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ANÁLISE: Ata do Comitê de Mercado Aberto do Fedral Reserve

Data de criação:

access_time 08/04/2020 - 17:14

Data de atualização:

access_time 08/04/2020 - 17:14
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A ata da ultima reunião, que foi extraordinária (15/03), do Comitê de Mercado Aberto, Fomc, na sigla em inglês, do Federal Reserve, que foi divulgada no meio da tarde desta quarta-feria, traz poucas novidades em relação ao conjunto de política monetárias adotadas. Em parte, isto se deve também a outras medidas adotadas posteriormente por parte do Fed. Vale de qualquer forma destacar alguns elementos das discussões.
Evidentemente, pontua-se a forte incerteza nos cenários econômicos atrelado a forte retração da atividade em consequência do surto do coronavirus. As menções a epidemia saltaram de oito na minuta anterior para 48 nesta.

Primeiramente, não vemos uma retomada da discussão sobre a possiblidade de taxas de juros negativas. Neste sentido, a falta de menção a uma discussão deste instrumento reforça o comentário preponderante no último trimestre do ano passado: há amplo consenso no Fomc contrário a tal medida, seja por conta de experiências negativas em outras jurisdições, seja pela diferença na estrutura do sistema financeiro americano se comparado com países que adotaram a NIRP.

Destaca-se também que houve mais participantes além de Loretta Mester que defenderam um corte menor do que 100bps, dado que desejavam maior clareza do funcionamento da transmissão de política monetária antes de levar a taxa de juros novamente ao patamar de de 0-0.25%.  “Alguns participantes preferiram um corte de 50 pontos base nesta reunião e observaram que essa decisão forneceria suporte à atividade econômica diante dos efeitos previstos do coronavírus. Esses participantes preferiram esperar até que houvesse maior garantia de que a transmissão mecanismo de política monetária via mercados financeiros e o fornecimento de crédito a famílias e empresas estavam funcionando de maneira eficaz ”, destacaram os membros na ata. Em termos de membros votantes, no entanto, Mester era a única a preferir um corte de 50bps.

Sobre as compras de títulos anunciadas, destaca-se que alguns membros do comitê julgaram relevante reforçar que o aumento no balanço estava ocorrendo para garantir bom funcionamento dos mercados e não necessariamente para prover maior acomodação via taxas de juros longas mais baixas. De qualquer forma, o comitê está preparado para aumentar a quantidade comprada.

Deve-se ressaltar também a discussão em torno do uso da discount window, que poderia levar a um estigma negativo para instituições que a utilizassem. Isto foi solucionado em parte por bancos grandes utilizarem este canal de financiamento.

De modo geral, o comitê reforça a intensão de utilizar todas as ferramentas ao seu dispor para garantir o fluxo de crédito para famílias e negócios. Nestes itens, incluem-se as ferramentas disponíveis no item 13(3) do Federal Reserva Act.

*Felipe Sichel é estrategista-chefe do modalmais

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