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Estoque total de crédito em 2020 foi elevada de 7,6% para 11,5%

Data de criação:

access_time 24/09/2020 - 16:37

Data de atualização:

access_time 24/09/2020 - 16:37
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No Relatório Trimestral de Inflação, a Banco Central do Brasil elevou as projeções para a operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) em 2020 e a também a primeira estimativa para 2021.

O crédito para Pessoa Física saiu de 10% no relatório anterior para os atuais 16,5%. Para 2021, a estimativa aponta para 5,1%. Já para Pessoa Jurídica, a estimativa de crédito saiu de 5,8% para os atuais 7,8% com 9% para 2021.

A projeção de crescimento do estoque total de crédito em 2020 foi elevada de 7,6%, no Relatório anterior, para 11,5%. O aumento decorre, principalmente, da demanda acentuada de crédito das empresas, que vem sendo atendida tanto pela expansão do crédito livre como pelo crédito direcionado, no último caso voltado principalmente para as empresas de menor porte.

No segmento de recursos livres para pessoas jurídicas, o ajuste na projeção para 2020 se fundamenta pelas condições mais acessíveis de financiamento, com destaque para a taxa de juros na mínima histórica, e pela melhora nas expectativas de recuperação da atividade econômica. No que tange aos empréstimos com recursos direcionados, projeta-se expansão de 11,0% no ano, refletindo a perspectiva de expansão dos programas emergenciais de crédito – dados os ajustes implementados no PESE, o novo aporte de recursos no Pronampe, e a evolução dos empréstimos no âmbito do PEAC-FGI e PEAC-Maquininhas.

“Os empréstimos a pessoas físicas financiados com recursos livres devem apresentar desaceleração em 2020, influenciada, entre outros fatores, pela modalidade cartão de crédito à vista, fortemente afetada pela queda nos gastos dos consumidores de alta renda”, explicou o BCB.

A projeção para o ritmo de expansão desse segmento em 2020 foi mantida em 6,5%. O crescimento esperado dos financiamentos às famílias com recursos direcionados foi revisado de 5,0% para 9,5%.

As concessões de financiamentos imobiliários, principal modalidade do grupo, surpreenderam positivamente, apresentando evolução positiva após abril, impulsionadas pela queda nas taxas de juros. As renegociações e as postergações nos pagamentos de parcelas também contribuíram para o crescimento do saldo de crédito no primeiro semestre.

Para 2021, projeta-se crescimento de 7,3% do estoque de crédito, desempenho liderado pela retomada do crédito às pessoas físicas (9,0%), e que incorpora desaceleração do crédito às empresas (5,1%). Para as famílias, levando-se em conta perspectiva de melhora no mercado de trabalho, espera-se crescimento de 10,0% do saldo de crédito com recursos livres, enquanto as operações com recursos direcionados devem registrar crescimento de 7,7%, influenciadas pela redução das renegociações e postergações de parcelas no segmento imobiliário.

O desempenho do crédito às PJ com recursos livres deve apresentar forte desaceleração em 2021 (8,0%), motivada pela normalização da atividade econômica e pela necessidade de desalavancagem das empresas. A retomada de emissões de dívidas corporativas fora do SFN deve propiciar fonte alternativa de financiamento para as grandes empresas, favorecendo o movimento de desaceleração do crédito bancário.

De forma análoga, o saldo de crédito para empresas com recursos direcionados deve registar desaceleração e manter-se estável em 2021, o que sinaliza retorno ao perfil de expansão do crédito anterior à pandemia, mais concentrado nas operações com recursos livres. Importante observar que ambas as desacelerações devem ser avaliadas considerando forte efeito da base de comparação, de modo que a expansão do crédito seguirá sendo relevante na fase de recuperação da economia.

Balança Comercial

Exportações e importações de bens e serviços devem crescer 4,9% e 0,2%, na ordem. O desempenho das exportações, em linha com a melhora da demanda global, deve ser influenciado pelas vendas das indústrias de transformação e extrativa. Já a modesta recuperação das importações, em cenário de elevação da atividade econômica, é explicada principalmente por dois fatores, além da taxa de câmbio real mais elevada do que a vigente no período pré-pandemia.

O primeiro é a expectativa de menor importação de equipamentos para a indústria de óleo e gás, em grande parte no âmbito do Repetro, cujo pico deve ocorrer em 2020. O segundo é que a retomada das importações em 2020 se inicia mais tardiamente que a dos componentes da demanda doméstica, produzindo carregamento estatístico menor para o ano seguinte.

As contribuições respectivas das demandas interna e externa estão estimadas em 3,3% e 0,6%.

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