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INDICADORES: Resumo Econômico para quinta-feira

Data de criação:

access_time 20/02/2020 - 12:26

Data de atualização:

access_time 20/02/2020 - 12:26
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Acompanhe o resumo da agenda econômica desta quinta- feira (209) e que está direcionando o mercado global. O destaque fica o IPCA-15 do Brasil divulgado hoje pelo IBGE.

ÁSIA

Na China, o Banco Popular reduziu sua taxa básica de juros em empréstimos de um ano em 10 pontos-base e a taxa básica de juros em cinco anos em 5 pontos-base. Isso ocorreu dias depois que os membros do banco central reduziram a taxa de empréstimos de médio prazo de um ano para 3,15%, de 3,25%, e conduziram estímulos monetários adicionais.

Na Austrália, a taxa de desemprego subiu para 5,3% no mês passado, em comparação com a estimativa de economistas de 5,2%, mostraram dados do Departamento de Estatísticas da Austrália. A taxa de participação aumentou para 66,1% e 13.500 empregos foram adicionados no mês passado, superando ligeiramente as previsões.

EUROPA

Na Europa, a primeira estimativa da confiança do consumidor para fevereiro, que é medida pela Comissão Europeia, revelou aumento acentuado na Zona do Euro (EA19) em 1,5 pontos percentuais e 1,2 p.p na UE 27. Em queda de 6,6 pontos para a EA19 e queda em 5,9 pontos para a União Europeia. Os dois indicadores permanecem bem acima das médias de longo prazo da queda em 10,6 na Zona do Euro e queda em 10,2 na UE27. Nesta prévia não estão mais contemplados os números do Reino Unido, que já não pertence mais ao bloco desde 31 de janeiro de 2020.

Na Alemanha, o sentimento do consumidor mostra uma imagem mista, com poucas mudanças em fevereiro. Enquanto as expectativas econômicas aumentaram um pouco, as expectativas de renda e a propensão a comprar sofreram perdas moderadas. Como resultado, o GfK previu um valor de 9,8 pontos para março de 2020, 0,1 ponto abaixo do nível de fevereiro (9,9 pontos). Estes são os resultados do estudo de clima do consumidor da GfK na Alemanha em fevereiro de 2020. Perdas moderadas nas expectativas de renda e propensão a comprar resultaram em um ligeiro declínio no clima do consumidor alemão.

Na Alemanha, em janeiro de 2020, o índice de preços ao produtor de produtos industriais aumentou 0,2% em comparação com o mês correspondente do ano anterior. Em dezembro de 2019, a taxa anual de variação foi de -0,2%, conforme relatado pelo Departamento de Estatísticas – Destatis. Comparado com o mês anterior, dezembro de 2019, o índice geral aumentou 0,8% em janeiro de 2020 (+ 0,1% em dezembro de 2019).

Na França, em janeiro de 2020, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) recuou 0,4% em um mês, depois da alta de 0,4% em dezembro. Os preços dos produtos manufaturados caíram sazonalmente, devido às vendas no inverno (-2,2% após + 0,2%) e nos alimentos (+ 0,4% após + 0,6%) e energia (+ 0,5% após + 0,8%) desaceleraram. Os preços dos serviços permaneceram inalterados em um mês, após um aumento de 0,5% em dezembro. Com ajuste sazonal, os preços ao consumidor subiram 0,3% em janeiro, após + 0,2% em dezembro. Na comparação anual, os preços ao consumidor aumentaram 1,5%, como em dezembro. Os dados são do INSEE.

No Reino Unido, nos três meses até janeiro de 2020, a quantidade comprada no setor de vendas a varejo caiu 0,8% em comparação aos três meses anteriores, com quedas em todos os setores.

O volume de varejo aumentou 0,9% em janeiro de 2020, recuperando-se das quedas nos dois meses anteriores; o aumento ocorreu principalmente devido ao crescimento moderado nas lojas de alimentos (1,7%) e não-alimentos (1,3%).

