitem uma análise mais detalhada dos fluxos de comércio. Em volume, as exportações cresceram 0,3% e as importações caíram 7,6% entre os meses de abril de 2019/2020. Observa-se que as importações vinham registrando aumentos na comparação mensal interanual, desde dezembro, e em março tiveram um acréscimo de 15,4%. Risco de novas desvalorizações e efeitos defasados entre os contratos e a mudança no cenário doméstico com a tendência recessiva na economia explicariam esse resultado. A queda nas importações, em abril, mostra que o cenário de queda no nível de atividade da economia já foi incorporado pelos operadores do comércio exterior. No acumulado do ano até abril, entretanto, as exportações recuaram 2,3% e as importações aumentaram 4,2%. Espera-se que, nos próximos meses, as importações confirmem a tendência de queda, o que deve reverter o sinal do acumulado no ano.

Tradução ID de relatórios oficiais

 

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