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Começando junho com pé direito 

Data de criação:

access_time 01/06/2021 - 18:41

Data de atualização:

access_time 01/06/2021 - 21:41
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Depois de um mês de maio bem positivo e com valorização de 6,15%, junho vai começando na mesma toada, impulsionado por perspectivas econômicas mais forte que o projetado no plano global e também por aqui. Mas as incertezas persistem, o que significa dizer que vamos continuar com volatilidade alta nos mercados de risco.

No plano externo, ainda temos a expectativa da terceira onda da covid-19, com as novas variantes identificadas, e o espectro de inflação ascendente em países desenvolvidos, o que poderia provocar a antecipação de medidas pelos bancos centrais, como aumento dos juros e contração da liquidez. Já são cinco dirigentes do FED que falam em “tapering”, com o presidente do FED de Dallas Kaplan liderando esse grupo com posição mais dura.

A China elevou o compulsório para 7% (anterior em 5%) para depósitos em moeda estrangeira, sinalizando preocupação com a valorização do yuan. O Canadá anunciou que o PIB do primeiro trimestre cresceu 1,4%, e anualizado com expansão de 5,6%. Já o FMI, OMS, OMC e banco Mundial passaram a pedir aporte de US$ 50 bilhões para acelerar a vacinação, notadamente em países mais pobres. A OMS diz que a reunião do G-7, que acontece agora, é o momento ideal para fechar esse investimento.

A reunião da OPEP relatou que o acordo sobre a produção de petróleo teve um comprometimento de 114% e reafirmou o compromisso de estabilizar o mercado de petróleo. Também mantiveram inalterada a produção de óleo, uma vez que identificaram um crescimento na demanda.

Nos EUA, a semana é crítica para negociar o pacote de infraestrutura de Biden, e o presidente americano convidou a senadora republicana para negociar. A posição dos republicanos de negociar é encorajadora. Em termos de indicadores, tivemos a divulgação do PMI industrial de maio em alta para 62,1 pontos, em nível recorde; o ISM de Chicago também em alta, para 61,2 pontos (previsão era 60,5 pontos); e os investimentos em construção, esse em queda de 0,2% em abril, quando o esperado era alta de 0,5%.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 2,40% (chegou a subir quase 4,0%), com o barril cotado a US$ 67,91. O euro era transacionado perto da estabilidade em US$ 1,22 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,613%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com desempenho positivo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado em Qingdao, na China, teve mais um dia de forte alta de 4,95%, com a tonelada fechando em US$ 208,67.

No segmento doméstico, o IBGE divulgou o PIB do primeiro trimestre de 2021, com expansão de 1,2% em relação ao anterior, maior do que estava sendo previsto (0,7%), e contra igual trimestre de 2020 com +1,0%. O PIB industrial cresceu no trimestre 0,7%, serviços com +0,4% e a surpresa ficou por conta do PIB agropecuário, com expansão de 5,7%. A formação bruta de capital fixo também veio bem, com +4,6% e contra igual trimestre de 2020 com +17%, mas afetado por operações de repetro e bens de capital. O consumo das famílias encolheu 0,1% no trimestre e de governo com -0,8%. A taxa de investimento ficou em 19,4% — a maior desde 2014 — e a taxa de poupança em 20,6%.

Isso provocou imediata revisões do PIB estimado para 2021, não só por ter vindo maior que o previsto, mas também pelo carregamento do resto do ano. Já são muitas instituições projetando acima de 5% e até 6%. O saldo da balança comercial de maio mostrou superávit de US$ 9,29 bilhões, acumulando no ano superávit de US$ 27,5 bilhões. O ministro Paulo Guedes falou muito sobre a melhora da economia e reformas — dividendos devem ser tributado — e sobre o engessamento do orçamento em 95%, o que não deixa nada para ser repassado aos ministérios.

No mercado, dia de dólar com queda desde a abertura e fechando com -1,51%, cotado a R$ 5,146. Na B3, na sessão de 28/05, os investidores estrangeiros novamente alocaram recursos no montante de R$ 1,69 bilhão, deixando o saldo positivo de maio em R$ 12,5 bilhões e acumulando ingresso líquido no ano de R$ 31,7 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta da Bolsa de Londres de 0,82%, Paris com +0,66% e Frankfurt com +0,95%. Madri e Milão com altas mais modestas de respectivamente 0,45% e 0,60%. No mercado americano, dia de Dow Jones com +0,14% e Nasdaq com -0,09%. Na B3, novo recorde de pontuação em 128.363, e fechando com alta de 1,63%, com índice em 128.267 pontos.

Na agenda de amanhã teremos a produção industrial de abril, o IPC da Fipe de maio e o fluxo cambial da semana anterior. Nos EUA, dados do Livro Bege (síntese da economia), as vendas de veículos de maio e o PMI de serviços e composto de maio. Além disso, novos discursos de dirigentes do FED.

Boa noite!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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