O combustível sofreu uma grande queda de 5,7% na quantidade comprada em janeiro de 2020 quando comparado a dezembro de 2019, o que coincide com um aumento nos preços dos combustíveis de 2,3 pence por litro entre dezembro e janeiro (inflação de preços ao consumidor, janeiro 2020).

As vendas online como proporção de todo o varejo foram de 19,0% em janeiro de 2020, ante 19,3% em dezembro de 2019. Os dados são do Governo Britânico.

No Reino Unido, a atividade manufatureira permaneceu fraca nos três meses até fevereiro, queda 18, ante a estimativa de queda de 19, com os volumes de produção caindo pelo quinto trimestre consecutivo, embora em um ritmo mais lento que em janeiro. Isso está de acordo com a última pesquisa mensal de tendências industriais da CBI divulgada hoje.

A pesquisa com 318 empresas de manufatura informou que as encomendas totais e de exportação melhoraram ligeiramente, atingindo suas posições mais fortes em seis meses – em particular, as encomendas de exportação estão agora alinhadas com sua média de longo prazo. No entanto, os volumes de produção caíram nos três meses até fevereiro, apenas um ritmo um pouco mais lento que em janeiro.

Até 15% dos fabricantes relataram que o total de pedidos está acima do normal, enquanto 33% os relatou como abaixo do normal, o que representa um saldo de -18%. Isso permanece abaixo da média de longo prazo (-13%).

Até 16% das empresas disseram que seus pedidos de exportação estavam acima do normal, enquanto 32% disseram que estavam abaixo do normal, dando um saldo de -17% – em linha com a média de longo prazo (-17%).

Até 25% das empresas disseram que o volume da produção nos últimos três meses aumentou, enquanto 36% disseram que houve queda, o que representa um saldo de -11%. Os fabricantes esperam que os volumes de produção se recuperem nos próximos três meses (+ 8%).

Até 18% das empresas disseram que seus estoques atuais de produtos acabados eram mais que adequados, enquanto 3% disseram que eram menos que adequados, gerando um saldo de + 15% – aproximadamente em linha com a média de longo prazo (+ 13%). Prevê-se que os preços médios de venda para os próximos três meses (-2%) permaneçam inalterados.

CANADÁ

No Canadá, o nível do emprego aumentou em 25.900 de dezembro a janeiro, de acordo com a pesquisa ADP de janeiro. O total de empregos adicionados em dezembro foi revisado de 46.200 para 46.700.

No Canadá, os preços das novas moradias permaneceram inalterados em janeiro, após um aumento de 0,2% em dezembro. Em janeiro, os preços das novas casas aumentaram mais em Ottawa (+ 1,4%). Os construtores associaram o ganho a condições favoráveis de mercado e a custos de construção mais altos. A persistente escassez de oferta de moradias continuou a elevar os preços na região. O Ottawa Real Estate Board informou que o número de novas listagens foi 34,5% inferior à média de 10 anos do mês de janeiro.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio desemprego para a semana que terminou em 15 de fevereiro, com ajuste sazonal, ficou em 210 mil, alta de 4 mil em relação ao nível revisado da semana anterior. O nível da semana anterior foi revisado em 1.000 de 205 mil para 206 mil.

A média móvel de quatro semanas foi de 209 mil, queda de 3.250 em relação à média revisada da semana anterior.

A taxa de desemprego segurado, com ajuste sazonal, foi de 1,2% na semana encerrada em 8 de fevereiro, inalterada em relação à taxa não revisada da semana anterior.

Nos Estados Unidos, o Índice Econômico Líder (LEI) do Conference Board aumentou 0,8% em janeiro para 112,1, depois de um declínio de 0,3% em dezembro e um aumento de 0,1% em novembro.

O Índice Econômico Coincidente (CEI) aumentou 0,1% em janeiro para 107,3, após nenhuma alteração em dezembro e um aumento de 0,4% em novembro.

O Índice Econômico de Retardo da Conferência (LAG) permaneceu inalterado em janeiro em 108,7, após um declínio de 0,1% em dezembro e um aumento de 0,3% em novembro.

Nos Estados Unidos serão divulgados os estoques de petróleo.

