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Petróleo, Bolsonaro e onda azul

Data de criação:

access_time 06/01/2021 - 09:36

Data de atualização:

access_time 06/01/2021 - 12:36
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A cotação do petróleo no mercado internacional, a declaração de Bolsonaro sobre o país e a possibilidade de onda azul democrata nos EUA, movimentaram os mercados de risco na sessão de ontem e seguem afetando os mercados no dia que está começando.

Ontem, as Bolsas americanas e a Bovespa reverteram pregões fracos e encerraram com altas. Aqui, a Bovespa fechou com +0,44% e índice em 119.376 pontos, o Dow Jones com +0,55% e Nasdaq com +0,95%. O dólar no mercado local esteve bem pressionado na compra e atingindo R$ 5,35, mas fechou com queda de 0,15% e cotado a R$ 5,26.

Hoje, investidores no mundo ainda estão ajustando posições para a decisão da OPEP+ de manter a produção estabilizada e com a Arábia Saudita cortando 1,0 milhão de barris por dia para manter preços estabilizados, mas também repercutindo a onda azul, que parece se formar nos EUA, com a possível eleição de dois senadores democratas, dando o comando das duas casas ao partido de Biden.

Com isso, as Bolsas asiáticas terminaram o dia majoritariamente com altas (Tóquio perdeu 0,38%), Europa operando em alta e até acelerando nesse início de manhã e futuros do mercado americanos com comportamento misto, mas querendo melhorar. Aqui, podemos seguir no rumo da superação novamente da faixa de 120.000 pontos do Ibovespa, atingida e perdida no finalzinho de 2020.

A leitura dos investidores no mundo sobre a “onda azul” dos EUA é de mais estímulos fiscais (ampliando déficit), e também mais tributação sobre grandes empresas, o que faz a queda de hoje do futuro do Nasdaq. O dia também é de divulgação de indicadores PMIs da atividade de serviços e composto (inclui indústria) em diferentes países para o mês de dezembro. Nos EUA, o secretário do Tesouro, Mnuchin, criticou decisão da NYSE de não banir três empresas chinesas de seu pregão e a NYSE voltou a considerar a possibilidade.

Começando pela China, o PMI Caixin de serviços caiu para 56,3 pontos em dezembro, de anterior em 57,8 pontos, e o composto em queda para 55,8 pontos. Na Alemanha, o índice composto subiu para 52,0 pontos (anterior em 51,7 pontos) e na zona do euro saltou para 49,1 pontos, vindo de 45,3 pontos no mês anterior. Ainda na zona do euro, a inflação pelo PPI (atacado) de novembro subiu para 0,4%, quando o previsto era +0,1%. No Reino Unido, o PMI composto subiu para 50,4 pontos, já na zona de expansão da atividade.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,06%, com o barril cotado a US$ 50,46, situação que não ocorria desde fevereiro de 2019. O euro era transacionado em alta para US$ 1,234 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,02%, que também não acontecia há algum tempo. O ouro e a prata mostravam novas altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento de alta na Bolsa de Chicago.

Aqui, ainda repercute a fala de Bolsonaro sobre o Brasil estar quebrado, com discordância de economistas, e a lembrança de que é essencial perseguir reformas, enquanto economistas do governo tentam interpretar a posição do presidente dizendo que falava sobre o setor público e manutenção do teto de gastos. Bolsonaro faz reunião ministerial hoje pela manhã. Já o secretário de política econômica crê na privatização da Eletrobrás em 2021.

A agenda do dia, temos indicadores importantes para serem apresentados e a repercussão da reunião de Bolsonaro, mas a expectativa é de alta da Bovespa — seguindo exterior — , dólar mais fraco e juros em queda.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais

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