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ANÁLISE: Ata do Fomc

Data de criação:

access_time 19/05/2021 - 20:37

Data de atualização:

access_time 19/05/2021 - 20:37
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A minuta da última reunião do FOMC tem viés mais hawkish do que o antecipado, mostrando uma clara intenção de uma parte do comitê de iniciar a discussão do tapering numa das próximas duas reuniões. No entanto, descontamos parte desta surpresa haja visto a decepção com o último payroll além da revisão no número de março. Por outro lado, sinais de maior pressão inflacionária são evidente contraponto à visão acomodativa.

Em relação à atividade, nota-se aumento do otimismo do FED conforme já relatado no comunicado após a reunião. Especificamente, o comitê vê aumento no ritmo da retomada sustentado por acelerada vacinação e também suporte da política fiscal e monetária.

Em termos de mercado de trabalho, a minuta faz evidente referência à surpresa positiva dos dados de Payroll de março (agora já desatualizado), alertando no entando que a economia ainda assim estava longe de atingir o objetivo de pleno emprego do FED.

Alguns elementos dos problemas na oferta de trabalho que surgiriam no Payroll de abril já são referenciados neste documento, com ênfase para as dificuldades em contratar trabalhadores por conta de fatores como antecipação de aposentadorias, preocupações sanitárias e um novo equilíbrio dado pelo aumento do auxílio desemprego.

Sobre a inflação vemos repetição da expectativa do impacto de efeitos base sobre as variações em doze meses ao longo do segundo semestre. Por outro lado, a combinação de aumento na demanda e gargalos nas cadeias produtivas poderiam gerar focos adicionais de inflação para além do impacto do avanço nos preços de combustíveis.

Causa, no entanto, alguma preocupação a menção ao fato que a dissipação do choque inflacionário pode não ser tão rápido quanto o antecipado. Somando-se isto à ponderação que a taxa de participação pode não retornar ao patamar pré-pandemia sugere alguma preocupação mais hawkish do comitê.

Finalmente, o destaque do documento refere-se ao comentário de que “a number of participants” consideram que discutir a redução no ritmo de compra de ativos pode ser apropriado ao longo das próximas reuniões (i.e., junho ou julho). Esta expressão, somada ao parágrafo anterior, está provavelmente por trás da reação hawkish ao documento.

Assim, esperamos que a discussão de tapering efetivamente ocorra somente em julho e a implementação do plano a partir da primeira reunião do ano que vem.

*Por Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco digital modalmais

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