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ANÁLISE: BB Investimentos e a decisão do Copom

Data de criação:

access_time 06/08/2020 - 10:18

Data de atualização:

access_time 06/08/2020 - 10:18
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O Comitê de Política Monetária (Copom), em linha com a nossa expectativa, decidiu por unanimidade reduzir a taxa básica de juros em 0,25 p.p. renovando a mínima histórica da Selic que, agora, está no patamar de 2,0% ao ano. Este foi o nono corte consecutivo na taxa de juros. Mais uma vez, o Copom reiterou que “a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado”, ou seja, com taxa de juros significativamente abaixo da taxa neutra de juros avaliando, também, que há pouco espaço para novos cortes e que se houver, deve ser pequeno. A grande novidade do comunicado foi a citação de que o Copom não antevê o início de um ciclo de elevação da trajetória da taxa Selic, até que as expectativas da inflação do mercado, bem como as projeções do Bacen estejam suficientemente próximas do centro da meta para os anos de 2021 e 2022.

O Copom ressaltou em seu comunicado que os indicadores mais recentes da atividade econômica sugerem uma recuperação parcial da economia. Apesar dos estímulos fiscais concedidos pelo governo com intuito de minimizar o impacto da pandemia, vários setores da atividade econômica ainda estão sofrendo as consequências das medidas de isolamento social. Além disso, ainda existe um nível de incerteza fora do comum em relação ao ritmo de crescimento da economia nos próximos meses.

Cenário externo

No cenário externo, o comitê citou que a pandemia de Covid-19 segue provocando a maior retração econômica global desde a crise de 1929. Ainda que as principais economias venham apresentando sinais de retomada, o ambiente para países emergentes, como o Brasil, ainda é desafiador.

Balanço de riscos e reforma

No comunicado desta noite, o comitê ratificou que o nível de ociosidade tende a manter uma pressão negativa para a trajetória da inflação, podendo se intensificar se  os efeitos da pandemia se prolongarem. No entanto, este fator é balanceado pela possibilidade de aumento dos prêmios de risco por conta da trajetória fiscal do país e/ou pela possibilidade de frustração de continuidade das reformas. Adicionalmente (iv) a demanda agregada pode ser menos impactada do que o estimado por conta das medidas de estímulo creditício e de recomposição de renda. Conforme antevisto em nosso relatório publicado ontem, o Copom entende que o conjunto de fatores apresenta assimetria para cima, o que torna mais provável a trajetória da inflação para patamares superiores ao estimado em um horizonte de tempo relevante, que inclui o ano de 2021 e, em menor grau, o de 2022.

Apesar do comunicado não deixar sinalização quanto aos próximos passos da política monetária, entendemos que na próxima reunião, programada para 5 de fevereiro de 2020, a taxa deverá ser mantida no mesmo patamar encerrando, por ora, o ciclo de queda na taxa de juros. Nossa projeção é de que Selic se mantenha em 2,0% pelo menos até o segundo semestre do ano que vem.

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