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Janeiro: Covid-19, vacinas e especulações

Data de criação:

access_time 29/01/2021 - 09:56

Data de atualização:

access_time 29/01/2021 - 12:56
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O mês de janeiro vai índio embora com a Bovespa quase estável (faltando a sessão de hoje), com queda de 0,11%), mas foi um mês intenso e de grande volatilidade nos mercados de risco no mundo e também aqui.

No mundo, tensão com a expansão da covid-19 e variantes perigosas, vacinação, novas restrições de contato social e efeitos que devem retardar a recuperação da economia global, principalmente ao longo do primeiro trimestre de 2021. Aqui, mas recente a aproximação de eleição nas duas casas do Congresso e possibilidade dos candidatos apoiados pelo governo vencerem.

Nos últimos dias também tivemos episódios de especulação desenfreada no mercado americano visando as ações de GameStop e AMC, e trazendo algum arrasto disso para a Bovespa com movimento nas ações do IRB, que só ontem valorizaram quase 18%. Nos EUA, as ações citadas foram suspensas para investigação da SEC.

Mercados hoje encerraram com fortes perdas na Ásia, Europa operando em queda nesse início de manhã e até aprofundando um pouco e futuros do mercado americano também no campo negativo. Aqui, conseguimos nos afastar de zona perigosa dos de 115 mil/114 mil pontos do Ibovespa, chegamos a trincar ontem os 119 mil pontos para fechar com alta 2,59%, em 118.883 pontos. Mas, o mercado ainda pode ceder mais.

Nos EUA, senadores devem votar na próxima semana o pacote de estímulo fiscal de Joe Biden, que quer que seja bipartidário. Pode modificar alguma coisa no curso daqueles US$ 1,9 trilhões, mas segue muito importante para o país e o mundo. Hoje também tivemos a divulgação de PIB em diferentes países para o quarto trimestre de 2020, e vieram melhores que o previsto.

Na França, o PIB do quarto trimestre encolheu 1,3%, de previsão de cair 4,1%. Na Espanha, houve crescimento de 0,4%, quando a previsão era de queda de 1,5%, mas no ano encolheu 9,1%. Já na Alemanha, tivemos alta de 0,1% e queda em 2020 de 3,9%, mesmo com o país fazendo intenso esforço fiscal.

No México, recorde de óbitos por covid-19, com o país assumindo a terceira posição nesse trágico quesito, só perdendo para os EUA e Brasil e passando a Índia. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,52%, com o barril cotado a US$ 52,61. O euro era transacionado em alta para 1,213 3 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,04%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas também com altas na Bolsa de Chicago.

Aqui, o presidente Bolsonaro disse em live que se o auxílio emergencial voltar sem compensações o Brasil vai quebrar. Sobre seu vice-presidente Mourão, disse ser palpiteiro. A Anatel vota edital da tecnologia 5G na próxima segunda-feira sem retirar a gigante chinesa Huawei. Já Campos Neto, presidente do Bacen, disse que o desafio é voltar a crescer e passar credibilidade e que alguns elementos da inflação são temporários.

A agenda do dia é novamente intensa e com capacidade de influir nos mercados. O dia tenso deve levar a Bovespa para o campo negativo na abertura, dólar ainda estressado e juros em alta.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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