Usamos cookies para segurança, melhor experiência e personalização de conteúdo de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Clique em "Configurar cookies" para gerenciar suas preferências.

X

Para "Aceitar", selecione os itens e clique no botão abaixo:

ANÁLISE: EUA e as Vendas no Varejo junho

Data de criação:

access_time 16/07/2020 - 14:53

Data de atualização:

access_time 16/07/2020 - 14:53
format_align_left 3 minutos de leitura

Quer saber como investir?

Abra AGORA sua conta no banco digital dos investidores

QUERO ABRIR MINHA CONTA

As vendas no varejo nos EUA em junho surpreenderam positivamente o mercado tanto no headline como nas leituras subjacentes.

O dado traz algumas surpresas positivas, reiterando que houve movimento de descompressão da economia americana na medida em que os protocolos de isolamento social foram relaxados ao longo do mês de maio. Ainda assim, a avaliação dos índices de variação anual mostra de forma clara o impacto sobre a atividade da pandemia e reafirma que mesmo a reaceleração observada ao longo dos últimos dois meses não compensa o tamanho do choque.

Comentários:

As vendas no varejo nos EUA em junho surpreenderam positivamente o mercado tanto no headline como nas leituras subjacentes:
Retail Sales junho (MoM): 7.5% (esperado: 5%; anterior: 17.7% rev. p/ 18.2%)
Retail Sales Ex-Auto junho (MoM): 7.3% (esperado: 5%; anterior: 12.4% rev. p/ 12.1%)
Retail Sales Ex-Auto and Gas junho (MoM): 6.7% (esperado: 5%; anterior: 12.4% rev. p/ 12.1%)
Retail Sales Control Group junho (MoM): 5.6% (esperado: 4%; anterior: 11% rev. p/ 10.1%)

No comparado em doze meses, o índice retomou o campo positivo após passar três meses consecutivos com variações negativas. Ainda assim, a variação anual do headline permanece abaixo das médias móveis que vigoraram ao longo da última década. O control group por outro lado avança fortemente, próximo às máximas (%YoY) da década passada.

Por dentro do índice, destaca-se a forte variação mensal em vestuário (+105.1%), móveis (+32.5%) e equipamentos eletrônicos (+37.4%). Isto ocorre mesmo após o registro no mês passado de variação destes itens de 176.6%, 79.1% e 36.5%, respectivamente. Menciona-se especificamente, que a variação nas vendas de vestuário contribuiu com 3.4% da variação no headline. Ainda assim, a variação em doze meses de vestuário mostra queda de -62.37%, enquanto móveis caem -3.54%.

Finalmente, venda de automóveis teve variação de 8.25% no mês, enquanto a variação em doze meses mostrou a primeira leitura positiva (+7.45%) após três meses consecutivos de leituras negativas.

O dado traz algumas surpresas positivas, reiterando que houve movimento de descompressão da economia americana na medida em que os protocolos de isolamento social foram relaxados ao longo do mês de maio. Ainda assim, a avaliação dos índices de variação anual mostra de forma clara o impacto sobre a atividade da pandemia e reafirma que mesmo a reaceleração observada ao longo dos últimos dois meses não compensa o tamanho do choque.

Na medida em que a recuperação econômica encontra percalços por conta dos novos surtos (especificamente no sun belt), espera-se que surpresas positivas percam sua intensidade (o que está comensurado também com a redução do desvio padrão das expectativas).

EUA: Philadelphia FED (julho)

O Philadelphia FED Manufacturing Index surpreendeu positivamente as expectativas do mercado, mas ficou abaixo da leitura anterior. O índice atingiu 24.1 (esperado: 20; anterior: 27.5) no mês de julho.

A pesquisa foi realizada entre os dias seis e treze de julho.

Apesar da queda relativa ao mês passado (a primeira em três meses), o índice teve avanços positivos em new orders (23, ante 16.7 mês passado), number of employees (20.1, ante -4.3 mês passado) e average workweek (17.2, ante -6.5 no mês passado).

As expectativas para seis meses a frente caíram 30.3 pontos se comparado ao mês passado, mas destaca-se que as expectativas relativas ao mercado de trabalho e a CAPEX melhoraram marginalmente.

*Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco digital modalmais

Pretende diversificar a
sua carteira
de investimentos?