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Investidores seguem preocupados com inflação

Data de criação:

access_time 13/05/2021 - 18:26

Data de atualização:

access_time 13/05/2021 - 21:26
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A sessão de hoje começou tensa, com investidores aguardando a divulgação da inflação medida pelo PPI (atacado), nos EUA, e outros indicadores. No conjunto acabou sendo positiva, mas ainda sem mostrar tendência mais definitiva. Com safra de resultados do primeiro trimestre chegando ao fim em 15/05, o dia foi marcado pela divulgação maciça de lucros no segmento local, provocando boa rotação de ativos. No geral, como esperado, foram mais para positivos.

Porém, o que segue preocupando os investidores em todo o mundo é mesmo a inflação, o que ela poderia provocar em termos de elevação dos juros e outras medidas pelos bancos centrais. O IIF (Institute of Internacional Finance) divulgou hoje que a dívida global total no primeiro trimestre caiu US$ 1,7 trilhão, para US$ 289 trilhões, sendo que nos emergentes subiu US$ 11 trilhões, para US$ 86 trilhões. No conjunto, cresceu para 60% do PIB global, vindo de 52%. Brasil e Argentina dentre os emergentes foram os únicos que reduziram endividamento. Segundo ainda o IIF, problemas severos na cadeia de produção do setor industrial afetam os EUA, e a inflação em alta não parece de curto prazo.

O BIS (Bank of International Settlements – BC dos BCs) registra que desde a grande recessão de 2008 ocorreram mudanças expressivas no fluxo de capitais global. Certamente a maior preocupação está em aumentos de juros, cotejados com a capacidade de pagamento de países e empresas.

Nos EUA, circularam comentários que a empresa Colonial pagou a hackers, resgate pelo ataque criminoso ao duto da costa leste. O presidente Biden disse que as operações estão voltando para a capacidade total, mas pode haver alguma influência da escassez sobre os preços. A inflação americana medida pelo PPI de abril veio também alta em 0,6% (previsão era +0,3%), e núcleo em +0,7% (previsão +0,4%). Já os pedidos de auxílio-desemprego encolheram 34 mil posições para 473 mil, de esperados 500 mil pedidos.

Mas sobre inflação, Tom Barkin, do FED de Richmond, disse que a expectativa de empresários e consumidores não indica persistência de alta, repetindo os discursos recorrentes da semana. O BCE (BC europeu) fala em retomada real da economia, mas com grande incerteza e a China apoia a discussão sobre quebra de patentes de vacina contra a covid-19.

No mercado internacional, dia de forte queda do petróleo WTI, negociado em NY, atingido queda de mais de 4%, para fechar em -3,51%, com o barril cotado a US$ 63,76. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,208 e notes americanos ajudando os mercados com juros em queda para 1,655%. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas mostrando fortes quedas na Bolsa de Chicago.

No segmento local tivemos a divulgação do IBC-Br de março, uma prévia do PIB, em queda de 1,59%, mas crescendo 6,26% contra igual período de 2020. No trimestre mostrou expansão de 2,27% e em 12 meses quedas 3,37%. Os números indicaram economia mais forte que a suposta e provocaram revisões do PIB do primeiro trimestre e de 2021. Agora as previsões para o ano se situam pouco acima de 4% pelo maior carrego incorporado, mas com grande variância.

Como comentado, a safra de balanços do trimestre mostrou resultados mais sólidos na maioria das empresas, mas ainda resta a Petrobras depois de pregão encerrado. A CCJ é que adiou a leitura do parecer do relator da reforma administrativa para 17/05 e a CNI (Confederação da Indústria) e demais entidades representativas lançaram manifesto por reforma tributária ampla. O STF retomou hoje o julgamento sobre o alcance da exclusão do OICMS da base de cálculo do PIS/COFINS.

No mercado local, o dólar oscilou novamente bastante ao sabor dos dados nos EUA, para fechar com +0,15% e cotado a R$ 5,31. Na B3, na sessão de 11/05, os investidores estrangeiros voltaram a aplicar recursos no montante de R$ 605,4 milhões, deixando o saldo positivo de maio em R$ 5,49 bilhões e o ano de 2021 com ingresso líquido de R$ 24,7 bilhões.

No mercado acionário, dia de Bolsa de Londres com queda de 0,59%, Paris com +0,14% e Frankfurt com +0,33%. Madri com queda de 0,46% e Milão com +0,14%. No mercado americano, o Dow Jones em alta de +1,29% e Nasdaq com +0,72%. Na B3, dia de muitas oscilações no campo positivo e troca de ativos, para encerrar com alta de 0,82% e índice em 120.705 pontos. Exportadoras tiveram dia de queda.

A agenda de amanhã não contempla nenhum indicador com capacidade de mexer com os mercados, mas nos EUA teremos as vendas no varejo e produção industrial de abril, os preços dos importados de abril e a confiança do consumidor de Michigan de maio, além de discursos do FED.

Boa Noite!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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