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Taurus fica com lucro líquido de R$102,9 milhões no 1T20

Data de criação:

access_time 29/06/2020 - 20:21

Data de atualização:

access_time 29/06/2020 - 20:21
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A Taurus, uma das maiores fabricantes de armas do mundo, começou o ano de 2020 com os ânimos renovados pelos sólidos resultados de 2019 e pronta para seguir com a estratégia de sucesso baseada em processos robustos.

A empresa fechou o primeiro trimestre de 2020 com um resultado operacional que orgulha: aumento da receita, maior lucro bruto gerado exclusivamente pela operação de armas da história da Taurus, crescimento do Ebit e novo recorde do Ebitda.

A receita operacional líquida da companhia no primeiro trimestre de 2020 foi de 298 milhões de reais, alta de 18,3% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado. A empresa apresentou o melhor resultado em um trimestre no que se refere a lucro bruto, de R$ 102,9 milhões e alta de 11,8% em relação ao primeiro trimestre de 2019, e fluxo de caixa, com aumento do saldo de caixa e equivalentes em R$ 30,6 milhões, posição 85% superior à registrada no encerramento de 2019.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 45, 4 milhões, outro recorde histórico, montante 17,9% superior ao mesmo período do ano passado.

O resultado líquido, no primeiro trimestre de 2020, foi fortemente influenciado pelas despesas financeiras registradas em função da variação cambial apurada sobre a dívida da companhia, contratada majoritariamente em dólares, que onerou o resultado em R$ 195,4 milhões. Contudo, vale reforçar que o efeito registrado pela variação do real frente ao dólar norte-americano é contábil e não tem efeito caixa, a não ser nos respectivos vencimentos. O prejuízo deve ser compensado no próximo trimestre, quando a valorização do dólar refletirá no faturamento.

Com o intuito de assegurar maior segurança de caixa, neste momento de incerteza diante da pandemia de COVID-19, e garantir que não haja reconhecimento da variação cambial da dívida no caixa, o Conselho de Administração autorizou em 22 de junho a assinatura de Waiver junto ao Sindicato de Bancos, prorrogando o pagamento de parcela do principal da dívida com vencimento em 2020 até o dia 31 de agosto. Durante esse período, a Taurus fará a repactuação dos termos do contrato atual e no aditivo o montante de parcelas de principal a serem pagas será diluído no decorrer dos próximos meses.

“A assinatura do Waiver beneficia o caixa da companhia a curto prazo, deixando-o bem mais confortável nesse momento delicado com a pandemia do Covid-19, onde existem ameaças no mundo inteiro, e principalmente não obrigou a Taurus a vender os ativos que estão disponíveis nesse período em que o mercado está recessivo e que, certamente, seriam negociados a preços inferiores ao que valem. O fato dos bancos terem concordado com isso é mais um motivo que certifica que eles acreditam na atual gestão da companhia, que tem cumprido todos os seus compromissos em dia”, afirma Salesio Nuhs, presidente da Taurus.

Com um forte protocolo de prevenção ao Covid-19, a Taurus conseguiu manter as atividades industriais e comerciais sem grandes percalços, seguindo o sistema de qualidade integrada, do fornecedor até o consumidor final. A empresa produziu 263 mil armas no trimestre, volume superior ao realizado no trimestre anterior, e entregou as encomendas de seus clientes, com a venda de 367 mil armas, sendo 85% desse total nos Estados Unidos.

No mercado norte-americano, maior do mundo no setor e, portanto, também maior mercado da Taurus, a demanda por armas aumentou fortemente, como uma reação cultural da população desse país à situação de pandemia. E a empresa se preparou para acompanhar esse crescimento da demanda. A operação na nova fábrica no estado da Georgia e a mudança do CEO local, trouxe novo ânimo para a empresa, que já começa a mostrar mudanças positivas. Em maio, a Taurus transferiu do Brasil para essa unidade uma das linhas de montagem da pistola TS-9, acrescentando à produção da fábrica norte-americana 50 mil armas/ano.

As vendas continuam crescendo também no Brasil, ainda que seja um mercado menor do que o norte-americano. A partir de novembro de 2019, houve o aumento da demanda por parte de CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) e, especialmente, pelos calibres que eram restritos, como as pistolas 9mm, modelos que têm maior valor agregado. Comparado ao primeiro trimestre de 2019, a receita com a venda de armas no mercado doméstico aumentou em 52%. “Agora o consumidor brasileiro tem acesso à maioria dos produtos comercializados no mercado norte-americano pela Taurus”, afirma o presidente da companhia, Salesio Nuhs.

Já está em processo de liberação para o mercado nacional a pistola G3 9 mm, que foi apresentada ao mercado norte-americano no segundo semestre do ano passado com grande sucesso, tendo sido reconhecida pela conceituada revista especializada Guns & Ammo como a melhor compra de 2019 em sua categoria. O modelo deverá estar disponível para o consumidor brasileiro nos próximos meses.

Além disso, no dia 15 de junho, a Taurus teve o seu mais recente lançamento nos EUA: a pistola G3c, versão compacta dessa popular arma do segmento de defesa pessoal. Com a procura em alta no mercado norte-americano, algumas lojas esgotaram seus estoques do modelo no primeiro dia de vendas. Como referência, a pistola Taurus G2c, antecessora da G3c, é a pistola mais vendida nos EUA, com mais de dois milhões de unidades comercializadas no mundo.

Segundo Nuhs, a Taurus está se reinventando para consolidar sua posição como uma das maiores produtoras de armas do mundo. “Reforçamos nossa área de engenharia no Brasil e unificamos com a engenharia americana, isso dará mais agilidade ao desenvolvimento de novos produtos. Trabalhamos de forma ágil e contínua no desenvolvimento de produtos inovadores e com a melhor relação de custo benefício, com o objetivo de atender as demandas do consumidor. Transformamos a Taurus em uma empresa que está focada em projeto e processo que pensa no futuro, sempre atenta as mudanças do mercado. Os resultados operacionais positivos são resultado dessa transformação”, afirma.

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