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Resumo da semana de 26/03/2021 – Confusão astral

Data de criação:

access_time 26/03/2021 - 18:53

Data de atualização:

access_time 26/03/2021 - 21:53
format_align_left 5 minutos de leitura

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O dia até que estava começando muito bem, com mercados em alta em todo o mundo e boas notícias vindas da Alemanha, com a confiança empresarial crescendo e vendas no varejo do Reino Unido. Nos EUA, promessas de encaminhar vacinas para outros países e pacote de infraestrutura para relançar a economia. Bom, aqui é tudo bem mais complicado.

Ontem o Congresso aprovou o orçamento (LOA) de 2021, mas também referendou maquiagens nas contas públicas colocando o teto em risco e dando mais recursos para parlamentares em emendas. Esse foi o custo, além de outros já feitos, para obter o apoio do centrão e outros parlamentares. Com isso, o Brasil vive seu inferno astral, fazendo “piquenique à beira do vulcão”.

Temos a pandemia batendo à porta com recordes diários de mortes e contágio, há uma mega desvalorização do real, elevando custos e com repasses para a inflação. Além do desemprego e o subemprego, com restrições de contato, formando uma população de vulneráveis e miseráveis. O descontrole fiscal é crescente, assim como as expectativas inflacionárias. Assim, o Bacen terá que seguir escalando juros para conter a inflação, mas com custos crescentes de rolagem de dívidas e despesas com juros.

Essa, em resumo, é a percepção dos investidores sobre o Brasil. . O déficit em conta corrente de fevereiro foi baixo, em US$ 2,33 bilhões, mas contempla saída de importação de plataformas. O IDP (Investimento Direto no País) foi alto, em US$ 9 bilhões, mas contempla empréstimos intercompany. Pelo que se enxerga para março, a situação deve seguir piorando, e será muito difícil chegar no final do ano com a projeção de IDP de US$ 60 bilhões, com investidores com seus problemas, com medo das dívidas de emergentes (a nossa é interna) e o discurso produzido até aqui pelo governo sobre pandemia e mudanças climáticas.

No exterior muita volatilidade na taxa de juros, notadamente as de mais longo prazo, muitos desequilíbrios na relação entre moedas e muitas incertezas com a terceira onda da covid-19. A OMS por sua vez pede que países ricos doem 10 milhões de doses de vacinas para países pobres e o FMI pede para adiarem cobranças. A OMS mostra que essa foi a quinta semana seguida de alta da contaminação global e países e regiões alongando períodos de isolamento.  Os EUA que estão com ótima performance de vacinação dizem que o controle da pandemia levará tempo, mesmo com vacinação massiva e que não se pode relaxar.

Nos EUA tivemos a divulgação da renda pessoal de fevereiro encolhendo 7,1% e o gasto com consumo com -1,0%; ambos piores que o previsto. Já a inflação medida pelo PCE (deflator de preços) subiu 0,2%. Para complicar mais ainda, o custo de frete marítimo encareceu muito e o bloqueio do canal de Suez só complica mais. Os EUA ofereceram ajuda para a Grécia para tentar o desencalhe.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 3,86% (já esteve maior), com o barril cotado a US$ 60,82. O euro era transacionado em alta para US$ 1,179 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,66%. O ouro em alta e a prata com queda na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na bolsa de Chicago. O minério de ferro em Qingdao na China com alta de 0,91% e tonelada em US$ 161,30.

Aqui, São Paulo vai prorrogar a fase emergencial até 11/4, estados e municípios vão adotar o feriadão para tentar aliviar hospitais e outros problemas. Membros do Mercosul notaram o abandono de Bolsonaro da reunião, e o presidente do Senado quer votar as reformas administrativa e tributária ainda em 2021. O presidente também foi criticado por ignorar o Tesouro e o Orçamento ao sancionar o projeto de Michelle (sua esposa).

Seguindo com dados da nota do setor externo de fevereiro, os investimentos em ações no Brasil foram positivos em US$ 570 milhões, mas até o dia 23/3 estavam negativos em US$ 1,67 bilhão, incluindo fundos. Já o fluxo financeiro, até essa data, estava negativo em US$ 3,55 bilhões e o cambial total também com –US$ 1,21 bilhão.

No mercado, dólar bastante pressionado depois desses dados acabou fechando com +1,25% e cotado a R$ 5,74. Já na Bovespa, na sessão de 24/3, os investidores estrangeiros retiraram R$ 684,9 milhões, com março com balanço negativo em R$ 2,76 bilhões, porém o ano permanece positivo em R$ 14,0 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta de 0,99% da Bolsa de Londres, Paris com +0,61% e Frankfurt com +0,87%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,95% e 0,72%. No mercado americano, dia de Dow Jones com +1,39% e Nasdaq com 1,24%. Na Bovespa, inversão de tendência no início da tarde para queda, para retomar alta e fechar com +0,91% e índice em 114.780 pontos.

RESUMO DA SEMANA

IBOVESPA -1,23%;

DOW JONES +1,36%;

NASDAQ -0,27%;

DÓLAR +5,03%;

PETRÓLEO WTI -1,18%

Bom final de semana!

Alvaro Bandeira

Economista-Chefe do banco digital modalmais 

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