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Bom humor prevalece na B3

Data de criação:

access_time 07/06/2021 - 19:17

Data de atualização:

access_time 08/06/2021 - 12:55
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O bom humor dos investidores em relação ao Brasil reverteu a tendência de queda do mercado acionário, mexeu com o câmbio e até com os juros. Seguimos observando revisões positivas do PIB de 2021 e da taxa de câmbio no segmento local e, mais para o início da tarde, com declarações positivas do presidente da Câmara sobre as reformas administrativas, fiscal e até política. Também ajudou a performance dos mercados acionários na Europa em alta e novo recorde de pontuação do índice STOXX 600.

Logo cedo, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, falou sobre a transição da economia americana voltando para o nível pré-pandemia, acreditando que o pleno emprego será atingido em 2022 com o apoio fiscal, e o setor privado poderá dar boa ajuda para a economia pagando impostos justos. Já no Reino Unido, investidores com dúvidas sobre a retirada do lockdown, provocando queda da libra, mas depois em recuperação em relação ao dólar.

Na China, em guinada de tendência, o governo apertou a regulação das empresas locais de tecnologia. Na Alemanha, a queda das encomendas à indústria desacelerou os mercados por lá, mas o entendimento é que os próximos meses serão melhores. Já a Bosch abriu fábrica de semicondutores em meio à crise de falta de chips. Nos EUA, o volume de crédito ao consumidor expandiu US$ 18,6 bilhões, após previsão de US$ 20 bilhões.

Sobre a covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o G7 tem poder para fazer acontecer a vacinação de 70% da população global ainda em 2021. Registrou que foi a sexta semana de queda nos casos de infecção, mas América do Sul, África e Ásia-Pacífico ainda têm aumento no contágio. Já as ações da Biogen subiram mais de 60% no pregão da Nasdaq, depois do FDA (agência reguladora semelhante à Anvisa) ter liberado droga para tratamento contra o mal de Alzheimer.

No mercado internacional, dia de petróleo em queda desde a madrugada, com o óleo WTI, negociado em NY, em queda de 0,56%, com o barril cotado a US$ 69,23. O euro era transacionado em alta para US$ 1,22 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,57%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado em Qingdao, na China, teve dia de queda de 2,38%, com a tonelada negociada em US$ 202,42.

No segmento doméstico, a nova pesquisa semanal Focus do Bacen trouxe inflação em alta para 5,44% (anterior em 5,31%) em 2021 e para 2022 subindo para 3,70% (de 3,60%). A taxa Selic de 2021 permaneceu estabilizada em 5,75% e o PIB de 2021 subiu para 4,36%, de 3,96%. Dólar mantido em R$ 5,30 para o fim do ano e a produção industrial em alta de 6,10% em 2021 (anterior em 5,50%) e crescimento de 2,40% em 2022. Relação dívida/PIB caindo para 62,48% e déficit em conta-corrente de US$ 1,08 bilhão. O superávit da balança comercial, previsto para 2021, ficou estável em US$ 68 bilhões.

O superávit da balança comercial foi de US$ 2,42 bilhões na primeira semana de junho e o saldo acumulado do ano subiu para US$ 29,55 bilhões. Porém, o que mais mexeu com os mercados no início da tarde foram as declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira, sobre reformas. Disse que a semana será de instalação da reforma administrativa, e a reforma tributária será consenso com o Senado. Cobrou do Executivo o pacote completo da reforma tributária e avançar com os projetos. O governo deve prorrogar o auxílio emergencial por mais dois meses, o que representaria crédito extraordinário de R$ 12 bilhões.

A poupança registrou depósitos líquidos de R$ 72,6 milhões em maio. No mercado, dia de dólar em nova queda, com o CDS (credit default swap) do Brasil caindo para 162 pontos. O dólar terminou o dia com -0,03 e cotado a R$ 5,03. Na B3, na sessão de 02/06, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 2,07 bilhões, deixando o saldo de junho positivo em R$ 3,9 bilhões e o ano de 2021 com ingressos líquidos de R$ 35,3 milhões.

No mercado acionário, dia de alta da Bolsa de 0,12%, Paris com +0,43% e Frankfurt com -0,10%. Madri e Milão com altas de 0,87% e 0,99%, respectivamente. No mercado americano, o Dow Jones com -0,36% e Nasdaq com +0,49%. Na B3, dia de alta em reversão de tendência de 0,50% e índice já trincando os 131 mil pontos, fechando em 130.776 pontos. Ações de bancos em destaque, mineração e siderurgia em queda.

Na agenda de amanhã, teremos o IGP-DI de maio pela FGV, as vendas no varejo de abril e a produção de veículos em maio pela Anfavea. Nos EUA, a confiança do pequeno empresário de maio e o saldo da balança comercial de abril. Na China, durante a noite, teremos a inflação pelos preços ao consumidor (CPI) e atacado (PPI).

Boa noite!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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