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IPO da Boa Vista no radar

Data de criação:

access_time 29/09/2020 - 11:17

Data de atualização:

access_time 29/09/2020 - 11:17
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A Boa Vista SCPC chega à bolsa com uma oferta primária de 83,3 milhões de ações e emissão secundária de 71,3 milhões de ações. Poderá ser oferecido lote de ações suplementar de até 15% do total de ações (primário mais secundário), isto é, um lote de 23,2 milhões de ações, se houver forte demanda.

O preço por ação no centro da faixa indicativa foi fixado em R$ 12,20, que movimentaram  R$2,17 bilhões em recursos líquidos. Do total, 94% serão destinados para aquisições e 6% para novas iniciativas.

A oferta secundária será realizada somente pelos dois maiores sócios: ACSP e TMG. Em caso de diluição máxima, a maior acionista individual, a ACSP, será diluída de 51,96% para 28,06%.

No último balanço, o capital social era de R$ 202,1 milhões representado por 373,6 milhões de ações ordinárias, divididas da seguinte forma:  ACSP, 51,963%, TMG, 30,054%, Equifax, 14,171% e outros 3,812%.

Nas hipóteses de colocação mínima e máxima de ações, o free float será de
33,84% e 37,04%, respectivamente.

Faixa indicativa de preço: R$ 10,80 a R$ 13,60
Preço médio: R$ 12,20
Oferta primária: 83.333.333 ações
Oferta secundária: 71.316.851 ações
Opção de ações suplementares: até 23.197.527 ações
Ações adicionais: não há
Valor mínimo de reserva: R$ 3 mil (investidor não institucional)
Valor máximo de reserva: R$ 1 milhão (investidor não institucional).

Riscos

Por se tratar de uma companhia vinculada à gestão e análise de dados pessoais e confidenciais, existem riscos relacionados à incidentes de segurança cibernética, que podem levar a litígios significativos, multas regulatórias, perdas de clientes e danos à reputação da companhia.

Outro ponto relevante relacionado à gestão e análise de dados, após a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (“LGPD”), a companhia terá que cumprir diversas obrigações relacionadas não apenas à proteção dos dados pessoais, mas também das atividades de tratamento de dados, como: controle, armazenamento, processamento e anonimização deles.

Após a oferta, considerando a colocação das ações do lote suplementar, o acionista majoritário ACSP (Associação Comercial de São Paulo) passará a deter cerca de 30% do capital social da companhia. Assim, não haverá um acionista controlador e este fato incorre em dois riscos para a companhia:

Sai da direção o acionista controlador, que comandou a companhia até o momento, sem se ter ao certo quem tomará as decisões, abrindo possibilidade de desalinhamento entre os acionistas, além de dificultar a obtenção de quórum mínimo para certas limitações.

▪ Existem contratos financeiros, cujos termos preveem vencimento antecipado em caso de alteração no controle da companhia.

▪ Além dessas cláusulas de vencimento antecipado, existem também cláusulas de vencimento cruzado: o inadimplemento de obrigações, ou vencimento antecipado da dívida, poderá resultar no vencimento antecipado das demais dívidas da companhia.

Ainda referente ao campo de atuação, há o risco relacionado à propriedade intelectual. Embora os contratos assinados estipulem, em geral, que qualquer direito de propriedade intelectual desenvolvido como resultado do contrato pertencente à empresa, os contratos de trabalho assinados pelos funcionários não têm previsão nesse sentido com relação a programas de computador.

A Lei no 9.610/1998 (Lei do Software) dispõe que direitos sobre softwares desenvolvidos como resultado do contrato de trabalho pertencem ao empregador, evidenciando que o risco é baixo.

“Outro risco relevante é a concentração de clientes. No 1S20, 43,5% da receita líquida era proveniente dos 10 maiores clientes. Não existem garantias que tais contratos sejam renovados ou prorrogados. Sua concorrente Quod é controlada pelos maiores bancos do país, que é um risco relevante a ser acompanhado”, consideram os analistas da Suno.

Perspectivas

Segundo o Global Analytics Market (2018), o mercado mundial de análise de dados foi avaliado em US$ 108,31 bilhões em 2018, e se espera crescimento para US$ 214,2 bilhões até 2023 (CAGR = 14,61%).

Na América do Sul o mercado foi avaliado em US$ 6,1 bilhões em 2018, e se estima crescimento para US$ 12,23 bilhões até 2023.

O mercado brasileiro vem apresentando uma forte tendência de maior disponibilidade de crédito, fator que alavanca o segmento da companhia.
▪ Quedas sucessivas da SELIC desde 2016.
▪ Maior estabilidade da inflação.
▪ Crescimento esperado do PIB.
▪ Mercado ainda subpenetrado em relação à disponibilidade de
crédito no Brasil, quando comparado a outros países.

A estreia da Boa Vista na B3 acontece nesta quarta-feira (30)

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