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Notícias pouco alvissareiras

Data de criação:

access_time 17/03/2021 - 18:35

Data de atualização:

access_time 17/03/2021 - 21:47
format_align_left 5 minutos de leitura

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As notícias no segmento local são pouco alvissareiras para tentarmos ser polidos. O que é pior, não são novas. PIB de 2021 mostrando desaceleração, inflação juros e câmbio em alta, dívida interna crescendo (e crescerá mais com Selic em alta e prêmio de risco), recorde de óbitos e infecção por covid-19, novo ministro da Saúde, novas armadilhas por recursos no Congresso Nacional, e presidente que não acerta o discurso.

Tudo isso junto, faz com que o Brasil vá deixando de ser prioritário na absorção de investimentos, com orçamento quase que totalmente engessado, e sem espaço para iniciar investimentos. O governo tenta manter o ânimo acenando com privatizações e capitalizações, mas o processo será longo e pode já não ser tão atraente. No meio de tudo isso, o mercado ainda admite algum ânimo, fundado na enorme liquidez internacional, em empresas exportadoras de commodities e dólar alto que torna alguns ativos ainda atraentes.

Hoje investidores no mundo esperaram a decisão do FED sobre política monetária e principalmente a coletiva posterior de Jerome Powell, para melhor definir aplicações e rotatividade de ativos. Mas também tiveram que reverberar sanções impostas pelos EUA para 24 autoridades de Hong Kong e Biden chamando Putin de assassino e dizendo que a Rússia pagará pela interferência, falando em restrições de exportações para impedir acesso a tecnologias sensíveis, que podem ter outros usos.

No Japão, as exportações caíram pela primeira vez depois de três meses em alta em fevereiro, com -4,5% e as exportações para os EUA declinaram 14%. Na Alemanha, a previsão do PIB de 2021 encolheu para 3,1%, de anterior em 3,7%. A União Europeia vê terceira onda de contágio começando e quer ter vacinado 70% dos adultos até o final do verão.

Voltando aos EUA, a construção de novas residências de fevereiro caiu 10,3% e novas permissões também com contração de 10,8%. Mas o dado mais esperado foi mesmo a decisão do FED com políticas mantidas por unanimidade, o que significa juros entre zero e 0,25%, taxa de desconto em 0,25% e taxa sobre excesso de reservas de 0,10%. Como esperado, elevou o PIB projetado de 2021 para 6,5% (anterior em 4,2% e 2020 para 3,3%). A inflação de 2021 subindo para 2,4% (de 1,8%) e 2022 com 2%. Vai seguir comprando pelo menos US$ bilhões em treasuries por mês e ativos totais com US$ 120 bilhões.

O comunicado veio sem surpresas, mas os investidores passaram a aguardar a coletiva de Jerome Powell. Powell também não trouxe nenhuma novidade importante, reforçando seu discurso suave sobre a política econômica ser apropriada para incertezas e mantendo juros enquanto as metas de inflação e emprego não forem atingidas, ainda sem fixar parâmetros, mas dizendo que será anunciado com antecedência.

No mercado internacional, o petróleo reagiu com melhora depois da decisão anunciada e o WTI negociado em NY mostrava ainda queda de 0,23% com o barril cotado a US$ 64,65. O euro era transacionado em alta para US$ 1,197 e notes americanos reagiram com desaceleração, mas o de 10 anos com taxa de 1,666%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com quedas na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado em Qingdao registrou retração de 0,08%, com a tonelada em US$ 166,19.

No ambiente doméstico, a Câmara vota para derrubar veto e anular dívidas das igrejas e o novo ministro da Saúde, Queiroga, diz que vai reduzir óbitos com distanciamento e melhores serviços hospitalares. Paulo Guedes também discute com relator na CCJ sobre cronograma da reforma administrativa. O Congresso manteve os vetos do marco de saneamento. Foi anunciado também redução de 10% de imposto de importações de eletrônicos e bens, barateando máquinas e equipamentos e dando acesso a novas tecnologias e insumos.

A área de economia também falou bastante ao longo do dia, versando sobre recuperação consistente da economia, mesmo com acirramento da pandemia. O Bacen anunciou que o fluxo cambial de março até 12/3 foi positivo em US$ 1,03 bilhão, pelo canal financeiro, saída de US$ 1,15 bilhão, mas com o ano positivo em US$ 8,19 bilhões. Perdas com operações de swap atingem R$ 1,53 bilhão e reservas cambiais líquidas caindo para US$ 275,33 bilhões.

No mercado, dia de dólar oscilando muito, para fechar com -0,59% e cotado a R$ 5,586, principalmente depois da decisão do FED. Na Bovespa, na sessão de 15/3, os investidores estrangeiros sacaram recursos de R$ 301,4 milhões, deixando o saldo negativo de março com R$ 2,44 bilhões, mas com o ano de 2021 com ingressos líquidos de R$ 14,23 bilhões.

No mercado acionário, queda da Bolsa de Londres de 0,60%, Paris com -0,01% e Frankfurt com +0,27%. Madri em queda de 0,63% e Milão com alta de 0,08%. No mercado americano, o Dow Jones com +0,58% e Nasdaq com +0,40%. Na Bovespa, dia de inversão de tendência na parte da tarde e fechando com +2,22% e índice em 116.549 pontos. Destaque de alta para Petrobras, bancos e construtoras.

Na agenda de amanhã teremos a segunda prévia do IGP-M de março e o BOE (BC inglês), com a decisão de política monetária. Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego, o índice de atividade de Filadélfia de março e o índice de indicadores antecedentes do Conference Board de fevereiro.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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