Usamos cookies para segurança, melhor experiência e personalização de conteúdo de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Clique em "Configurar cookies" para gerenciar suas preferências.

X

Para "Aceitar", selecione os itens e clique no botão abaixo:

Conteúdo por:

Estava tudo bem encaminhado

Data de criação:

access_time 02/02/2021 - 19:50

Data de atualização:

access_time 02/02/2021 - 22:50
format_align_left 5 minutos de leitura

Quer saber como investir?

Abra AGORA sua conta no banco digital dos investidores

QUERO ABRIR MINHA CONTA

Tudo parecia bem encaminhado para os mercados de risco em boa alta na sessão de hoje, e isso efetivamente aconteceu com os mercados da Europa e também dos EUA. Aqui, investidores trabalharam em cima de outras considerações, o mercado abriu com boa alta, mas foi perdendo tração ao longo do dia.

O PIB da zona do euro e da Itália em contração no quarto trimestre abriu espaço para considerações de recessão no grupo e na Itália, complicada pela formação de novo governo de coalizão. Já nos EUA, o presidente regional do FED de Atlanta, voltou a falar sobre ser essencial a vacinação maciça para recuperação da economia e disse que o comitê de política monetária já está discutindo o momento de normalização, mas que ainda é preciso oferecer máximo suporte para as famílias.

Nos EUA, um outro dado importante sobre a covid-19. O número de vacinados já supera a quantidade de infectados. Ainda por lá, e com respeito as especulações com ações da GameStop, hoje as ações registravam forte queda de mais de 20%.

No mercado internacional, prejuízo da ExxonMobil no quarto trimestre de US$ 20,1 bilhões. No mercado, o dia foi de petróleo em alta desde a madrugada e na parte da tarde subia 2,30% no WTI em NY, com o barril cotado a US$ 54,78 (vazou os US$ 55). O euro era transacionado em queda para US$ 1,20 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,08%. O ouro em queda e a prata perdendo mais de 10% na Comex. Commodities agrícolas em queda na Bolsa de Chicago. O minério de ferro também teve dia de queda em Qingdao na China, em queda de 4,63% e com a tonelada cotada em US$ 149,80. Já deve conter um pouco de efeito do longo feriado de meados de fevereiro, do Ano Novo Chinês.

No segmento doméstico, o dia foi de avaliação e análise dos possíveis impactos das eleições no Congresso Nacional. Os candidatos apoiados por Bolsonaro ganharam fácil, mas agora o governo tem como cobrar, e não tem mais “desculpa” de jogar os insucessos na conta de Rodrigo Maia. Mas seguimos acreditando que ainda estamos longe de uma harmonia. O quadro fiscal é grave e a necessidade de acolher necessitados é enorme com a vacinação atrasada e contágio forte pela covid-19. Além disso, crescem as vozes a favor de extensão do auxílio emergencial e dependendo de como, pode agravar bastante o quadro de déficit fiscal.

Tanto isso é verdade que o IIF (Institute of International Finance) divulgou que os déficits fiscais em emergentes foram grandes e vão demorar a sarar. Segundo o IIF, o Brasil é que tem o maior risco de refinanciar suas dívidas, dado o ajuste fiscal difícil e amortizações altas no ano. Aliás, já tínhamos alertado para o encurtamento do prazo de vencimento da dívida para baixo de 4 anos e larga concentração no primeiro quadrimestre e ano, chegando a R$ 1,2 trilhão em 2021.

O IBGE divulgou a produção industrial de dezembro com alta de 0,9% e +8,2% sobre igual período de 2019. Veio no teto das previsões, mas a base de comparação é fraca e houve recomposição de estoques.

Destaque positivo para bens de capital com expansão entre os meses de dezembro de 35,4% e negativo para alimentos, onde a inflação parece ter exercido efeito. Mas é fato que nos últimos oito meses, a produção cresceu 41,8%. Mas o primeiro trimestre segue sendo complicado, notadamente se não tivermos a prorrogação do auxílio.

No mercado, dia de dólar em queda de 1,74% no encerramento e cotado a R$ 5,355. No segmento Bovespa, da B3, na sessão de 29/1 e fechando o mês de janeiro, os investidores estrangeiros voltaram a sacar recursos no montante de R$ 412,1 milhões, mas encerrando o mês com saldo positivo líquido de R$ 23,56 bilhões, excepcional.

No mercado acionário, dia de alta da Bolsa de Londres de 0,78%, Paris com +1,86% e Frankfurt com +1,56%. Madri e Milão também com valorizações de respectivamente 1,96% e 1,11%. No mercado americano, dia de Dow Jones em alta de 1,57% e Nasdaq com +1,56%.

Na Bovespa, mercado oscilou bastante e fechou com +0,61% e índice em 118.238 pontos, mas na máxima do dia, voltou a 119.805 pontos.
Na agenda de amanhã teremos o fluxo cambial de janeiro pelo Bacen, o IPC da Fipe de janeiro e o IC-Br. Nos EUA, os estoques de petróleo pelo departamento de energia na semana anterior e diversos discursos de dirigentes do FED. Além disso, sai indicadores PMI da atividade de serviços e composto para diferentes países.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

Pretende diversificar a
sua carteira
de investimentos?