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Temor inflacionário chega forte

Data de criação:

access_time 19/05/2021 - 18:42

Data de atualização:

access_time 19/05/2021 - 21:42
format_align_left 5 minutos de leitura

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O temor inflacionário é sem dúvida a maior preocupação dos investidores em todo o mundo e tem aumentado de dimensão nas últimas semanas. Hoje todos vão estar buscando “agulha no palheiro” da ata do FED. Com isso, por precaução, os mercados atuaram com quedas na sessão de hoje e na busca por maior nível de proteção, com o ouro fechando em alta na Comex.

E não faltaram declarações sobre isso no exterior, principalmente após a divulgação da inflação no Reino Unido e zona do euro, com os títulos alemães e ingleses com taxas de juros em alta. O BCE (BC Europeu) apontou riscos elevados à estabilidade financeira na zona do euro e que a retirada de estímulos pode redundar em salto de falências.

O FED pode revisar em junho em seu Summary of Economic projections” as projeções de PIB e inflação, dentre outros dados, mas com direção de alta. Os dirigentes regionais do FED, que falaram hoje, disseram que a inflação em 2022 será maior que 2%, que estão programados para qualquer situação adiante, que a demanda está respondendo mais rápida que a oferta, enquanto James Bullard, do FED de St. Louis, disse que está chegando perto de debaterem sobre a flexibilização monetária (QE), mas que ainda é cedo.

Por mais que dirigentes do FED pareçam tranquilos com relação a inflação futura e consequente curva de juros, ainda assim os investidores seguem nervosos. O IIF (Institute of International Finance) diz que se os juros dos treasuries americanos continuarem em alta, os países emergentes sentirão a pressão, e se mostram preocupados especialmente com o Brasil, África do Sul e Turquia.

A ata do FED repetiu muita coisa das anteriores, mas também destacou que atividade avançou acentuadamente e apontou indicadores melhores, mas seguem longe da meta de inflação e emprego. Há pressões salariais pela difícil contratação e problemas no abastecimento de suprimentos, se continuarem, vão pressionar inflação. Houve melhora nos mercados logo no início da divulgação, mas depois os juros longos dos treasuries subiram forte e bolsas aceleraram perdas.

Ainda no exterior, a China proibiu pagamentos em criptomoedas e o mercado delas desabou mais de 30% hoje. No mercado internacional o petróleo WTI chegou a mostrar queda de mais de 5% em NY, recuperando um pouco em seguida. Estava depois com queda de 3,18% e cotado a US$ 63,41. O euro era transacionado em queda para US$ 1,217 e notes americanos com taxas oscilante e na casa de 1,674%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com desempenho negativo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro também interrompeu alta forte e encerrou na madrugada em Qingdao, na China, em queda de 3,83% e com a tonelada em US$ 216,16.

Aqui, a segunda prévia do IGP-M assustou analistas com aceleração de 3,83%, contra anterior de 1,17% e o fluxo cambial divulgado pelo Bacen até 14/05 ficou negativo em US$ 524 milhões, com saídas pelo canal financeiro de 417 milhões. No ano o fluxo é positivo em US$ 12,19 bilhões. O Bacen relatou ganhos com operações de swap cambial de R$ 4,26 bilhões e a posição cambial líquida estava em US$ 275,4 bilhões.

O relator da MP da Eletrobrás deve apresentar nova versão de seu parecer, muito criticado por “jabutis” colocados e com a oposição tentando obstar a discussão, o que já estava previsto. Também causou rebuliço a quebra de sigilo do ministro Ricardo Salles e o cumprimento de mandatos contra servidores do Ibama e afastamento do presidente. Já a CPI do covid-19 mostrou Pazuello agressivo e a plenária sem aproveitar as incongruências de seu depoimento. Também isso é normal que aconteça.

No mercado, dia de dólar fechando depois de muita oscilação em +1,17% e cotado a R$ 5,316. Na B3, na sessão de 17/05, os investidores estrangeiros alocaram recursos no montante de R$ 1,1 bilhão, deixando o saldo positivo de maio em R$ 7,63 bilhões e o ano com ingresso líquido de R$ 26,8 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda da Bolsa de Londres de 1,19%, Paris com -1,43% e Frankfurt com -1,77%. Madri e Milão com perdas de respectivamente 1,23% e 1,58%. No mercado americano, muita oscilação depois da divulgação da ata do FED, mas o Dow Jones fechou com -0,48% e Nasdaq com -0,03%. Na B3, dia de queda de 0,28% e índice em 122.631 pontos. Destaque positivo para ações de bancos e de commodities agrícolas.

Na agenda de amanhã aqui nada que possa mexer com os mercados, mas temos o ambiente político intenso. Nos EUA, o índice de atividade industrial de Filadélfia em maio, os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior e o índice de indicadores antecedentes do Conference Board de abril.

Boa noite!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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