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Projetando melhora

Data de criação:

access_time 08/04/2021 - 19:04

Data de atualização:

access_time 08/04/2021 - 22:04
format_align_left 4 minutos de leitura

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O quadro externo de vacinação crescente em países desenvolvidos e as projeções de PIB liberadas pelo FMI ontem, incorporaram maior otimismo aos investidores que passaram a tomar mais risco nos mercados. As locomotivas dessa recuperação são os EUA e a China e isso atinge positivamente o mundo, especialmente países emergentes que são grandes exportadores de produtos primários. Basta ver as exportações de proteínas do Brasil em março, basicamente para a China.

Mas ainda persiste grande incerteza em função das novas variantes da covid-19 que exigem vacinação do maior número possível de pessoas e com rapidez.  O Brasil é, neste momento, o centro das atenções da pandemia, mas vem crescendo vacinação. O lado bom de tudo isso é a mobilização internacional de ajuda aos países pobres, emergentes e a extensão das políticas monetárias e manutenção de juros baixos.

Nesse aspecto, destacamos o empenho do FMI e do G-20. O FMI tentando aprovar US$ 650 bilhões em SDR (saques especiais) e o G-20 aliviando dividas de países e suspendendo saques contra o FMI. Citamos ainda a tranquilidade com que o FED está encarando a inflação americana e os juros em alta, reiterando que é temporária e transitória. Além disso, James Bullard, do FED de St. Louis, hoje falou em boom no PIB americano de 6,5% em 2021.

Ainda nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior cresceram 16 mil posições para 744 mil, quando o previsto era que ficasse em 684 mil pedidos. Jerome Powell, do FED, sinaliza que existem 8,5 milhões de desempregados nos EUA que terão dificuldades em serem reposicionados e o FMI fala que 1 em cada 10 empregos será extinto.

O dia foi também de divulgação da ata do BCE (BC europeu) garantindo manutenção da política acomodatícia pelo tempo que for necessário e não enxergam superaquecimento da economia. Também falam em alta dos juros do bônus de forma temporária e alertaram que podem mudar o ritmo de compras de PEPP (Pandemic Emergency Purchase Programme).

No mercado internacional, faltando cerca de uma hora para encerramento, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 0,47%, com o barril cotado a US$ 59,49. O euro era transacionado em alta para US$ 1,192 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,64%, induzindo maior fraqueza do dólar. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com viés positivo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado em Qingdao na China observou contração de 0,31%, com a tonelada em US$ 173,10.

No segmento local, ainda repercute o jantar de Bolsonaro com empresários, com palmas abertas por duas vezes, sem críticas e palestra de Paulo Guedes reafirmando que não haverá alta de impostos, reverberando os problemas no orçamento e relações positivas com o Congresso e torcendo para que a desaceleração do PIB seja menos intensa com essa segunda onda de covid-19. Citou ainda destravamento dos setores de saneamento e gás.

No mercado, dia de dólar em boa queda também por aqui e quase no fechamento com -1,36 e cotado a R$ 5,57. Na Bovespa, na sessão de 6/4, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 198,1 milhões, deixando o saldo negativo de abril em R$ 214,5 milhões, mas 2021 com ingressos líquidos de R$ 11,94 bilhões.

No mercado acionário, a Bolsa de Londres registrou alta de 0,83%, Paris com +0,57% e Frankfurt com +0,17%. Madri com alta de 0,47% e Milão com queda de 0,665. No mercado americano, faltando ainda cerca de meia hora para encerramento, o Dow Jones tinha +0,13% e Nasdaq com +0,92%. Na Bovespa, nas mesmas condições +0,61% e índice em 118.340 pontos, cerca de 500 pontos abaixo da máxima do dia.

Na agenda de amanhã teremos o IPCA do mês de março e a primeira prévia do IGP-M de abril. Nos EUA, a inflação de março e o relatório da USDA sobre oferta e demanda agrícola global.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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