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ANÁLISE: EUA e as encomendas de bens duráveis

Data de criação:

access_time 25/06/2020 - 15:43

Data de atualização:

access_time 25/06/2020 - 15:43
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My take:

Os dados de encomendas de bens duráveis nos EUA surpreenderam as expectativas do mercado tanto no headline como nas leituras subjacentes.

Temos um sinal evidentemente positivo economia americana, com o hard data referendando as evidências anedóticas. Reforça-se, como nos comentários anteriores, que a leitura pode mostrar uma recuperação significativa na variação mensal, mas para efeitos de nível (ou comparado em doze meses), permanecemos (obviamente) abaixo do que prevalecia antes da pandemia.

O dado traz uma surpresa pelo lado dos investimentos consistente com a surpresa vista nas vendas no varejo de maio (divulgado semana passada), mesmo considerando-se as revisões anteriores.

Comentários:

Os dados de encomendas de bens duráveis nos EUA surpreenderam as expectativas do mercado tanto no headline como nas leituras subjacentes.

Durable Goods Orders maio (MoM): 15.8% (esperado: 10.5%; anterior: -17.7% rev. para -18.1%)
Durable Ex-transp. maio (MoM): 4.4% (esperado: 2.1%; anterior: -7.7% rev. para -8.2%)
CG Orders Non-def. Ex-Air maio (MoM): 2.3% (esperado: 1.0%; anterior: -6.1% rev. para -6.5%)
CG Shipments Non-def. Ex-Air maio (MoM): 1.8% (esp.: -1.0%; ant: -5.7% rev. para -6.2%)

Por dentro de encomendas, destaque para o avanço na parte de veículos, que subiram 27.5% no mês após queda de -53.7% no mês passado. Encomendas de aviões civis registraram nova queda acentuada de -135.7%, o quarto mês consecutivo de contração.

A variação em doze meses desta categoria mostra queda de -166.1%, evidenciando o péssimo momento para as montadoras.

De resto, todos os grandes grupos de bens duráveis subjacentes registraram alta no mês, reforçando a tese de que o mês de abril foi o pior momento da contração da economia e que maio começou o processo de estabilização e retomada da expansão.

Destaca-se equipamentos elétricos subindo 3.9% no mês e maquinário avançando 1.1%. Ao mesmo tempo, primary e fabricated metals subiram 9.1% e 7.4%, respectivamente.

Na parte de envio de bens duráveis subjacentes, que entra diretamente no cálculo do PIB, destaca-se a primeira expansão mensal desta leitura em quatro meses. Ainda assim, a variação em três meses anualizada mostra queda de -18.1%, o que reforça a tese de que o movimento atual é de estabilização, mas a comparação com o nível de atividade no começo do ano ainda mostra severa contração.

Tal qual nas encomendas, veículos apresentaram variação positiva, enquanto aeronaves civis mostraram nova contração (a segunda nos últimos três meses).

Em suma, temos um sinal positivo economia americana. Reforça-se, como nos comentários anteriores, que a leitura pode mostrar uma recuperação significativa na variação mensal, mas para efeitos de nível (ou comparado em doze meses), permanecemos muito abaixo do que prevalecia antes da pandemia.

O dado traz uma surpresa pelo lado dos investimentos consistente com a surpresa vista nas vendas no varejo de maio (divulgado semana passada), mesmo considerando-se as revisões anteriores. Mantemos que o viés para o PIB americano é de revisões altistas ante as projeções para o segundo trimestre.

*Felipe Sichel é estrategista-chefe do modalmais

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