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Apostas estão elevadas para uma Selic entre 2,25% a 2,75%

Data de criação:

access_time 17/03/2021 - 11:23

Data de atualização:

access_time 17/03/2021 - 11:23
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O Comitê de Política Monetária -Copom, Banco Central do Brasil, vai encerrar nesta quarta-feira (17/03) a reunião para definir a taxa básica de juros, a Selic. O resultado será apresentado depois do fechamento dos mercados.

Enquanto isso, analistas e entidades ligadas aos diversos setores econômicos estão elevando as apostas para uma revisão da taxa, que se mantém abaixo de níveis históricos em 2%, o menor resultado desde 1986.

Na opinião de Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade – ANEFAC, o BCB deve elevar a Selic para 2,25% ao ano.

“Entre as diversas simulações da ANEFAC, com a taxa saindo de 2% para 2,25% ao ano, o efeito será muito pequeno nas operações de crédito. Este fato ocorre uma vez que existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores que na média da pessoa física atingem 93,76% ao ano provocando uma variação de mais de 4.500,00% entre as duas pontas. O mesmo ocorreria com a taxa em 2,50% ao ano e também com uma “possível” queda para 1,75% ao ano”, avaliou.

Já o economista-chefe e sócio do banco digital modalmais, Alvaro Bandeira, a autoridade monetária deverá trazer a taxa referencial para 0,75% a/a. “Acho que o aumento em 0,75% deve ocorrer com os recentes índices de inflação, que não são temporários. O dólar mudou de patamar, o que acaba sempre trazendo mais inflação e que poderá chegar em até 5% no final desse ano. Estamos com a economia travada, o que sugere a urgência para a compra de vacinas, avanço no processo de imunização e a volta de investimentos para o País”, avaliou.

Para o superintendente da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, o BCB deverá iniciar o processo de alta na taxa também de forma agressiva. “Estamos trabalhando com 50 p.p e com a probabilidade do BCB ir eliminando o excesso de estímulo monetário. O que se vê é a pressão inflacionária por conta do câmbio e com a mudança na meta dos 3,75% para 4,5% e até 4,60% para este ano, conforme o Boletim Focus. Os sinais são de mais contágio para a 2022. A curva de juros longos está empinada e seguindo com altas até maiores que as estimativas”, considerou.

O economista aponta para mais puxadas na Selic ao longo do ano. “Acredito que o BCB poderá manter o tom hawkish no comunicado, seguir mexendo com a taxa e chegando a um patamar neutro no final do ano. O ponto maior de atenção é que a pandemia derrubou a atividade econômica e arrastou o país para uma de suas maiores crises”, concluiu.

Para o professor, mestre e doutor em Administração de Empresas da Universidade Mackenzie, Josilmar Cordenonssi Cia, o Copom deve ponderar vários riscos no cenário atual. “No momento, o maior risco do BCB é perder a sua credibilidade, já que  recuperá-la é muito custoso e leva tempo. As expectativas giram em torno de um aumento da Selic entre 0,50% e 0,75%. Ficar abaixo disso, pode ser comemorado por alguns, mas possivelmente exigirá uma taxa maior do que a necessária, no futuro, para recuperar a credibilidade”, escreveu.

*Por Ivonéte Dainese

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