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Mercados ainda realizam

Data de criação:

access_time 30/04/2021 - 19:06

Data de atualização:

access_time 30/04/2021 - 22:06
format_align_left 5 minutos de leitura

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A semana foi completamente intensa em termos de agenda, seja no que tange a dados de conjuntura, mas também com a continuidade da safra de balanços. Claramente isso acaba provocando ajustes de posições, algumas realizações de lucros e rotação de ativos. O mercado americano, mesmo com a divulgação de dados de conjuntura positivos e tranquilidade manifesta do FED, e de seu presidente, acabou oscilando um pouco e travando a performance de outros mercados. Não bastasse isso, aqui, os investidores ainda estavam estressados com o quadro fiscal, crise política, contaminação elevada e mortes pelo covid-19. Esses fatores acabaram dando o tom.

Logo cedo tivemos a divulgação de PIB em diferentes países para o primeiro trimestre de 2021, mostrando a zona do euro em segunda recessão em um ano, Itália na mesma direção e a Alemanha com forte contração de 1,7%. Pouco mais tarde saiu o PIB do México com expansão de 0,4% no primeiro trimestre e o da Espanha com -0,5%.

Nos EUA, a renda pessoal cresceu 21,1%, enquanto o gasto com consumo subiu 4,2% em março. A inflação medida pelo deflator de consumo PCE de março subiu 0,5% e núcleo +0,4%. Ainda lá, o ISM da atividade de Chicago expandiu até 72,1 pontos em abril, quando o previsto eram 65. O mesmo aconteceu com a confiança do consumidor de Michigan de abril em alta para 88,3 pontos, de previsão de ficar em 87,4.

Mas Kaplan, do FED de Dallas, começou voz discordante dizendo ser apropriado começar a discutir ajustes na compra de bônus. O FED também disse estar monitorando o risco dos bancos, mas até aqui a posição de capital e liquidez se mostra robusta. Os EUA também noticiaram que a média móvel da semana, o covid-19 mostrou queda nos casos de infecção de 16,2% e em óbitos de 8,2%. Na China, o Politburo identifica recuperação desigual e vai fortalecer a economia real.

A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) registrou que o fluxo global de IED (investimento externo direto) em 2020 encolheu 38%, para US$ 846 bilhões. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 2,09% (esteve pior), com o barril cotado a 63,65. O euro tinha queda forte para US$ 1,20 e notes americanos de 10 anos também com boa queda dos juros para 1,625%. O ouro em alta e a prata com queda na Comex e commodities agrícolas com leve viés de alta. O minério de ferro teve mais um dia de queda em Qingdao, na China, de 1,44%, com a tonelada em US$ 188,85.

No segmento local, começa a vingar a orientação de fatiar a reforma fiscal, com essa ideia confirmada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, confirmando ao mesmo tempo, em que diz que receberá o relatório da reforma na próxima segunda-feira.

O IBGE divulgou dados da PNAD contínua do trimestre encerrado em fevereiro, com a taxa de desemprego em 14,4%. A população desocupada cresceu para 14,4 milhões, a população inativa em 76,4 milhões e a ocupada em 85,9 milhões. Os desalentados somavam 5,9 milhões de pessoas e o emprego com carteira assinada caiu para 29,7 milhões. A taxa de informalidade atingiu 39,6%.

Já o Bacen, anunciou que a dívida pública bruta de março atingiu 89,1% do PIB e a líquida em 61,3%. O superávit de março foi de R$ 4,98 bilhões, e no ano atingiu R$ 51,6 bilhões. O déficit nominal no ano é de R$ 67,6 bilhões e em 12 meses chegou a R$ 973 bilhões, descendo da casa de trilhão de reais dos últimos três meses. Em abril devemos voltar a ter déficit e os números de março da dívida foram afetados pela devolução de recursos pelo BNDES e pelo câmbio. O leilão de blocos de concessão da Cedae foi bem-sucedido com R$ 22 bilhões arrecadados, mas sem ofertas para o bloco 3.

No mercado, dia de dólar em fechamento de mês, com a PTAX terminando em R$ 5,404 e dólar à vista com encerramento de +1,79% e cotado a R$ 5,43. Na Bovespa, na sessão de 28/04, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 575 milhões, deixando o saldo de abril positivo em 7,4 bilhões e o ano de 2021 com ingressos líquidos de R$ 16,56 bilhões.

No mercado acionário, a Bolsa de Londres ainda fechou em alta de 0,12%, Paris com -0,53% e Frankfurt com -0,12%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 0,09% e 0,56%. No mercado americano, dia de Dow Jones com -0,54% e Nasdaq com -0,85%. Na Bovespa, dia de mercado em queda de 0,98% e índice em 118.893 pontos, sendo possível observar rebalanceamento de carteiras pela mudança de ponderação dos índices.

RESUMO DA SEMANA
IBOVESPA -1,35% ABRIL +1,93% 2021 -0,10%
DOW JONES -0,49%
NASDAQ -0,38%
DÓLAR -1,27%
PETRÓLEO WTI +2,28%

Bom final de semana!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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