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Volatilidade é o tema da semana

Data de criação:

access_time 26/04/2021 - 18:26

Data de atualização:

access_time 26/04/2021 - 21:26
format_align_left 5 minutos de leitura

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A agenda dessa semana, que está lotada, inclui reuniões dos bancos centrais do Japão nessa madrugada, do FED, incorpora também o PIB americano do trimestre e uma gama enorme de balanços de empresas nos EUA, abrangendo quase um terço do índice S&P e praticamente todas as Big Techs que ainda não divulgaram resultados.

Também temos a safra local de balanços e muitas fusões de aquisições ocorrendo, o que é natural e oportuno nessa época de crise.

No exterior, a Alemanha revisou sua projeção de PIB de 2021 para melhor, apesar de no curto prazo a situação ser ainda fraca. A nova projeção é de 3,5% de expansão, de anterior em 3%. Já a União Europeia, entrou com processo contra a farmacêutica Astrazeneca por não ter entregue os imunizantes contratados, mas a empresa declarou que a argumentação é fraca.

Nos EUA, tivemos a divulgação das encomendas de bens duráveis de março com alta de 0,5%, mas o previsto era +2,2%. O governo americano também anunciou que vai doar cerca de 60 milhões de doses da Astrazeneca nos próximos meses. Ainda por lá, as preocupações com aumento de impostos sobre ganhos de capital vão se diluindo, pois, afetam somente os que ganham mais de US$ 1 milhão por ano, o que corresponde a 0,3% da população, como tínhamos comentado na última sexta-feira.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,37% com o barril cotado a US$ 61,91, depois de muito oscilar e do comitê da OPEP confirmar expectativa de aumento da demanda. O euro era transacionado em leve queda para US$ 1,209 e notes americanos de 10 anos com juros em 1,572%. O ouro e a prata conseguiam manter altas na Comex e commodities agrícolas com desempenho de alta na Bolsa de Chicago. Boa performance também para o minério de ferro em Qingdao, na China, com alta expressiva de 3,94% e com a tonelada em US$ 193,58. As ações da Vale não reagiram, muito por conta da esperada divulgação de resultados do trimestre, que será hoje.

No cenário local, a pesquisa Focus semanal, do Bacen, trouxe algumas mudanças importantes. A inflação oficial medida pelo IPCA de 2021 subiu para 5,01%, de anterior em 4,92% e a Selic foi para 5,50% no final do ano, de anterior em 5,25%. O PIB projetado melhorou para 3,09% e dólar mantido em R$ 5,40, e igual para 2022. A produção industrial foi mantida em 5,06% e o déficit em conta-corrente caiu para US$ 5 bilhões. O déficit primário subiu para 3,10% do PIB, e o nominal caiu para 7,30% do PIB. O saldo da balança comercial foi projetado em alta para US$ 59 bilhões.

Falando em superávit comercial, até a quarta semanal de abril era de US$ 8,9 bilhões, acumulando no ano superávit de 16,8 bilhões. Também foi anunciado o déficit em conta-corrente de março em US$ 3,9 bilhões, com déficit no primeiro trimestre de US$ 15,4 bilhões. Os investimentos diretos no país (IDP) no trimestre foram de US$ 17,7 bilhões, cobrindo a totalidade do déficit em conta-corrente. Porém, isso já foi bem mais fácil no passado. Em 12 meses o IDP acumula ingresso de US$ 39,2 bilhões.

Os investidores, no entanto, estão preocupados com o próximo anúncio da reforma tributária, prometido para 03/05, por conta da tributação sobre ganhos de capital, dividendos e reavaliação de imóveis. Já Bolsonaro, em inauguração da duplicação da BR-101 disse que as Forças armadas estão aí para garantir a lei e a ordem e cumprir a constituição.

Na Bovespa, na sessão de 22/04, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 394 milhões, acumulando ingressos em abril de R$ 5,83 bilhões e o ano também com entradas de R$ 18 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta na Bolsa de Londres de 0,33%, Paris com +0,28% e Frankfurt com +0,11%. Madri e Milão com valorizações de respectivamente 0,94% e 0,52%. No mercado americano, o Dow Jones passou boa parte do dia em alta, virou para baixa e encerrou com -0,18%, enquanto o Nasdaq com +0,87%. Na Bovespa, iniciamos o dia em boa alta, viramos para queda e fechamos com +0,05% e índice em 120.594 pontos. Destaque para o setor siderúrgico que vai emplacar aumento de preços.

Na agenda de amanhã teremos o INCC de abril da construção, a confiança das construtoras e a prévia da inflação oficial de abril pelo IPCA-15. Nos EUA, a confiança do consumidor do Conference Board e o índice de atividade do FED de Richmond.

Boa noite!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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