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ANÁLISE: Payroll dos EUA

Data de criação:

access_time 04/06/2021 - 12:54

Data de atualização:

access_time 04/06/2021 - 12:54
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O Payroll de maio teve leitura abaixo do esperado pelo mercado, com criação de 559k em maio (esperado: 675k). O número anterior foi revisto em +12k para 278k.
Argumentamos sobre as consequências para a política monetária dos fenômenos de descasamento de oferta e demanda nos EUA, junto com impacto sobre a taxa de participação de uma prolongada saída do COVID (i.e. a retomada da confiança para voltar ao trabalho presencial pode ser prolongada) e evidências anedóticas do impacto do auxílio desemprego elevado. Com isso, esperamos que o terceiro trimestre mostre um gradual aumento na taxa de participação.

Comentário:

O Payroll de maio teve leitura abaixo do esperado pelo mercado, com criação de 559k em maio (esperado: 675k). O número anterior foi revisto em +12k para 278k.

Em termos de revisões de números passados, nota-se que a maior parte foi em vagas do setor público. Por outro lado, o payroll industrial mostra revisão de -16k para -32k.

Nas criações de vagas, o destaque fica novamente com leisure, hospitality, que avançaram 292. A queda na média móvel de três meses decorre da saída da leitura de fevereiro (+413k) dos cálculos. Manufacturing mostrou avanço de 23k, ainda não compensando a queda do mês passado (-32k), enquanto contruction voltou a registrar número negativo com queda de -25k.

Os dados mostram queda na taxa de desemprego, juntamente a uma queda marginal na taxa de participação. Por outro lado, as horas médias trabalhadas recuaram 0.1, mas permanecem em nível absolutamente elevado. Nos salários, forte avanço em average hourly earnings. No entanto, a média de três meses anualizado recuou de 3.2% para 2.9%.

Em suma, o número apresenta viés negativo para as expectativas mais fortes em relação a recuperação americana, mas não pode ser classificado como ruim ou algo que iniba a trajetória de discussão do FED no momento.

Argumentamos há algum tempo sobre fenômenos de descasamento de oferta e demanda nos EUA, junto com impacto sobre a taxa de participação de uma prolongada saída do COVID (i.e. a retomada da confiança para voltar ao trabalho presencial pode ser prolongada) e evidências anedóticas do impacto do auxílio desemprego elevado.

Com isso, esperamos que o terceiro trimestre (quando os auxílios começam a ser retirados) mostre um gradual aumento na taxa de participação.

Ante este cenário complexo e na ausência de uma intensificação do choque inflacionário, esperamos que o FED mantenha postura cautelosa. Mantemos o início da discussão sobre tapering para a reunião de julho.

 

*Por Felipe Sichel é estrategista-chefe do banco digital modalmais

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