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À beira de um ataque de nervos 

Data de criação:

access_time 21/05/2021 - 18:47

Data de atualização:

access_time 21/05/2021 - 21:47
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Como no filme de Almodóvar, os mercados no mundo estão à beira de um ataque de nervos. Qualquer notícia pode impulsionar ou derrubar os mercados, principalmente se forem referentes a inflação e/ou comportamento dos juros. Isso é suficiente para mexer com o câmbio, commodities, Bolsas e acelerar operações. Sem contar o que aconteceu durante a semana no segmento de criptomoedas. Aqui, ainda temos que agregar os problemas políticos, reformas que não andam e quadro fiscal deteriorado. Além disso, hoje foi a estreia da nova modelagem do vencimento de opções na B3, adicionando mais volatilidade.

Com isso, os mercados não adquirem maior consistência de tendência e muitas trocas de sinais. Vimos isso durante quase toda a semana, ainda que a agenda não fosse tão forte. Porém, tivemos muitas oscilações nos juros dos treasuries americanos e bund alemães, decorrentes de indicadores de atividade industrial, serviços e composto (juntando os dois) em diferentes países, e também nos EUA.

Logo cedo o presidente Xi Jinping, da China, disse que a prioridade era derrotar o covid-19 e restaurar o crescimento, sem politizar o vírus, adotar medidas macro responsáveis no G-20 e evitar nacionalismo com vacinas. O FMI disse que o plano é ter 40% da população mundial vacinada até o final do ano e que esse programa poderia custar US$ 50 bilhões, combinando subsídios e governo. A França anunciou o compartilhamento de 30 milhões de doses, o mesmo pela Alemanha e a União Europeia com 100 milhões de doses. Mario Draghi, primeiro-ministro italiano, disse que 85% da vacinação acontece em países ricos.

A China também anunciou bloqueio contra bitcoin para evitar riscos ao sistema financeiro. O mercado dessa moeda digital sofreu novo revés na sessão de hoje, com queda de mais de 10%. A presidente do BCE (BC europeu), Christine Lagarde, espera que o PIB volte ao nível pré-pandemia em 2022 e afirmou que o apoio monetário ainda é necessário para sustentar a recuperação econômica. Ela também acredita que a alta da inflação é temporária.

Aliás, ao longo do dia, vários foram os dirigentes do FED que discursaram, falando de inflação temporariamente em alta e com chance de voltar ao normal, descompasso no mercado de trabalho, necessidade de começar a debater as saídas da flexibilização monetária e deixaram investidores ainda mais nervosos. Ainda nos EUA, o PMI da atividade industrial de maio subiu forte para 70,1 pontos, de previsão de 64,3 pontos e o índice composto em patamar recorde de 68,1 pontos. Na zona do euro, a confiança do consumidor de maio subiu para -5,1 pontos, de previsão de -6,5 pontos.

Já o Grupo do G-7 cravou compromisso de acelerar a transição energética e emissão zero até 2050, criar emprego de boa qualidade na transição, eliminar subsídios para combustíveis fósseis até 2025. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 2,49%, com o barril cotado a US$ 63,48. O euro era transacionado em queda para US$ 1,218 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,618%, depois de muito oscilar. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas majoritariamente com om perdas na Bolsa de Chicago. Durante a madrugada em Qingdao, na China, o minério de ferro teve mais um dia de queda de 5,25%, com a tonelada cotada em US$ 200,72.

No segmento doméstico, a FGV anunciou que o indicador de clima econômico da América latina foi de 81,2 pontos no segundo trimestre e o Brasil com 82,2 pontos. O Relatório de Receitas e Despesas do segundo bimestre mostrou receitas totais estimadas para 2021 de R$ 1,75 trilhão e despesas de R$ 1,62 trilhão. Prevê espaço fiscal no teto de gastos de R$ 4,8 bilhões e a possibilidade de rever bloqueios. A meta fiscal ajustada é de déficit de R$ 316 bilhões e a decisão recente do STF sobre ICMS é risco fiscal para o país.

No mercado, com o dólar se fortalecendo no mercado internacional, aqui tivemos forte variação do câmbio ao longo do dia, e no encerramento mostrava +1,44% e cotado a R$ 5,353. Na B3, na sessão de 19/05, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 204,8 milhões, deixando o saldo acumulado de maio positivo em R$ 8,3 bilhões e o ano de 2021 com ingressos líquidos de R$ 27,45 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda de 0,02% na Bolsa de Londres, Paris com +0,68% e Frankfurt com +0,44%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,87% e 1,10%. No mercado americano, muitas oscilações também, com o Dow Jones fechando com +0,37% e Nasdaq com -0,48%. Na B3, em dia de nova modelagem do vencimento de opções, tivemos oscilações fortes das ações líderes, para fechar com -0,09% e índice em 122.592 pontos.

 

RESUMO DA SEMANA

IBOVESPA: +0,58%

DOW JONES: -0,50%

NASDAQ: +0,30%

DÓLAR: +1,55%

PETRÓLEO WTI: -2,40%

 

Bom final de semana!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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