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ANÁLISE: PIB dos EUA no segundo trimestre

Data de criação:

access_time 30/07/2020 - 16:37

Data de atualização:

access_time 30/07/2020 - 16:37
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O PIB dos EUA mostrou a pior queda já registrada em um trimestre, com leitura de -32.5% (QoQ, anualizado).

Para a frente, acreditamos que a recuperação será marcada por aumentos súbitos de incerteza decorrente de novos surtos localizados do COVID19 que resultarão em uma trajetória “stop and go” para a economia americana.

Assim, reforçamos nossa expectativa de implementação de forward guidance na reunião do FED de setembro.

Comentários:

O PIB dos EUA mostrou a pior queda já registrada em um trimestre, com leitura de -32.5% (QoQ, anualizado).

Por componente da demanda, nota-se queda de -34.6% no consumo (contribuição de -25.05% no índice), queda de -29.9% no investimento fixo (contribuindo -5.38% para o índice), -3.98% de contribuição de estoques e contribuição positiva de 0.68% nas exportações líquidas. O consumo do governo contribui positivamente 0.82% para o PIB.

O dado demonstra de forma clara o impacto da pandemia e das medidas de isolamento social sobre a atividade econômica, ficando clara a enorme retração do dispêndio pelo lado das famílias e das empresas.

A queda do consumo foi consequência de uma desaceleração impressionante do consumo de serviços, que caíram -43.5% no trimestre e retiraram -22.93% do headline.

A evolução do dado é consistente com as medidas de isolamento social implementadas.
Nas exportações líquidas, destaca-se que a contribuição positiva consequente de colapso nas importações, que caíram 53.4% no trimestre, adicionando 10.06% para o índice. Pelo lado das exportações observamos queda de -64.1%, representando -9.38% no índice. O saldo líquido, portanto, permanece positivo pela queda das importações.

Em termos de preços, o PCE subjacente mostrou variação de -1.1% contra -0.9% esperado.

Para a frente, acreditamos que a recuperação será marcada por aumentos súbitos de incerteza decorrente de novos surtos localizados do COVID19 que resultarão em uma trajetória “stop and go” para a economia americana. Estes choques de repentinos de atividade já se mostram de forma clara em indicadores de alta frequência (ex: reservas de restaurantes).

Ou seja, temos um cenário de preços e de atividade que justificam amplamente postura de política monetária extremamente expansionista. Assim, reforçamos nossa expectativa de implementação de forward guidance na reunião do FED de setembro.

*Felipe Sichel  é estrategista-chefe do banco digital modalmais

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