Usamos cookies para segurança, melhor experiência e personalização de conteúdo de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Clique em "Configurar cookies" para gerenciar suas preferências.

X

Para "Aceitar", selecione os itens e clique no botão abaixo:

Conteúdo por:

Bacen reforça endurecimento

Data de criação:

access_time 26/01/2021 - 20:41

Data de atualização:

access_time 26/01/2021 - 23:41
format_align_left 5 minutos de leitura

Quer saber como investir?

Abra AGORA sua conta no banco digital dos investidores

QUERO ABRIR MINHA CONTA

Os investidores foram surpreendidos pelo endurecimento do Bacen na ata da última reunião que manteve a Selic em 2%, mas retirou a orientação futura (forward guidance), sobre expectativa dos juros. Na ata, ficou mais clara a postura de elevar juros, com muitas instituições projetando que isso possa acontecer em março, ou certamente em maio. Isso mexeu com todos os mercados especialmente juros e câmbio.

Apesar disso, o foco segue sendo a corrida entre o contágio de covid-19, e o processo vacinal no mundo e principalmente no Brasil. Na reunião virtual de Davos, falaram Merkel, Macron, Georgieva (FMI) e outros, e a temática foi covid-19 afetando a recuperação econômica global e a preocupação com a situação climática no mundo de forma indissociável.

Já o primeiro-ministro Boris Johnson lamentou que os óbitos na região ultrapassaram 100 mil pessoas e disse que a diminuição das restrições ocorrerá quando a situação melhorar. Disse já terem vacinado quase 7 milhões de pessoas.

No Reino Unido, a taxa de desemprego subiu para 5%, e pode acelerar nos próximos meses, segundo previsões até 7%. Já o FMI elevou sua projeção de PIB global em 2021 para 5,5% (anterior em 5,2%) e manteve estável a projeção para 2022 em 4,2%. Para o Brasil, também melhorou o crescimento para 3,6% (anterior em 2,8%), e para 2022 com 2,6% (de anterior em 2,3%).

Já o FMI declarou que devem ser tomadas ações agressivas de fiscalização do comércio com a China, e que a questão climática é fundamental para precificação dos ativos. Os EUA, agora de Biden, também deram declarações endurecendo as relações com a China. Lá, a confiança do consumidor do Conference Board de janeiro subiu para 89,3 pontos, de anterior em 87,1 pontos. Na Itália, Conte convocou seu gabinete de governo para anunciar renúncia.

A farmacêutica AstraZeneca disse não ter vacinas para vender ao setor privado. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,36%, com o barril cotado em US$ 52,58. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,216 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,03%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com altas na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado na China (Qingdao) com -2,42%, com a tonelada negociada em US$ 165,07.

Aqui, tivemos declarações de Bolsonaro e de Paulo Guedes em evento do Credit Suisse, reafirmando observância do teto de gastos e aceleração de privatização. Isso veio em resposta as últimas declarações sobre extensão de auxílio emergencial e a renúncia do presidente da Eletrobrás. Paulo Guedes disse que pode concordar com a extensão do auxílio emergencial desde que se cortem gastos. Paulo Guedes falou também em recuperação em “V” e expectativa de crescimento de até 5%, se tudo correr certo.

O IBGE anunciou o IPCA-15 de janeiro, previa da inflação oficial, com desaceleração para 0,78% (anterior em 1,06%) acumulando taxa em 12 meses de 4,30%. Alimentos e bebidas com expansão de 1,53%, com impacto de 0,32% no índice. O índice de difusão subiu para 73,8%, vindo de 63,2%. Já a ata do Copom falou em pouca previsibilidade da economia com a covid-19, recuperação desigual, que o término do auxílio pode reverter temporariamente a tendência de recuperação e que o regime fiscal não foi alterado. Falou em incertezas de retomada e dos gastos.

No mercado, dia de dólar oscilando muito e fechando em queda forte de 3,30% e cotado a R$ 5,327. Na Bovespa, na sessão de 21/1, os investidores estrangeiros voltaram a reforçar a alocação de recursos com R$ 1,31 bilhão, deixando o saldo acumulado em janeiro com ingressos líquidos de R$ 22,93 bilhões.

No mercado acionário, a Bolsa de Londres terminou com alta de 0,23%, Paris com +0,93% e Frankfurt com +1,66%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,86% e 1,15%. No mercado americano, o Dow Jones oscilando entre positivo e negativo e fechando com -0,07% e Nasdaq igual com -0,07%. Na Bovespa, dia de queda de 0,81% e índice em 116.433 pontos. Na máxima do dia, atingiu 119.167 pontos.

Na agenda lotada de amanhã teremos o IPC da Fipe da terceira quadrissemana de janeiro, a confiança do comércio, a nota do setor externo e de mercado aberto de dezembro, o relatório da dívida pública e fluxo cambial da semana anterior. Nos EUA, as encomendas de bens duráveis de dezembro, os estoques de petróleo e derivados, a decisão do FED sobre política monetária e coletiva de Jerome Powell.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

Pretende diversificar a
sua carteira
de investimentos?