BRASIL

No Brasil, as quedas nos preços das carnes (-5,04%) e das passagens aéreas (-6,68%), a prévia da inflação de fevereiro ficou em 0,22% no mês. Esse é o menor resultado para fevereiro desde o início do Plano Real, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje pelo IBGE. O resultado mostra desaceleração na inflação que, no ano, acumula alta de 0,93%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, três apresentaram deflação em fevereiro: Vestuário (-0,83%), Saúde e cuidados pessoais (-0,29%) e Alimentação e bebidas (-0,10%). A queda nos preços das carnes (-5,04%), após quatro meses de altas (acumulado de 27,95%), teve grande impacto na prévia da inflação de fevereiro. Roupas, perfumes e itens de higiene pessoal também pesaram menos no bolso do consumidor.

No Brasil, a balança comercial de janeiro registrou déficit de US$ 1,7 bilhão, após consecutivos superávits neste mesmo mês desde 2016. É prematuro fazer projeções com base no resultado de um único mês. No entanto, novos acontecimentos em janeiro sinalizam e reforçam a tendência de uma redução no déficit da balança comercial para 2020.

O primeiro, já mencionado no ICOMEX de janeiro se refere a questão do acordo entre a China e os Estados Unidos. “Reforçamos a projeção de que haverá perdas nas exportações de soja, mas o principal risco são as perdas potenciais nas exportações de carnes, devido às medidas do acordo EUA-China de facilitação de comércio com os Estados Unidos (concorrente do Brasil neste segmento) associadas às barreiras fitossanitárias”, afirmaram os analistas.

No Brasil, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou 2,6 pontos em fevereiro, para 87,8 pontos, o menor valor desde maio de 2019. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 0,6 ponto.

Em fevereiro, as avaliações sobre o presente melhoraram enquanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 2,2 pontos, para 80,9 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (81,6 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu pelo segundo mês consecutivo, variando -5,7 pontos de janeiro para fevereiro, retornando ao mesmo patamar de julho de 2018 (93,2 pontos).

Entre os quesitos que integram o ICC, o indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis nos próximos meses, pelo segundo mês consecutivo, foi o que mais influenciou na queda da confiança ao cair 12,0 pontos, para 64,3 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016 (63,4 pontos), acumulando perda de 17,4 pontos nos últimos dois meses.

No Brasil, as capitais brasileiras têm registrado sucesso no pré-carnaval de rua, com aumento dos foliões nos blocos, que por sua vez fazem a alegria dos ambulantes. Quem optou por aproveitar a festa onde mora, além de se divertir pode gastar menos. Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) apontou que a inflação do Carnaval ficou em 4,29%, entre fevereiro de 2019 e janeiro deste ano, levemente mais alta que a inflação do período (4,13%, IPC/FGV). Os vilões foram os combustíveis: o etanol subiu 12,17% e a gasolina aumentou 7,32%. Deixar o carro em casa então parece ser um bom negócio.

Se o folião preferir viajar, o melhor é optar pelo transporte público: as passagens de ônibus interurbano subiram apenas 1,58% e as passagens aéreas variaram negativamente (-7,56%). No quesito bebidas fora de casa, cerveja e chopp (4,33%), refrigerantes e água mineral (3,72%) e outras bebidas alcóolicas (1,06%), essas últimas em menor percentual, tiveram elevação.

No Brasil, a expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses ficou estável em fevereiro em 5,0%. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve aumento de 0,1 ponto percentual. Os números foram apresentados hoje pela FGV/IBRE.

Analisando a frequência da inflação prevista por faixas de respostas, a parcela dos consumidores que projetam valores dentro dos limites inferior e superior da meta de inflação (entre 2,5% e 5,5%) aumentou pelo segundo mês consecutivo, de 64,7% em janeiro para 65,9% em fevereiro, a maior parcela nos últimos seis meses. Por outro lado, a proporção de consumidores projetando acima do limite superior da meta de inflação (acima de 5,5%) para 2020 diminuiu de 30,2% para 29,2%, a menor parcela nos últimos seis meses.

Tradução ID de relatórios oficiais

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