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Bolsonaro e a Cúpula Climática

Data de criação:

access_time 22/04/2021 - 18:35

Data de atualização:

access_time 22/04/2021 - 21:35
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Hoje foi dia dos investidores no mundo ficarem atentos à Cúpula do Clima, convocada por Joe Biden, com pronunciamentos dos maiores líderes do planeta. Todos os países desenvolvidos disseram ser possível a meta de emissão neutra em 2050 e muitos foram agressivos em aumentar metas para o ano de 2030, como o próprio Biden querendo reduzir a emissão pela metade até lá.

O Japão pretende chegar em 2030 com redução de 46% das emissões, enquanto a Turquia alegou que outros países são diferentes e tem mais problemas para cortes, o mesmo acontecendo com a Índia. O Brasil chegou ainda mais isolado para a cúpula, mas o discurso de Bolsonaro foi na direção da carta enviada para Biden anteriormente, dizendo ter determinado neutralidade também para 2050, antecipando com isso a meta em 10 anos. Bolsonaro aproveitou para “passar o pires” dizendo que o Brasil precisaria de recursos para os serviços ambientais de preservar o bioma, que estava aberto para cooperação internacional e que seria fundamental contar com ajudas.

O secretário de Biden, John Kerry, disse que o discurso de Bolsonaro foi bom e surpreendeu, mas nosso diplomata, Rubens Barbosa, disse que o Brasil não receberá nenhum tostão enquanto não mostrar resultados. Enquanto isso, segue a pressão para que Ricardo Salles saia do ministério do Meio Ambiente, que hoje teve outra saída de executivo.

O dia foi de anúncio da decisão do BCE sobre política monetária, mantendo postura estável, o que significa taxa de depósito em -0,50%, refinanciamento zero e compra de ativos da pandemia (PEPP) de 1,85 trilhão de euros. Lagarde disse que vão aumentar a compra de ativos, mas com flexibilidade e isso vai durar enquanto necessário. Aparentemente, a decisão do banco central do Canadá de reduzir compras parece ponto fora da curva entre os bancos centrais desenvolvidos.

Já nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior encolheram 39 mil posições para 547 mil, quando o previsto era que ficasse em 603 mil. Já as vendas de imóveis usados de março caíram 3,7%, de previsto em -1,8%. Porém, o que mexeu bem com o mercado foi a intenção de Biden, de quase dobrar a tributação de ganhos de capital em bolsa dos mais ricos, falando em até 39,6%, mas ainda preservando quem ganha até US$ 400 mil /ano. Os mercados americanos inverteram tendência e a Bovespa acabou acompanhando na queda, mesmo considerando que os juros americanos mostraram  tendência de queda depois do leilão de títulos de cinco anos.

Na zona do euro a confiança do consumidor de abril subiu para -8,1 pontos, quando o previsto era ficar em -10,8 pontos. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,49%, com o barril cotado US$ 61,65. O euro era transacionado em queda para US$ 1,201 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,58. O ouro e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento positivo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro é que teve madrugada de queda em Qingdao, com -2,45% e tonelada em US$ 183,62.

No segmento local, já comentamos sobre a performance de Bolsonaro na cúpula do clima, mas aqui os investidores seguem temerosos sobre o quadro fiscal, com orçamento com “pedalas legais” para fugir do teto de gastos. O STF é que formou maioria para enviar as ações contra o ex-presidente Lula para a justiça do DF.

Já o Bacen anunciou que o fluxo cambial até 16/04 ficou positivo em IUS$ 747 milhões, com saídas pelo canal financeiro de US$ 660 milhões e entradas comerciais de US$ 1,41 bilhão. No ano o saldo é positivo em US$ 9,47 bilhões. A posição cambial líquida estava em US$ 274,5 bilhões.

No mercado, dia de dólar em queda de 1,73% e cotado a R$ 5,45., Na Bovespa, na sessão de 19/04, os investidores estrangeiros alocaram R$ 2,17 bilhões, deixando o saldo positivo de abril em R$ 7,05 bilhões e o ano também com ingressos líquidos de R$ 19,21 bilhões.

No mercado acionário, dia da Bolsa de Londres em alta de 0,62%, Paris com +0,91% e Frankfurt com +0,82%. Madri e Milão também com valorizações de respectivamente 1,54% e 0,88%. No mercado americano, dia de Dow Jones com -0,95% e Nasdaq com -0,94%. Na Bovespa, mercado com -0,58% e índice em 119.371 pontos.

Na agenda de amanhã teremos indicadores PMI da atividade do mês de abril para diferentes países.

Boa noite!

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