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ANÁLISE: PIB dos EUA para o primeiro trimestre de 2020

Data de criação:

access_time 29/04/2020 - 11:09

Data de atualização:

access_time 29/04/2020 - 11:09
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O PIB do primeiro trimestre de 2020 nos EUA vem abaixo do esperado, registrando queda de -4.8% no trimestre anualizado ante expectativa de queda de -4%. A leitura do PIB do quarto trimestre de 2019 aponta alta de 2.1%.

O PIB veio evidentemente negativo e isto apesar de não contemplar 100% do efeito do lockdown. Algumas de suas consequências podem ser aliviadas ao longo do segundo trimestre, bem como parte da demanda externa recuperada por conta da retomada da atividade no sudeste asiático e da gradual reabertura das economias desenvolvidas. No entanto, uma recomposição de fato do produto americano deverá ocorrer somente a partir do terceiro trimestre, sendo que o aumento do desemprego e da incerteza deverão impedir uma retomada acelerada da atividade.

Como comentamos anteriormente, a crise tem origem na saúde pública e, portanto, depende de uma resolução deste elemento para poder ser superada. Enquanto isto não ocorrer, a absorção doméstica da principal economia do mundo permanecerá fraca.

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PIB do primeiro trimestre de 2020 nos EUA vem abaixo do esperado, registrando queda de -4.8% no trimestre anualizado ante expectativa de queda de -4%. A leitura do PIB do quarto trimestre de 2019 aponta alta de 2.1%.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias mostrou queda de -7.6% (contribuindo -5.26% com o indicador), enquanto o investimento mostrou queda de -5.6% (contribuindo com queda de -0.96% do PIB). Já exportações líquidas contribuíram positivamente com 1.3% (puxado por um colapso das importações muito maior do que a queda nas exportações, ambas relevantes). O consumo do governo cresceu 0.7% no trimestre e contribuiu com 0.13% para o headline.

Olhando por dentro da parte de consumo, fica evidente o comportamento de hoarding que supúnhamos para o consumidor americano. Bens duráveis contribuíram com -1.21% para o PIB (caindo impressionantes -16.1%), enquanto serviços caíram -10.2% (contribuindo -4.99%).

Por outro lado, bens não duráveis cresceu 6.9% no trimestre, contribuindo 0.94% no PIB. Por dentro desta abertura, fica evidente, no entanto, o papel do consumo de alimentos e outros bens essenciais para a sua expansão. Reforça-se portanto que o consumidor americano reduziu seus gastos, redirecionando-os somente para bens essenciais durante este período de elevada incerteza.

Na parte de investimento, houve forte retração em non-residential, puxado tanto por queda no investimento em equipamentos como no investimento em estruturas. Por sua vez, a parte residencial mostrou avanço de 21% no trimestre, contribuindo positivamente em 0.74% para o PIB.

Finalmente, olhando para as exportações liquidas, vemos uma queda das exportações de -8.7%, o que representa -1.02% do PIB. No entanto, esta queda é mais do que compensada pelo colapso nas importações (provavelmente tanto em consequência da queda de demanda como por problemas nas cadeias de produção) de -15.3%, resultando em contribuição positiva de 2.32%.

Assim, nota-se que a contribuição positiva das exportações líquidas ocorre pelos motivos errados (colapso de importações), reforçando a baixa absorção doméstica da economia americana. Isto pode ser visto de forma mais evidente com final sales to private domestic purchasers, que caiu de uma expansão de 2.6% para -5.3%.

O PIB Q1 Adv. veio evidentemente negativo e isto apesar de não contemplar 100% do efeito do lockdown. Algumas de suas consequências podem ser aliviadas ao longo do segundo trimestre, bem como parte da demanda externa recuperada por conta da retomada da atividade no sudeste asiático e da gradual reabertura das economias desenvolvidas. No entanto, uma recomposição de fato do produto americano deverá ocorrer somente a partir do terceiro trimestre, sendo que o aumento do desemprego e da incerteza deverão impedir uma retomada acelerada da atividade.

Como comentamos anteriormente, a crise tem origem na saúde pública e, portanto, depende de uma resolução deste elemento para poder ser superada. Enquanto isto não ocorrer, a absorção doméstica da principal economia do mundo permanecerá fraca.

*Felipe Sichel é estrategista chefe do modalmais

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