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Mais um dia de volatilidade nos mercados

Data de criação:

access_time 26/02/2021 - 19:40

Data de atualização:

access_time 26/02/2021 - 23:03
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O último pregão do mês de fevereiro foi marcado por muita volatilidade, seguindo o comportamento de toda a semana: Bovespa oscilando muito junto com as principais ações, dólar exigindo nova intervenção do Bacen, com vendas à vista, e juros também estressados. Tudo isso foi válido também para outros mercados do mundo, começando pelas Bolsas asiáticas e europeias, e passando ainda pelos mercados americano e daqui.

No exterior, o tema foi ainda a rápida expansão dos juros nos títulos de mais longo prazo, acima de 1,50%, mas também a expectativas de definição com relação ao pacote fiscal de estímulos, novamente necessário pela desaceleração da economia e desemprego nas classes de mais baixa renda. Aqui, muito estresse com a intervenção de Bolsonaro na Petrobras, que feriu os mercados durante toda semana, mas também por conta das indefinições sobre a PEC emergencial e contrapartidas, além da possibilidade de retirada do piso de gastos para educação e saúde.

No exterior, a Índia anunciou PIB em alta de 0,4% anualizada para o último trimestre de 2020, enquanto assessor do PBOC (BC chinês) disse que a economia pode crescer até 9% em 2021. O BOJ (BC japonês) entrou no mercado comprando ETFs depois da queda do dia da Bolsa, e essa foi a primeira atuação no mês. O BoE (BC inglês) declarou que se a infecção pela covid-19 for longa, os estímulos dados podem levar a inflação à meta. Caso não, pode haver dificuldade em controlar a inflação.

Nos EUA, os gastos com consumo expandiram 2,4% em janeiro, de previsão de +2,5%, a renda pessoal subiu 10% (previsão de 9,5%) e o deflator de preços do consumo com alta de 0,3%. O ISM de Chicago de fevereiro caiu para 59,5 pontos, vindo de anterior em 63,8 pontos. Já a confiança do consumidor de Michigan caiu para 76,8 pontos. O Banco Mundial diagnosticou vacinação lenta em países emergentes e disse ser preciso identificar países com dívidas insustentáveis para prover ajuda.

No mercado internacional, dia de petróleo em queda de 2,52%, com o barril em US$ 61,93, depois de o WTI negociado em NY ter atingido ontem a maior cotação em 21 meses. O euro também cedia forte em US$ 1,208 e notes americanos atingiram 1,52%, e depois em 1,46%. O ouro e a prata com perdas expressivas na Comex e commodities agrícolas com quedas na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado em Qingdao na China com alta de 0,88%, com a tonelada transacionada em US$ 175,78. Minério em alta e resultado bom da Vale não foram suficientes para manter a alta da ação no pregão de hoje.

No segmento local, o IBGE divulgou dados da PNAD contínua do trimestre encerrado em dezembro, mostrando desemprego em 13,9%, população desocupada de 13,8 milhões, ocupada com 86,18 milhões, com carteira assinada 29,9 milhões. Segundo a PNAD, faltou trabalho para 32 milhões de pessoas e a taxa de informalidade subiu para 39,5%, significando 34,0 milhões de pessoas. Já o Bacen anotou que a dívida líquida do setor público em janeiro atingiu 61,6% do PIB, e a bruta em 89,7%, de anterior em 88,2%. O déficit primário em 12 meses chega a R$ 700,8 bilhões e o déficit nominal em R$ 1,02 trilhão.

O ministro Paulo Guedes, falando no G-20, disse perseguir a agenda de reformas estruturantes e defende a recuperação econômica inclusiva, verde e digital. Já o relator da PEC emergencial retirou o fim do piso de gastos para educação e saúde, mas a PEC só deve ser votada na próxima semana. Apesar disso, os investidores seguiram reagindo mal. Também tivemos sinais de que o presidente do Banco do Brasil pode deixar o cargo, depois de desavenças recentes com Bolsonaro.

O dólar esbarrou novamente na cotação de R$ 5,61, obrigando o Bacen a realizar dois leilões no montante de US$ 1,54 bilhão, enquanto a PTAX de fevereiro fechou em R$ 5,53. No encerramento do dia, o dólar valia R$ 5,605, em alta de 1,66%. Na Bovespa, na sessão de 24/02, os investidores estrangeiros retiraram recursos de R$ 251,3 milhões, deixando fevereiro negativo em R$ 4,90 bilhões e o ano ainda positivo em R$ 18,7 bilhões.

No mercado acionário a Bolsa de Londres fechou em queda de 2,53%, Paris com -1,39% e Frankfurt com -0,67%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 1,32% e 0,93%. No mercado americano dia de Dow Jones com -1,51% e Nasdaq com +0,56%. Na Bovespa dia de queda de 1,98% e índice em 110.035 pontos.

No mês de fevereiro a Bovespa terminou com queda de 4,34% e, no ano, acumula -7,55%

 

Boa noite e bom final de semana!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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