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ANÁLISE: IPCA do Brasil

Data de criação:

access_time 11/03/2021 - 12:58

Data de atualização:

access_time 11/03/2021 - 12:58
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O IPCA de fevereiro surpreendeu positivamente as nossas expectativas (0.68%) e a mediana do mercado (0.72%) mostrando leitura de 0.86% no mês.

Nossa projeção para a inflação este ano encontra-se acima da meta, enquanto a do ano que vem dá sinais de poder começar a se mover para cima dela (meta). Logo, antevemos elevação de 50bps na taxa SELIC no próximo COPOM, com riscos altistas. O comunicado deverá ser hawk.

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O IPCA de fevereiro surpreendeu positivamente as nossas expectativas (0.68%) e a mediana do mercado (0.72%) mostrando leitura de 0.86% no mês.

Para indicar o tamanho da surpresa, vale notar que as expectativas mais elevadas se encontravam em 0.76% e o desvio padrão das expectativas era de 0.04%.

O foco das surpresas (ante nossa expectativa) relacionaram-se aos grupos de alimentação e bebidas, vestuário, educaçao, transportes e despesas pessoais. A composição enseja, assim, uma preocupação marginalmente menor do que a verificada pelo headline, ainda que o cenário seja de pressão inflacionária.

Por dentro do índice, nota-se forte avanço dos preços administrado, mas a surpresa ficou por conta dos preços livres, que avançaram 0.58%. Por dentro destes, destaque tanto para a aceleração de serviços (de 0.07% para 0.55%), como para produtos industriais (de 0.61% para 0.81%). Nota-se ainda especificamente o avanço dos industriais subjacentes de 0.39% para 0.61%.

Em suma, houve aumento vis-à-vis o mês anterior tanto na contribuição de administrados como na contribuição dos livres, ainda que estes últimos tenham ficado abaixo do visto no final do ano passado (efeito da redução do choque de alimentação).

A média dos cinco núcleos observada pelo Banco Central avançou de 0.45% para 0.51%, enquanto a difusão permanece acima de 60% pelo sexto mês consecutivo.

O cenário inflacionário volta a preocupar com a leitura de fevereiro. Mantemos os riscos atrelados à contínua desvalorização cambial e o efeito de retomada de redução da mobilidade adicionado ao auxílio emergencial (fatores que podem contribuir para nova rodada de avanço nos industriais).

Nossa projeção para a inflação este ano encontra-se acima da meta, enquanto a do ano que vem dá sinais de poder começar a se mover para cima dela (meta). Logo, antevemos elevação de 50bps na taxa SELIC no próximo COPOM, com riscos de elevação de 0.75%. O comunicado deverá ser hawk.

*Por Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco digital modalmais

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