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BCB: Déficit Primário fica em R$23,7 bilhões no mês de março

Data de criação:

access_time 30/04/2020 - 16:52

Data de atualização:

access_time 30/04/2020 - 16:52
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O Banco Central do Brasil – BCB divulgou hoje o relatório do setor público consolidado, que marcou déficit primário de R$23,7 bilhões em março. No Governo Central e nos governos regionais houve déficits de R$21,4 bilhões e R$2,7 bilhões, na ordem, e nas empresas estatais, superávit de R$405 milhões. No ano, o resultado primário acumulado foi superavitário em R$11,7 bilhões, ante resultado superavitário de R$13,3 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Os juros nominais do setor público consolidado ficaram em R$56,0 bilhões em março, se comparado com R$43,5 bilhões no mesmo mês de 2019. O resultado se deu com mais desfavorável das operações de swap cambial (perda de R$12 bilhões em março de 2019 e de R$31,3 bilhões em março de 2020), parcialmente compensado pela redução da taxa Selic e do IPCA no período. No acumulado em 12 meses, os juros nominais alcançaram R$394,5 bilhões (5,37% do PIB), comparativamente a R$384,5 bilhões (5,53% do PIB) no acumulado até março do ano anterior.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$79,7 bilhões em março. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$457,9 bilhões (6,24% do PIB), elevando-se 0,22 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado até fevereiro.

Dívida Líquida do Setor Público

A DLSP alcançou R$3.797,4 bilhões (51,7% do PIB) em março, redução de 1,9 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse resultado refletiu, em especial, o impacto da desvalorização cambial de 15,6% no mês (redução de 2,6 p.p. do PIB), o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,2 p.p.), o ajuste da paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida (redução de 0,2 p.p.), o déficit primário (aumento de 0,3 p.p.) e os juros nominais apropriados (aumento de 0,8 p.p.).

No ano, a relação DLSP/PIB reduziu-se 4,0 p.p., evolução decorrente, sobretudo, da desvalorização cambial acumulada de 29,0% (redução de 4,3 p.p.), do ajuste da paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (redução de 0,4 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,6 p.p.), do superávit primário acumulado (redução de 0,2 p.p.), e dos juros nominais apropriados (aumento de 1,7 p.p.).

Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – alcançou R$5,758,4 trilhões em março, equivalente a 78,4% do PIB, aumentando 1,7 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Contribuíram para essa evolução as emissões líquidas de dívida bruta (aumento de 0,8 p.p.), a incorporação de juros nominais (aumento de 0,4 p.p.), o impacto da desvalorização cambial (aumento de 0,8 p.p.), e o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,3 p.p.).

No ano, o aumento de 2,6 p.p. na relação DBGG/PIB decorre, em especial, da desvalorização cambial acumulada (aumento de 1,4 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 1,2 p.p.), das emissões líquidas de dívida (aumento de 1,0 p.p.) e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,9 p.p.).

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