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Contas Públicas marcam superávit primário em outubro

Data de criação:

access_time 30/11/2020 - 17:21

Data de atualização:

access_time 30/11/2020 - 17:21
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O Banco Central do Brasil divulgou nesta segunda-feira o resultado do setor público de outubro, com superávit primário de R$3,0 bilhões em outubro. O déficit do Governo Central foi de R$3,2 bilhões, e nos governos regionais e nas empresas estatais, superávits, na ordem, de R$5,2 bilhões e de R$998 milhões. No ano, até outubro, o déficit primário acumulado do setor público consolidado atingiu R$633,0 bilhões, ante déficit de R$33,0 bilhões no mesmo período de 2019. No acumulado em doze meses, o déficit primário atingiu R$661,8 bilhões (9,13% do PIB).

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$33,9 bilhões em outubro, comparativamente a R$20,3 bilhões no mesmo mês de 2019, elevação influenciada pela evolução desfavorável do resultado das operações de swap cambial (perda de R$7,0 bilhões em outubro de 2020, ante ganho de R$7,7 bilhões em outubro de 2019). Nos últimos doze meses, os juros nominais atingiram R$349,2 bilhões (4,82% do PIB), comparativamente a R$366,5 bilhões (5,10% do PIB) no acumulado até outubro do ano anterior.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$30,9 bilhões em outubro. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$1,011,0 trilhão (13,95% do PIB), elevando-se 0,22 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado até setembro.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP)

A DLSP alcançou R$4,435,6 trilhões (61,2% do PIB) em outubro, reduzindo-se de 0,2 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos da desvalorização cambial de 2,3% (redução de 0,5 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,2 p.p.) e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,5 p.p.).

No ano, a relação DLSP/PIB elevou-se 5,5 p.p., evolução decorrente, em especial, do déficit primário acumulado (aumento de 8,7 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 4,0 p.p.), do efeito da desvalorização cambial acumulada de 43,2% (redução de 6,5 p.p.), e do ajuste da paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (redução de 0,7 p.p.).

Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – alcançou R$6,574,7 trilhões em outubro, equivalente a 90,7% do PIB, aumento de 0,2 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Essa evolução decorreu principalmente da incorporação de juros nominais (aumento de 0,5 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (aumento de 0,2 p.p.), e do efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,4 p.p.).

No ano, o aumento de 15,0 p.p. na relação DBGG/PIB resultou, em especial, das emissões líquidas de dívida (aumento de 9,0 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 3,8 p.p.), e da desvalorização cambial acumulada (aumento de 2,1 p.p.).

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