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Decisão do COPOM: taxa Selic em 2%

Data de criação:

access_time 05/08/2020 - 15:30

Data de atualização:

access_time 25/11/2020 - 23:32
format_align_left 2 minutos de leitura

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil cortou a taxa de juros em 25bps para novo patamar sem precedentes de 2% a.a.

O corte foi em linha com o esperado pelo mercado. O comunicado teve tom marginalmente dovish no geral por manter a possibilidade de novos ajustes, mas reconhece que estes podem não ocorrer. Ou seja, o COPOM adota postura data-dependent tanto em relação aos dados como em relação a conjuntura macrofinanceira.

As expectativas de inflação divulgadas tiveram viés dovish com o cenário híbrido (taxa de juros extraída do Relatório Focus e câmbio constante a R$/USD 5,20) mostrando inflação de 2020 em 1,9% e 3% em 2021 (contra 2% e 3.2% no comunicado anterior, respectivamente) e 2022 em 3.4% (subindo de 3.2%). O cenário supõe juros finalizando 2020 em 2% (2.25% anteriormente) e 2021 em 3% (tal qual anteriormente). O juro sobe para 5% em 2022.

No cenário com taxas de juros constantes a 2.25%, e taxa de câmbio constante a R$/USD 5,20 a expectativa de inflação está em 1.9% para 2020 e 3% para 2021 (contra 1.9% e 3% no comunicado anterior, respectivamente).  Em 2022 a inflação sobe para 3.7%.

O comunicado manteve a discussão em torno dos riscos à trajetória fiscal, o que por sua vez reflete maior preocupação do COPOM com este item para determinação da trajetória futura da taxa SELIC.

Em contrapartida, o COPOM aumentou o grau de preocupação em torno da desaceleração da atividade. Assim, reforça-se a opcionalidade do comitê para os próximos passos de política monetária.

Em termos de forward guidance, o comunicado deixa claro que há menos espaço para atuação de política monetária, mas mantém a porta parcialmente aberta para novos ajustes por conta das expectativas projetadas para frente e da própria formulação escolhida “devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”.

Esperamos agora pela ata da reunião (a ser publicada na próxima terça-feira) para uma maior discussão dos determinantes da decisão do COPOM.

Mantemos nosso call que há espaço para um novo ajuste de 0.25%, mas evidentemente o COPOM compra opcionalidade em termos de timing.

 

Por Felipe Sichel, estrategista do modalmais.

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