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Direção incerta

Data de criação:

access_time 25/03/2021 - 18:46

Data de atualização:

access_time 25/03/2021 - 21:46
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O mercado de risco no mundo começou com direção incerta desde a madrugada na Ásia. Amanheceu, e essa tendência permaneceu nos principais mercados da Europa, nos EUA, na Bovespa e no câmbio. Tivemos muitas trocas de sinais ao longo do dia, indicando rotação de ativos e investidores indecisos, entre seguir com risco e proteção. Aqui, ainda com maior razão, mas o dia aparentemente foi mais tranquilo que os anteriores.

Nos EUA, o presidente do FED, Jerome Powell, voltou a falar pelo terceiro dia seguido, dizendo que a dívida americana não é sustentável, mas a trajetória é, e a economia ainda precisa de estímulos. Projetou que o ano de 2021 será melhor em função do estímulo fiscal e da vacinação massiva da população. Aliás, Biden declarou que com o estímulo fiscal, as projeções de crescimento em 2021 passaram para mais de 6% e aproveitou para dobrar a meta de vacina para 200 milhões de pessoas em 100 dias. Disse ter sido possível aprovar o pacote de estímulos sem os republicanos e se prepara para novas frentes, que deseja que seja bipartidária.

Já o vice-presidente do FED, Richard Clarida, constatou que o mercado de trabalho melhorou, mas que 6,2% de desemprego é alto, e voltou a repetir o mantra que a inflação é transitória. Sobre isso, Charles Evans, do FED Chicago, disse que a inflação pode ficar acima de 2% por um bom tempo e só espera alta de juros próxima de 2024.

Ainda nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior encolheram 97 mil posições para 684 mil, quando o previsto era 735 mil. A terceira leitura do PIB do quarto trimestre mostrou taxa anualizada de 4,3%, era esperado 4,1%. A inflação pelo PCE (Deflator de Preços do Consumo) na mesma base atingiu 1,5%, com núcleo em 1,3%.

O BCE (BC europeu) constatou que os juros nominais mais altos não foram acompanhados pelos juros reais. No mercado internacional, o petróleo WTI teve mais um dia de queda forte e era negociado em NY com queda de 4,59%, com o barril cotado a US$ 58,40, mas esteve mais baixo. O euro era transacionado com queda de 0,29% e cotado a US$ 1,177, e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,63% e grande volatilidade. O ouro e a prata com quedas até modestas e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado em Qingdao, na China, registrou queda de 0,95%, e com a tonelada em US$ 159,85.

No segmento doméstico, tivemos a divulgação do RTI (Relatório Trimestral de Inflação), com previsão de queda para o PIB de 2021 para +3,6% (anterior em +3,8%), mas ainda pode encolher mais. No comentário de abertura, passamos alguns dados apresentados, mas o importante é que veio em sintonia com o comunicado e ata do Copom, deixando claro que existe preocupação com a inflação, gastos públicos e introduzindo a possibilidade de alta maior que a esperada de 0,75%, e dependendo do que aconteça, podendo chegar até 1,25%. Algumas previsões já beiram 6% no final do ano.

Reforçando isso, tivemos o IPCA-15 de março, prévia da inflação oficial, com +0,93%, (anterior em 0,48%), acumulando no ano a inflação de 2,21% e, em 12 meses, de 5,52%. Foi a maior taxa para o mês desde 2015 e se mostrou espalhada. Assim, a gasolina não foi a vilã isolada.

A CMO (Comissão Mista do Orçamento) aprovou o texto do relator e encaminhou para plenária que pode acontecer ainda hoje. O relator retirou R$ 26,5 bilhões de gastos da Previdência e abono para ampliar emendas parlamentares. Paulo Guedes e Roberto Campos Neto falaram ao longo do dia, dizendo ter um protocolo a ser seguido com a segunda onda da covid-19.

Falou novamente em tributar dividendos, e com orçamento aprovado, pode acelerar a economia com antecipação de recursos e benefícios de pensionistas. Paulo Guedes disse que com vacinação massiva, a situação pode mudar muito depois de 60 dias. Isso ajudou na recuperação dos mercados, junto com o leilão de linha de dólar, de US$ 3 bilhões e rolagem de swap.

No mercado, dia de dólar oscilando bastante para encerrar com +0,55% e cotado a R$ 5,67. Na Bovespa, na sessão de 23/3 os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 249,8 milhões, deixando o saldo do mês de março negativo em R$ 2,1 bilhões e ingresso líquido em 2021 de R$ 14,7 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda da Bolsa de Londres de 0,57%, Paris com +0,09% e Frankfurt com +0,08%. Madri em queda de 0,41% e Milão com alta de 0,04%. No mercado americano o Dow Jones com +0,62% e Nasdaq com +0,12%. Na Bovespa, dia de +1,50% e índice em 113.749 pontos, bem ajudada pela melhora do mercado americano.

Na agenda de amanhã teremos a nota do setor externo de fevereiro, com conta-corrente e IDP. Nos EUA, o saldo da balança comercial de fevereiro, renda, gasto pessoal, deflator de preços e PCE de fevereiro. Sairá também a confiança do consumidor de Michigan de março.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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