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Déficit Primário fica em R$87,6 bi em agosto, mostra o BCB

Data de criação:

access_time 30/09/2020 - 16:37

Data de atualização:

access_time 30/09/2020 - 16:37
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O Banco Central do Brasil mostrou hoje que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$87,6 bilhões em agosto. No Governo Central e nas empresas estatais houve déficits de, na ordem, R$96,5 bilhões e R$219 milhões, enquanto os governos regionais obtiveram superávit de R$9,1 bilhões. No ano, até agosto, o déficit primário acumulado do setor público consolidado atingiu R$571,4 bilhões, ante déficit de R$22 bilhões no mesmo período de 2019. No acumulado em 12 meses, o déficit primário atingiu R$611,3 bilhões (8,50% do PIB).

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$34,3 bilhões em agosto, comparativamente a R$50,2 bilhões no mesmo mês de 2019, redução influenciada pela evolução menos desfavorável do resultado das operações de swap cambial (perda de R$14,3 bilhões em agosto de 2020 e de R$24,5 bilhões em agosto de 2019) e pela redução da taxa Selic no período. Nos últimos doze meses, os juros nominais atingiram R$322,2 bilhões (4,48% do PIB), comparativamente a R$349,2 bilhões (4,91% do PIB) no acumulado até agosto do ano anterior.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$121,9 bilhões em agosto. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$933,5 bilhões (13,0% do PIB), elevando-se 0,8 p.p. do PIB em relação ao déficit acumulado até julho.

Dívida Líquida do Setor Público e Dívida Bruta do Governo Geral

A DLSP alcançou R$4,367,5 trilhões (60,7% do PIB) em agosto, aumento de 0,6 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse resultado refletiu, em especial, os impactos de déficit primário (aumento de 1,2 p.p.), juros nominais apropriados (aumento de 0,5 p.p.) e desvalorização cambial de 5,2% (redução de 1,0 p.p.).

No ano, a relação Dívida Líquida do Setor Público X PIB  foi elevada em 5,0 p.p., evolução decorrente, sobretudo, do déficit primário acumulado (aumento de 7,9 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 3,0 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (aumento de 0,5 p.p.), do efeito da desvalorização cambial acumulada de 35,7% (redução de 5,4 p.p.) e do ajuste da paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (redução de 0,9 p.p.).

A DBGG que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – alcançou R$6,389,8 trilhões em agosto, equivalente a 88,8% do PIB, aumento de 2,4 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Essa evolução decorreu principalmente de emissões líquidas de dívida bruta (aumento de 1,8 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 0,4 p.p.) e do efeito da desvalorização cambial (aumento de 0,3 p.p.).

No ano, o aumento de 13,0 p.p. na relação DBGG X PIB resultou, em especial, das emissões líquidas de dívida (aumento de 7,7 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 3,0 p.p.), da desvalorização cambial acumulada (aumento de 1,7 p.p.), e do efeito da variação do PIB nominal (aumento de 0,7 p.p.).

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