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Dia ruim para os mercados de risco

Data de criação:

access_time 04/05/2021 - 17:55

Data de atualização:

access_time 04/05/2021 - 20:55
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A sessão de hoje acabou sendo negativa para quase todos os mercados de risco do mundo, por conta de indicadores não tão positivos anunciados e declarações de formadores de opinião, notadamente a secretária do Tesouro, Janet Yellen. Aqui, muita expectativa com o noticiário sobre reforma tributária, ministro Paulo Guedes no Congresso e CPI do covid-19. Fora isso, os resultados do trimestre para várias empresas não foram exatamente bem recebidos.

Nos EUA, o saldo da balança comercial americana em março mostrou déficit de US$ 74,4 bilhões crescendo 5,5%, fruto de exportações maiores em 6,6% e importação expandindo 6,3%. Ainda por lá, as encomendas à indústria cresceram 1,1%, quando o esperado era 1,3%, mas tempo que considerar que no mês de fevereiro foram alteradas para melhor.

Também tivemos o governo americano propondo coordenação ao grupo do G-7 para combater o poder econômico da China. Mas o que mexeu mais com o mercado foi a declaração de Janet Yellen dizendo que os juros podem ter que subir para que a economia não sobreaqueça. Yellen acrescentou que o déficit americano precisa ser gerenciável, mesmo em condições de juros baixos. Essa declaração se soma ao que disse o presidente do FED de Dalas Kaplan de que deveriam começar a discutir o programa de compras de bônus.

Mary Daly, do FED de São Francisco, declarou que a perspectiva da economia é otimista, mas que estão longe de superar a pandemia. No mercado internacional o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 1,355, com o barril cotado a US$ 65,36. O euro era transacionado em queda para US$ 1,20 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,573%, em queda. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas com comportamento positivo na Bolsa de Chicago.

No segmento local, o IBGE mostrou o IPP (preço do produtor) de março em desaceleração para 4,78%, vindo de anterior em 5,16%. No ano a elevação é de 14,09% e em 12 meses com 33,52%. Os preços na indústria de transformação subiram no período, 4,81%, e isso aconteceu em 23 de 24 atividades.

A Moody’s, uma das três maiores agências de classificação de risco do mundo disse que o PIB brasileiro mais fraco e novas exceções nos gastos afetarão o rating do país, afetando a credibilidade do mecanismo de teto de gastos e o papel de âncora fiscal, além de depreciar nossa moeda. Já o IIF (Institute of International Finance) disse que o orçamento aprovado torna a política fiscal um obstáculo. Aliás, sobre orçamento, parlamentares e a ala política do governo articulam derrubar vetos parciais, o que abriria espaço para gastança, mas falam em área habitacional e outras obras.

O ex-ministro Mandetta compareceu na CPI do covid-19, e o ex-ministro Pazuello tenta adiar arguição alegando motivos de saúde. Já Paulo Guedes, falou no Congresso sobre a possibilidade de ter apoio político para a reforma administrativa e a tributária terá que atacar os subsídios. Paulo Guedes fez um meio desabafo sobre suas declarações mal interpretadas e sua permanência no governo, além de seus planos liberais adiados em tempo de guerra.

No mercado, dia de dólar oscilando bastante com abertura em forte alta, para depois ir ajustando em queda. No final, dólar fechando em +0,30% e cotado a R$ 5,43. Na Bovespa, na última sessão de abril os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 113,5 milhões, fechando o mês de abril com ingresso líquido de R$ 7,02 bilhões e o ano de 2021 também positivo em R$ 19,2 bilhões.

No mercado acionário, Bolsas europeias em queda. Londres na volta do feriado encerrou com -0,79, Paris com -1,07% e Frankfurt com -2,52%. Madri e Milão com perdas de respectivamente -0,91% e -1,90%. No mercado americano, faltando ainda cerca de meia hora para encerramento, o Dow Jones com -0,29% e Nasdaq com -2,34%. Na Bovespa, na mesma condição de mercado, dia de queda de 1,30% e índice em 117.663 pontos. Destaque positivo para as ações de Vale.

Na agenda de amanhã teremos o IBGE anunciando a produção industrial de março, o IC-BR das commodities de abril e o fluxo cambial do mês encerrado. O Copom decide sobre política monetária e deve elevar a Selic em 0,75% para 3,50%e ser mais duro nas colocações.

Nos EUA, teremos o índice PMI de serviços de abril, a pesquisa ADP sobre criação de vagas no setor privado em abril (antecede o payroll), os estoques de petróleo e derivados na semana anterior e vários discursos de dirigentes do FED.

Boa noite!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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